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Aula sobre A luta pelos direitos trabalhistas

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A luta pelos direitos trabalhistas é um tema central na história social e econômica do Brasil e do mundo. Os estudantes precisam entender que esses direitos são frutos de longas batalhas por melhores condições de trabalho, remuneração justa e dignidade no ambiente laboral. No cotidiano, os alunos podem observar a importância desses direitos em suas próprias vidas, seja por meio de relatos familiares, notícias sobre greves ou discussões em redes sociais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia de Design Thinking para que os alunos criem um mapa de empatia, permitindo que eles se coloquem no lugar dos trabalhadores e compreendam suas lutas e desafios. Essa abordagem ativa promoverá um aprendizado mais significativo e colaborativo.

Material de apoio 1 — A luta pelos direitos trabalhistas

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'A luta pelos direitos trabalhistas', contextualizando a importância histórica e social desse assunto. Ele pode trazer exemplos atuais, como notícias sobre greves ou movimentos sociais que lutam por melhores condições de trabalho. A ideia é que os alunos compreendam que os direitos trabalhistas são fundamentais para garantir dignidade e respeito no ambiente de trabalho.


  2. Etapa 2Discussão em Grupo

    Os alunos são divididos em grupos pequenos e convidados a discutir suas percepções sobre os direitos trabalhistas. O professor pode fazer perguntas provocativas, como 'Quais direitos vocês acham que são mais importantes?' ou 'Como a tecnologia impacta as relações de trabalho hoje?'. Essa etapa visa estimular o pensamento crítico e a troca de ideias.


  3. Etapa 3Introdução ao Mapa de Empatia

    O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Ele pode dar exemplos de como preencher cada campo, utilizando um personagem fictício (persona) ou uma figura pública conhecida, para que os alunos entendam melhor a dinâmica.


  4. Etapa 4Criação do Mapa de Empatia

    Os grupos começam a trabalhar na criação de seus mapas de empatia, escolhendo um trabalhador específico (por exemplo, um professor, um operário, um trabalhador de aplicativos) e preenchendo os campos com informações relevantes. Utilize o template disponível para a atividade. O professor circula entre os grupos, oferecendo suporte e incentivando a pesquisa e a discussão.


  5. Etapa 5Apresentação dos Mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma. Durante as apresentações, os alunos precisam explicar suas escolhas e como chegaram às conclusões sobre o trabalhador escolhido. O professor pode fazer perguntas para aprofundar a discussão e incentivar a reflexão coletiva.


  6. Etapa 6Reflexão e Debate

    Após as apresentações, o professor conduz um debate sobre as semelhanças e diferenças entre os mapas de empatia apresentados. Ele pode questionar os alunos sobre o que aprenderam e como isso se relaciona com suas próprias vidas e experiências. Essa etapa é crucial para consolidar o aprendizado.


  7. Etapa 7Fechamento e Conclusão

    Para encerrar a aula, o professor pode solicitar que os alunos escrevam uma breve reflexão sobre a importância dos direitos trabalhistas e como eles podem se envolver na luta por justiça social. Essa atividade pode ser feita em formato de diário ou como um pequeno texto, que será compartilhado com a turma.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade de análise crítica sobre as relações de trabalho contemporâneas.

  • Promover a empatia e a compreensão das lutas sociais através da criação do mapa de empatia.

  • Estimular a reflexão sobre a importância dos direitos trabalhistas na sociedade atual.

  • Fomentar a discussão sobre desigualdades sociais e a violação dos Direitos Humanos.

  • Incentivar a criatividade e a colaboração entre os alunos durante o processo de aprendizagem.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.

  • Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de se colocar no lugar do outro e compreender suas dores e ganhos.

  • Clareza e organização na apresentação dos resultados do trabalho.

  • Reflexão crítica sobre o tema e suas implicações sociais.

Ações do professor

  • Apresentar o tema da aula e contextualizar a importância dos direitos trabalhistas.

  • Facilitar a formação dos grupos e orientar a criação do mapa de empatia.

  • Estimular a discussão e a troca de ideias entre os alunos durante a atividade.

  • Acompanhar o progresso dos grupos e oferecer feedback construtivo.

  • Conduzir a reflexão final sobre o que foi aprendido e suas aplicações na vida dos alunos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da discussão inicial sobre direitos trabalhistas.

  • Trabalhar em grupo para criar o mapa de empatia, contribuindo com ideias e informações.

  • Compartilhar suas percepções e reflexões sobre o tema com os colegas.

  • Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas.

  • Refletir sobre a importância dos direitos trabalhistas em suas vidas e na sociedade.