Aula sobre A divisão social do trabalho
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A divisão social do trabalho é um conceito fundamental nas Ciências Humanas e Sociais, que se refere à maneira como as tarefas e funções são distribuídas entre os indivíduos e grupos em uma sociedade. Essa divisão pode ser observada em diferentes contextos históricos e geográficos, refletindo as transformações sociais, econômicas e tecnológicas ao longo do tempo. Por exemplo, na Revolução Industrial, houve uma especialização do trabalho, onde as pessoas passaram a desempenhar funções específicas nas fábricas, enquanto hoje, com a era digital, vemos uma nova divisão do trabalho, onde habilidades tecnológicas são cada vez mais valorizadas. Para os estudantes, a divisão social do trabalho pode ser vista em suas próprias vidas, como nas escolhas de carreira e nas expectativas sociais sobre o que significa trabalhar. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa da Cultura Maker, onde os alunos trabalharão em grupos para criar um diário de bordo que documentará suas reflexões sobre o tema, promovendo um aprendizado colaborativo e prático.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de divisão social do trabalho, contextualizando-o historicamente e geograficamente. Exemplos práticos, como a especialização no trabalho durante a Revolução Industrial e as novas profissões da era digital, são discutidos. Os alunos são convidados a compartilhar suas percepções sobre como o trabalho é dividido em suas comunidades e famílias.
Etapa 2 — Formação dos Grupos
Os alunos são divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. Cada grupo receberá um conjunto de perguntas orientadoras sobre a divisão social do trabalho, que os ajudará a identificar problemas em suas comunidades relacionados ao tema. O professor circula entre os grupos, ajudando a direcionar as discussões.
Etapa 3 — Identificação de Problemas
Os grupos discutem e registram os problemas que identificaram em relação à divisão social do trabalho. Eles devem considerar questões como desigualdade, acesso a oportunidades de trabalho e as mudanças trazidas pela tecnologia. Cada grupo escolhe um problema específico para trabalhar ao longo da atividade.
Etapa 4 — Geração de Alternativas
Após identificar os problemas, os grupos criam possíveis alternativas e soluções. O professor orienta os alunos a pensar de maneira criativa e a considerar diferentes perspectivas. Eles devem registrar suas ideias no diário de bordo, organizando-as de forma clara.
Etapa 5 — Desenvolvimento de Soluções
Os grupos escolhem uma ou mais alternativas para desenvolver soluções mais concretas. Eles devem considerar a viabilidade das soluções propostas e como poderiam ser implementadas em suas comunidades. O professor oferece suporte e feedback durante este processo.
Etapa 6 — Apresentação das Soluções
Cada grupo apresenta suas soluções para a turma. O professor estimula a discussão e o debate, incentivando os alunos a fazer perguntas e a oferecer sugestões. Essa etapa é crucial para o desenvolvimento do pensamento crítico e da argumentação.
Etapa 7 — Reflexão e Encerramento
Para finalizar, o professor conduz uma reflexão sobre o que os alunos aprenderam durante a atividade. Os alunos são incentivados a pensar sobre como a divisão social do trabalho impacta suas vidas e a sociedade como um todo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e discutir a divisão social do trabalho em diferentes contextos históricos.
Estimular o pensamento crítico sobre as transformações do trabalho na contemporaneidade.
Promover a colaboração e o trabalho em equipe por meio da elaboração do diário de bordo.
Fomentar a criatividade dos alunos na busca por soluções para problemas relacionados ao trabalho.
Incentivar a reflexão sobre as implicações sociais e econômicas da divisão do trabalho.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaboração no trabalho em grupo.
Capacidade de relacionar os conceitos discutidos em aula com exemplos práticos do cotidiano.
Criatividade na apresentação das soluções propostas para os problemas identificados.
Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no diário de bordo.
Clareza e organização das informações no diário de bordo.
Ações do professor
Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias entre os alunos.
Fornecer exemplos práticos e contextualizados sobre a divisão social do trabalho.
Avaliar o progresso dos grupos e oferecer feedback construtivo durante o processo.
Orientar os alunos na elaboração do diário de bordo, garantindo que todos os campos sejam preenchidos.
Promover um ambiente de sala de aula que estimule a criatividade e a inovação.
Ações do aluno
Trabalhar em grupos para discutir e identificar problemas relacionados à divisão social do trabalho.
Pesquisar e apresentar alternativas para os problemas identificados.
Participar ativamente das discussões em grupo e contribuir com ideias.
Documentar suas reflexões e soluções no diário de bordo.
Refletir sobre as implicações do trabalho em suas próprias vidas e no contexto atual.