Aula sobre A escravidão no Brasil
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A escravidão no Brasil é um tema central para compreender a formação da sociedade brasileira e suas desigualdades atuais. A escravidão foi uma prática que durou mais de 300 anos e teve profundas implicações sociais, econômicas e culturais. Os estudantes podem observar a herança da escravidão em diversas manifestações culturais, como a música, a culinária e as festas populares. Ao trabalhar com a metodologia ativa Cultura Maker, os alunos serão incentivados a criar uma fanzine, que é uma publicação independente, onde poderão expressar suas ideias e reflexões sobre a escravidão, utilizando diferentes fontes e linguagens. Isso permitirá que eles se tornem protagonistas do seu aprendizado, explorando o tema de maneira criativa e colaborativa.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando a escravidão no Brasil, contextualizando sua importância histórica e suas consequências sociais. Pode usar vídeos curtos, músicas ou imagens que representem a cultura afro-brasileira e a resistência dos escravizados. Os alunos são convidados a compartilhar o que já sabem sobre o tema.
Etapa 2 — Exploração de Fontes
Os alunos são divididos em grupos e recebem diferentes fontes de informação sobre a escravidão, como textos, documentos históricos, imagens e vídeos. Cada grupo deve analisar sua fonte e discutir o que aprenderam, preparando-se para compartilhar com a turma.
Etapa 3 — Definição dos Subtópicos
O professor orienta os alunos a escolherem os subtópicos que irão abordar na fanzine, como a história da escravidão, a resistência dos escravizados, a cultura afro-brasileira, entre outros. Cada grupo deve definir quais subtópicos irão explorar e como irão apresentá-los na fanzine.
Etapa 4 — Criação da Fanzine
Os alunos começam a criar a fanzine, dividindo o papel A4 em 8 partes. Cada parte será dedicada a um subtópico. Os alunos devem utilizar textos, desenhos, colagens e outras expressões artísticas para comunicar suas ideias. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e sugestões.
Etapa 5 — Apresentação e Compartilhamento
Cada grupo apresenta sua fanzine para a turma, explicando suas escolhas e o que aprenderam durante o processo. O professor pode incentivar perguntas e discussões após cada apresentação, promovendo um ambiente de troca de ideias.
Etapa 6 — Reflexão Final
Os alunos são convidados a refletir sobre o que aprenderam com a atividade e como a escravidão ainda impacta a sociedade atual. O professor pode propor um debate ou uma roda de conversa para discutir as reflexões e sentimentos dos alunos sobre o tema.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor realiza uma avaliação das fanzines e das apresentações, utilizando os critérios de avaliação definidos. Ele também pode solicitar que os alunos façam uma autoavaliação, refletindo sobre seu próprio aprendizado e contribuição para o grupo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de identificar e analisar diferentes fontes históricas sobre a escravidão.
Fomentar a reflexão crítica sobre as narrativas históricas e suas implicações na sociedade contemporânea.
Estimular a criatividade e a expressão artística dos alunos por meio da produção de uma fanzine.
Promover o trabalho em grupo e a colaboração entre os alunos.
Desenvolver habilidades de comunicação escrita e visual.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.
Qualidade e criatividade na produção da fanzine.
Capacidade de relacionar informações históricas com a realidade atual.
Clareza e coerência na apresentação das ideias na fanzine.
Uso adequado de diferentes fontes e linguagens na construção do conteúdo.
Ações do professor
Apresentar o tema da escravidão no Brasil de forma contextualizada, utilizando exemplos do cotidiano dos alunos.
Orientar os alunos na pesquisa de diferentes fontes sobre a escravidão.
Facilitar o processo de criação da fanzine, ajudando os alunos a organizar suas ideias.
Estimular a troca de ideias e a colaboração entre os grupos durante a atividade.
Realizar uma apresentação final onde os grupos compartilham suas fanzines e reflexões.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em sala sobre a escravidão.
Pesquisar e coletar informações sobre o tema em diferentes fontes.
Trabalhar em grupo para criar a fanzine, dividindo tarefas e responsabilidades.
Apresentar a fanzine para a turma, explicando suas escolhas e aprendizados.
Refletir sobre o impacto da escravidão na sociedade atual e suas próprias vidas.