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Aula sobre A Era da Pós-Verdade e das Fake News

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


A Era da Pós-Verdade é marcada pela predominância de opiniões e crenças pessoais sobre fatos comprovados, o que facilita a disseminação de fake news — notícias falsas que podem causar desinformação e prejuízos sociais. Exemplos práticos incluem boatos sobre vacinas, notícias falsas sobre eventos políticos e informações incorretas sobre celebridades. Nesta atividade, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos, em grupos, criem um diário de bordo, registrando o problema, as alternativas para combatê-lo e as soluções encontradas, promovendo uma reflexão crítica e colaborativa sobre o tema.

Material de apoio 1 — A Era da Pós-Verdade e das Fake News

  1. Etapa 1Introdução e Contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de Era da Pós-Verdade e fake news, utilizando exemplos atuais e próximos da realidade dos alunos, como notícias falsas sobre saúde e política. Essa etapa visa sensibilizar os estudantes para a importância do tema e prepará-los para a atividade prática. O professor deve estimular perguntas e reflexões iniciais para engajar a turma.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos e Apresentação do Diário de Bordo

    Os alunos são organizados em grupos e o professor apresenta o diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. O professor orienta sobre como registrar as informações e destaca a importância do trabalho colaborativo e da documentação do processo para a reflexão crítica.


  3. Etapa 3Identificação do Problema

    Cada grupo discute e registra no diário de bordo quais são os principais problemas relacionados à pós-verdade e à disseminação de fake news que eles observam no cotidiano. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que provoquem o pensamento crítico e auxiliando na delimitação dos problemas.


  4. Etapa 4Geração de Alternativas

    Os grupos debatem possíveis alternativas para enfrentar os problemas identificados, considerando ações individuais e coletivas, como checagem de fontes, educação midiática e conscientização. Essas alternativas são registradas no diário de bordo, incentivando a criatividade e o pensamento estratégico.


  5. Etapa 5Elaboração das Soluções

    Com base nas alternativas geradas, os grupos escolhem as soluções mais viáveis e detalham como elas podem ser implementadas. O professor orienta para que as soluções sejam claras, coerentes e aplicáveis, registrando-as no diário de bordo.


  6. Etapa 6Socialização das Propostas

    Cada grupo apresenta suas conclusões para a turma, compartilhando os problemas, alternativas e soluções registradas no diário de bordo. O professor modera a discussão, promovendo o respeito às diferentes opiniões e incentivando a reflexão coletiva.


  7. Etapa 7Reflexão Final e Avaliação

    O professor conduz uma reflexão final sobre o que foi aprendido, destacando a importância da postura crítica e flexível diante das informações. Em seguida, realiza a avaliação dos diários de bordo conforme os critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo para os grupos.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de análise crítica sobre o fenômeno da pós-verdade e a disseminação de fake news.

  • Estimular a reflexão sobre as causas e consequências das fake news na sociedade.

  • Promover a postura flexível para revisão de crenças e opiniões diante de fatos apurados.

  • Incentivar o trabalho colaborativo por meio da criação do diário de bordo em grupo.

  • Aplicar a metodologia Cultura Maker para tornar o aprendizado ativo e significativo.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa na construção do diário de bordo.

  • Capacidade de identificar e analisar problemas relacionados à pós-verdade e fake news.

  • Criatividade e pertinência na geração de alternativas para combater a desinformação.

  • Clareza e coerência na apresentação das soluções propostas.

  • Demonstração de postura crítica e flexível em relação às informações discutidas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema contextualizando com exemplos atuais e próximos da realidade dos alunos.

  • Orientar os grupos na criação do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.

  • Estimular a discussão crítica e o questionamento durante as etapas do plano de aula.

  • Acompanhar e mediar o trabalho em grupo, incentivando a colaboração e o respeito às opiniões.

  • Promover momentos de socialização para que os grupos compartilhem suas conclusões.

  • Avaliar os diários de bordo com base nos critérios estabelecidos e fornecer feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre a Era da Pós-Verdade e fake news.

  • Formar grupos para trabalhar colaborativamente na criação do diário de bordo.

  • Identificar e registrar no diário de bordo os problemas relacionados ao tema.

  • Propor e discutir alternativas para enfrentar a disseminação de fake news.

  • Elaborar soluções viáveis e coerentes para os problemas identificados.

  • Compartilhar as conclusões do grupo com a turma, respeitando as opiniões dos colegas.

  • Refletir criticamente sobre suas próprias crenças e opiniões diante das informações discutidas.