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Aula sobre A luta por direitos civis nos EUA

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A luta por direitos civis nos EUA é um tema fundamental para entender as dinâmicas de desigualdade e discriminação que ainda permeiam a sociedade contemporânea. Esse movimento, que ganhou força na década de 1960, buscou garantir direitos básicos para a população afro-americana, como o direito ao voto, à educação e à igualdade de tratamento. Para os estudantes, essa discussão é relevante, pois muitos podem se identificar com situações de preconceito e discriminação em seu cotidiano, seja em relação à raça, gênero ou classe social. A metodologia de Design Thinking será aplicada para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, permitindo que se coloquem no lugar do outro e compreendam as diferentes perspectivas e vivências. Isso ajudará a desnaturalizar preconceitos e promover a empatia.

Material de apoio 1 — A luta por direitos civis nos EUA

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula apresentando um breve histórico da luta por direitos civis nos EUA, destacando figuras importantes como Martin Luther King Jr. e Rosa Parks. Utiliza vídeos curtos ou trechos de discursos para ilustrar a importância do movimento. Os alunos são convidados a compartilhar o que já sabem sobre o tema e suas próprias experiências relacionadas a desigualdade e discriminação.


  2. Etapa 2Exploração do Mapa de Empatia

    O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Os alunos são divididos em grupos e recebem um exemplo de uma figura histórica da luta por direitos civis para trabalhar.


  3. Etapa 3Construção do Mapa de Empatia

    Os grupos começam a construir seus mapas de empatia, utilizando o template disponível para a atividade e discutindo e anotando as informações em cada campo. O professor circula pela sala, oferecendo suporte e fazendo perguntas que estimulem a reflexão, como: "Como você acha que essa pessoa se sentia diante das injustiças?".


  4. Etapa 4Apresentação dos Mapas de Empatia

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas que fizeram e as reflexões que surgiram durante a construção. O professor pode incentivar perguntas e comentários entre os grupos, promovendo um debate enriquecedor sobre as diferentes perspectivas.


  5. Etapa 5Reflexão Crítica

    Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão crítica sobre as semelhanças e diferenças nas experiências apresentadas. Os alunos são convidados a pensar sobre como essas questões se relacionam com a realidade atual e quais preconceitos ainda existem na sociedade.


  6. Etapa 6Identificação de Ações

    Os alunos, ainda em grupos, discutem e elaboram propostas de ações que podem ser realizadas na escola ou na comunidade para promover os direitos humanos e combater a discriminação. O professor orienta os grupos a pensar em soluções criativas e viáveis.


  7. Etapa 7Encerramento e Compartilhamento

    A aula é encerrada com um momento de compartilhamento das propostas de ações. O professor destaca a importância de cada um na luta por direitos e convida os alunos a se comprometerem com pelo menos uma ação que possam realizar. Uma reflexão final pode ser feita sobre o que aprenderam e como se sentem em relação ao tema.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade de análise crítica sobre desigualdades sociais.

  • Estimular a empatia e a solidariedade entre os alunos.

  • Promover a reflexão sobre direitos humanos e a importância do respeito às diferenças.

  • Facilitar a identificação de ações práticas que promovam a inclusão e a justiça social.

  • Fomentar o trabalho colaborativo e a troca de ideias entre os alunos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade e profundidade das reflexões apresentadas no mapa de empatia.

  • Capacidade de se colocar no lugar do outro e entender diferentes perspectivas.

  • Identificação clara de dores e ganhos no contexto da luta por direitos civis.

  • Criatividade e originalidade nas propostas de ações para promover direitos humanos.

Ações do professor

  • Facilitar discussões em grupo, promovendo um ambiente seguro para a troca de ideias.

  • Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, garantindo que todos os campos sejam explorados.

  • Apresentar exemplos práticos e históricos da luta por direitos civis.

  • Estimular a reflexão crítica sobre as implicações sociais e políticas do tema.

  • Apoiar os alunos na identificação de ações que promovam a inclusão e o respeito às diferenças.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando experiências e reflexões.

  • Contribuir para a construção do mapa de empatia, trazendo suas percepções e sentimentos.

  • Analisar exemplos históricos e contemporâneos da luta por direitos civis.

  • Refletir sobre suas próprias experiências de preconceito e discriminação.

  • Propor ações concretas que podem ser realizadas na escola ou na comunidade para promover direitos humanos.