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Aula sobre A ciência serviu ao nazismo?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


O tema "A ciência serviu ao nazismo?" propõe uma reflexão crítica sobre como o conhecimento científico pode ser utilizado para fins éticos ou antiéticos, especialmente em contextos históricos marcantes como o regime nazista. Durante o nazismo, algumas áreas da ciência foram distorcidas para justificar políticas de discriminação, segregação e genocídio, como a eugenia e a pseudociência racial.

Essa aula visa despertar nos estudantes a consciência sobre a responsabilidade social da ciência e a importância de respeitar a diversidade humana. A metodologia ativa Design Thinking será aplicada para que os alunos, por meio do uso de um mapa de empatia, possam se colocar no lugar das vítimas e dos agentes envolvidos, compreendendo as diferentes perspectivas e consequências do uso indevido da ciência. O mapa de empatia, com os campos "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos", será utilizado como ferramenta central para organizar as ideias e promover o debate crítico.

Material de apoio 1 — A ciência serviu ao nazismo?

  1. Etapa 11. Introdução ao tema e sensibilização

    Inicie a aula contextualizando o período do nazismo, destacando como algumas ciências foram utilizadas para justificar políticas de exclusão e violência. A partir de perguntas provocativas, como "Como a ciência pode ser usada para o bem e para o mal?", os estudantes são convidados a refletir e compartilhar suas ideias iniciais, preparando o terreno para a atividade.


  2. Etapa 22. Apresentação do mapa de empatia

    Apresente o mapa de empatia, explicando cada campo: o que a pessoa pensa e sente, o que escuta, o que fala e faz, o que vê, dores e ganhos. O material de apoio (imagem ou PDF do mapa) é mostrado para que os estudantes compreendam a ferramenta que será usada para organizar as informações e perspectivas.


  3. Etapa 33. Formação de grupos e definição dos personagens

    Os estudantes são divididos em pequenos grupos e recebem a tarefa de escolher personagens para representar no mapa de empatia, como uma vítima do nazismo, um cientista da época, um cidadão comum ou um agente do regime. Essa escolha permite explorar diferentes pontos de vista e aprofundar a empatia.


  4. Etapa 44. Pesquisa e coleta de informações

    Cada grupo pesquisa, com base em conhecimentos prévios e discussões em sala, informações sobre o personagem escolhido, focando nos campos do mapa de empatia. Oriente e esclarece dúvidas, estimulando a reflexão crítica sobre as fontes e os conteúdos.


  5. Etapa 55. Construção do mapa de empatia

    Os grupos organizam as informações coletadas preenchendo o mapa de empatia, discutindo e negociando as ideias para representar de forma clara e coerente as perspectivas do personagem. Circule entre os grupos, promovendo questionamentos que aprofundem a análise.


  6. Etapa 66. Apresentação e debate

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões desenvolvidas. Após as apresentações, conduza um debate sobre os diferentes pontos de vista, as consequências do uso da ciência no nazismo e as lições para a ciência atual.


  7. Etapa 77. Reflexão final e registro

    Para concluir, proponha uma reflexão escrita ou oral sobre o que foi aprendido, destacando a importância da ética na ciência e o respeito à diversidade. Os estudantes podem registrar suas impressões e compromissos para o uso responsável do conhecimento científico.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de investigação crítica sobre o uso da ciência em contextos históricos e sociais.

  • Promover a empatia e a compreensão das múltiplas perspectivas envolvidas no tema.

  • Estimular o respeito à diversidade e a reflexão sobre os impactos éticos da ciência.

  • Incentivar o trabalho colaborativo e a comunicação entre os estudantes.

  • Aplicar a metodologia Design Thinking para resolver problemas complexos e sociais.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e discutir os usos indevidos da ciência no nazismo.

  • Demonstração de empatia e compreensão das diferentes perspectivas apresentadas.

  • Clareza e organização das ideias no mapa de empatia.

  • Engajamento no debate e respeito às opiniões dos colegas.

Ações do professor

  • Apresentar o contexto histórico do nazismo e o papel da ciência nesse período.

  • Explicar o conceito e a estrutura do mapa de empatia, disponibilizando o material de apoio.

  • Orientar os estudantes na formação de grupos para a construção colaborativa do mapa.

  • Estimular a reflexão crítica e o debate durante a atividade.

  • Acompanhar o desenvolvimento dos mapas, oferecendo suporte e provocando questionamentos.

  • Promover a socialização dos resultados e a discussão final sobre o tema.

Ações do aluno

  • Pesquisar informações básicas sobre o uso da ciência no nazismo.

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia em grupo.

  • Expressar suas ideias e ouvir as dos colegas com respeito.

  • Refletir sobre as consequências éticas do uso indevido da ciência.

  • Apresentar e discutir o mapa construído com a turma.