Aula sobre A escravidão no Brasil
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A escravidão no Brasil é um tema fundamental para a compreensão da formação social, econômica e cultural do país. Entre os séculos XVI e XIX, milhões de africanos foram forçados a vir para o Brasil como escravizados, e suas experiências moldaram a sociedade brasileira. Este tema é relevante para os alunos, pois permite que eles reflitam sobre questões de desigualdade, racismo e identidade cultural que ainda persistem na sociedade contemporânea. A metodologia de Design Thinking será aplicada para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo uma compreensão mais profunda das vivências dos escravizados e suas consequências. Os alunos serão incentivados a pensar criticamente sobre as narrativas históricas e a empatia com os indivíduos que foram forçados a viver essa realidade.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando um breve histórico sobre a escravidão no Brasil, destacando a importância do tema para a formação da sociedade brasileira. Ele pode usar exemplos como a herança da cultura africana na música, na culinária e nas festas populares. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e contextualizar a discussão.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos para que possam trabalhar juntos no desenvolvimento do mapa de empatia. O professor explica a importância do trabalho em equipe e como isso pode enriquecer a atividade. Cada grupo deve escolher um foco específico, como a vida de um escravizado, as condições de trabalho ou a resistência.
Etapa 3 — Preenchimento do Mapa de Empatia
Os grupos começam a desenvolver o mapa de empatia, discutindo e preenchendo cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor circula entre os grupos, oferecendo orientações e estimulando a reflexão crítica.
Etapa 4 — Pesquisa de Fontes
Os alunos são incentivados a pesquisar diferentes fontes sobre a escravidão, como cartas, relatos de viajantes, músicas e obras de arte. O professor pode sugerir que utilizem a internet ou livros disponíveis na escola. Essa etapa é crucial para que os alunos compreendam a diversidade de narrativas sobre o tema.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas e reflexões. O professor pode promover um debate após cada apresentação, incentivando perguntas e comentários dos colegas. Essa troca de ideias é fundamental para aprofundar a compreensão do tema.
Etapa 6 — Reflexão Final
O professor conduz uma reflexão final sobre o que os alunos aprenderam com a atividade. Ele pode perguntar como a escravidão ainda impacta a sociedade atual e quais lições podem ser tiradas dessa história. Essa etapa visa consolidar o aprendizado e promover uma consciência crítica.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor avalia os mapas de empatia e a participação dos alunos, fornecendo feedback construtivo. Ele pode criar um espaço para que os alunos também avaliem a atividade e compartilhem o que acharam mais interessante ou desafiador. Essa avaliação mútua é importante para o desenvolvimento contínuo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar e analisar diferentes fontes históricas sobre a escravidão no Brasil.
Fomentar a empatia e a compreensão das experiências dos escravizados através do desenvolvimento do mapa de empatia.
Estimular a reflexão crítica sobre as consequências da escravidão na sociedade contemporânea.
Promover o trabalho colaborativo e a comunicação entre os alunos durante a atividade.
Incentivar a criatividade dos alunos na representação das vivências dos escravizados.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e analisar diferentes narrativas sobre a escravidão.
Qualidade das reflexões apresentadas durante a discussão em grupo.
Participação ativa no desenvolvimento do mapa de empatia.
Criatividade e originalidade na elaboração do mapa de empatia.
Colaboração e respeito nas interações com os colegas durante a atividade.
Ações do professor
Introduzir o tema da escravidão no Brasil com uma breve apresentação sobre seu contexto histórico.
Orientar os alunos sobre como preencher o mapa de empatia, explicando cada um dos campos.
Facilitar discussões em grupo, incentivando os alunos a compartilharem suas reflexões.
Fornecer exemplos de fontes históricas e narrativas que podem ser utilizadas na atividade.
Avaliar os mapas de empatia e fornecer feedback sobre o trabalho dos alunos.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial sobre a escravidão no Brasil.
Trabalhar em grupos para desenvolver o mapa de empatia, discutindo cada campo.
Pesquisar e trazer informações sobre diferentes narrativas da escravidão.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.
Refletir sobre o impacto da escravidão na sociedade atual e compartilhar suas ideias.