Aula sobre 1ª Revolução Industrial: consequênciais aos trabalhadores
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A 1ª Revolução Industrial, ocorrida entre os séculos XVIII e XIX, transformou radicalmente a sociedade, a economia e as relações de trabalho. Com a introdução de máquinas e novas tecnologias, muitos trabalhadores enfrentaram condições precárias, enquanto uma nova classe social, a burguesia industrial, emergiu. Para os estudantes, é importante compreender como essas mudanças impactaram a vida de diferentes grupos sociais, como as trabalhadoras têxteis, crianças operárias, artesãos desempregados, burgueses industriais e camponeses que migraram para as cidades. A metodologia Design Thinking será utilizada para que os alunos preencham o mapa de empatia, permitindo que eles se coloquem no lugar desses personagens e analisem suas experiências e sentimentos durante esse período histórico.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando a 1ª Revolução Industrial, destacando suas características principais e os impactos sociais. Utiliza exemplos práticos, como a vida de uma trabalhadora têxtil e uma criança operária, para contextualizar o tema. Os alunos são convidados a compartilhar o que já sabem sobre o assunto e suas expectativas para a aula.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos, cada um escolhendo um dos personagens da Revolução Industrial: trabalhadora têxtil, criança operária, artesão desempregado, burguês industrial ou camponês que migrou para a cidade. O professor explica a importância de entender as diferentes perspectivas e experiências de cada personagem.
Etapa 3 — Pesquisa e Discussão
Os grupos realizam uma pesquisa sobre o contexto histórico de seu personagem, discutindo suas condições de vida, trabalho e os desafios enfrentados. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem a reflexão e a empatia, como: “Como você acha que essa pessoa se sentia em relação ao seu trabalho?”
Etapa 4 — Preenchimento do Mapa de Empatia
Com base nas discussões, os grupos começam a preencher mapa de empatia, respondendo os campos: “O que ele pensa e sente?”, “O que ele escuta?”, “O que ele fala e faz?”, “O que ele vê?”, “Dores” e “Ganhos”. O professor orienta os alunos a serem criativos e a pensarem criticamente sobre as informações que estão coletando, considerando o contexto social, emocional e histórico da personagem. Eles devem imaginar o que ela sente diante das mudanças da época, o que escuta no dia a dia, como age e se expressa, o que enxerga ao redor e quais são seus principais sofrimentos e pequenas conquistas.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as descobertas realizadas. O professor incentiva perguntas e comentários dos outros grupos, promovendo um ambiente de diálogo e troca de ideias.
Etapa 6 — Reflexão e Discussão Final
Após as apresentações, o professor conduz uma discussão final, onde os alunos refletem sobre o que aprenderam com a atividade. Questões como: “Como as experiências dos personagens se relacionam com as desigualdades sociais atuais?” são levantadas para estimular a análise crítica.
Etapa 7 — Encerramento e Conexões Contemporâneas
O professor encerra a aula fazendo conexões entre os desafios enfrentados pelos personagens da Revolução Industrial e as questões sociais contemporâneas, como a exploração do trabalho e a luta por direitos. Os alunos são incentivados a pensar em ações que podem ser tomadas para promover a justiça social e os direitos humanos hoje.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia dos alunos em relação aos diferentes personagens da Revolução Industrial.
Promover a análise crítica das condições de trabalho e das relações sociais da época.
Estimular a reflexão sobre os impactos das transformações tecnológicas nas relações sociais contemporâneas.
Fomentar a discussão sobre desigualdades sociais e direitos humanos.
Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e descrever as emoções e pensamentos dos personagens.
Clareza e profundidade nas reflexões sobre as dores e ganhos dos personagens.
Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.
Criatividade e originalidade na apresentação do mapa de empatia.
Compreensão dos impactos sociais e econômicos da Revolução Industrial.
Ações do professor
Facilitar a formação dos grupos e a escolha dos personagens.
Orientar os alunos sobre como preencher o mapa de empatia.
Propor questões provocativas para estimular a reflexão durante a atividade.
Acompanhar e apoiar os grupos durante a elaboração do mapa.
Conduzir a discussão final, promovendo a troca de ideias entre os grupos.
Ações do aluno
Formar grupos e escolher um personagem da Revolução Industrial.
Realizar pesquisas e discussões sobre o contexto do seu personagem.
Preencher o mapa de empatia, preenchendo os campos propostos.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, compartilhando suas descobertas.
Participar da discussão final, refletindo sobre as experiências dos outros grupos.