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Aula sobre A interferência humana nos ciclos biogeoquímicos

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Os ciclos biogeoquímicos são processos naturais essenciais que garantem a circulação de elementos como carbono, nitrogênio, oxigênio e fósforo entre os seres vivos e o ambiente. No cotidiano, esses ciclos podem ser observados em fenômenos como a decomposição de matéria orgânica, a respiração dos seres vivos e a formação de chuvas. A interferência humana, por meio de atividades como desmatamento, queima de combustíveis fósseis e uso excessivo de fertilizantes, altera esses ciclos, causando impactos ambientais como o aquecimento global e a eutrofização de corpos d'água.

Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os estudantes, por meio do uso de um mapa de empatia, compreendam as percepções, sentimentos e ações relacionadas à interferência humana nos ciclos biogeoquímicos, promovendo uma aprendizagem significativa e reflexiva.

Material de apoio 1 — A interferência humana nos ciclos biogeoquímicos

  1. Etapa 11. Introdução e sensibilização

    Inicie a aula contextualizando os ciclos biogeoquímicos e sua importância para a vida na Terra, utilizando exemplos práticos do cotidiano, como a decomposição de resíduos orgânicos e a poluição atmosférica. Em seguida, apresente a interferência humana nesses ciclos, destacando problemas ambientais atuais. Explique a metodologia Design Thinking e o objetivo de criar um mapa de empatia para explorar as percepções sobre o tema, preparando os alunos para a atividade colaborativa.


  2. Etapa 22. Formação dos grupos e apresentação do mapa de empatia

    Os estudantes são organizados em grupos pequenos. Apresente o modelo do mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Oriente os alunos a pensarem em um personagem ou grupo afetado pela interferência humana nos ciclos biogeoquímicos, como agricultores, comunidades ribeirinhas ou animais silvestres.


  3. Etapa 33. Construção do mapa de empatia

    Os grupos começam a preencher o mapa de empatia, discutindo entre si as percepções e sentimentos do personagem escolhido em relação à interferência humana nos ciclos biogeoquímicos. Circule pela sala, fazendo perguntas que estimulem a reflexão crítica, como: 'Quais são as principais preocupações desse personagem?', 'Como ele percebe as mudanças no ambiente?', 'Quais ações ele realiza ou sofre?'. Essa etapa promove a empatia e o entendimento profundo do tema.


  4. Etapa 44. Socialização dos mapas e debate

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo. Conduza um debate, incentivando os estudantes a comparar as diferentes perspectivas e a identificar pontos comuns e divergentes. Essa troca amplia a compreensão coletiva sobre os impactos da interferência humana nos ciclos biogeoquímicos e suas consequências para diversos atores sociais e ambientais.


  5. Etapa 55. Proposição de ações para minimizar impactos

    Com base nos mapas e no debate, os grupos são convidados a pensar e listar ações individuais e coletivas que possam minimizar os efeitos nocivos da interferência humana nos ciclos biogeoquímicos. Estimule a criatividade e a viabilidade das propostas, relacionando-as com práticas sustentáveis e políticas ambientais. Essa etapa visa conectar o conhecimento à prática e à responsabilidade socioambiental.


  6. Etapa 66. Sistematização e reflexão final

    Auxilie os grupos a sistematizar as principais ideias e ações discutidas, reforçando os conceitos científicos dos ciclos biogeoquímicos e os impactos humanos. Em seguida, promova uma reflexão final, perguntando aos alunos como a atividade contribuiu para seu entendimento e quais mudanças de atitude podem adotar. Essa etapa consolida a aprendizagem e estimula o compromisso com a sustentabilidade.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão dos ciclos biogeoquímicos e sua importância para a manutenção da vida.

  • Analisar os impactos da interferência humana nesses ciclos e suas consequências ambientais.

  • Estimular o pensamento crítico e a empatia por meio da construção do mapa de empatia.

  • Promover a colaboração e a comunicação entre os estudantes durante as atividades em grupo.

  • Incentivar a proposição de ações individuais e coletivas para minimizar os impactos negativos nos ciclos biogeoquímicos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão dos aspectos do tema.

  • Capacidade de relacionar os ciclos biogeoquímicos com as ações humanas e seus efeitos.

  • Clareza e coerência na apresentação das ideias e no trabalho em grupo.

  • Proposição de soluções viáveis e conscientes para minimizar os impactos ambientais.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a vida e o meio ambiente.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta de aprendizagem.

  • Organizar os estudantes em grupos e distribuir o modelo do mapa de empatia para preenchimento.

  • Orientar os grupos durante a construção do mapa, estimulando a reflexão e o diálogo.

  • Promover a socialização dos mapas elaborados, incentivando a troca de ideias e o debate.

  • Auxiliar os estudantes na elaboração de propostas de ações para minimizar os impactos negativos.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos ao longo da atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões iniciais sobre os ciclos biogeoquímicos.

  • Colaborar com o grupo na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos propostos.

  • Refletir sobre as percepções, sentimentos, ações e consequências relacionadas à interferência humana.

  • Compartilhar ideias e ouvir os colegas durante a socialização dos mapas.

  • Contribuir na elaboração de propostas de ações individuais e coletivas para a preservação ambiental.

  • Apresentar o trabalho do grupo de forma clara e respeitosa.