Aula sobre A prática de dança nas interações sociais e digitais
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A dança é uma forma de expressão corporal que transcende barreiras culturais e temporais, sendo uma prática presente tanto nas interações sociais presenciais quanto nas digitais. No cotidiano dos estudantes, a dança pode ser vista em festas, celebrações, vídeos em redes sociais e até em jogos interativos que envolvem movimentos corporais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos criem um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, explorando a prática da dança nas interações sociais e . Essa abordagem permitirá que os estudantes pesquisem, reflitam e expressem suas ideias de forma criativa e colaborativa, desenvolvendo consciência corporal e habilidades sociais por meio da produção do material impresso, mesmo sem recursos digitais avançados.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o tema "A prática de dança nas interações sociais e digitais", contextualizando sua relevância no cotidiano dos estudantes. Exemplos práticos, como vídeos curtos de danças populares em redes sociais ou relatos de experiências pessoais, são compartilhados para despertar o interesse. Em seguida, o professor explica a metodologia Cultura Maker e o objetivo de criar um fanzine em papel A4 dividido em 8 partes, que abordará diferentes aspectos da dança. Essa etapa prepara os alunos para o trabalho colaborativo e criativo que virá a seguir.
Etapa 2 — Formação dos grupos e planejamento do fanzine
Os alunos são organizados em grupos pequenos para facilitar a colaboração. Cada grupo recebe o material de apoio: o papel A4 dividido em 8 partes, que funcionará como base para o fanzine. O professor orienta os grupos a planejar a divisão dos subtópicos da dança a serem abordados, como história da dança, estilos populares, dança e identidade cultural, dança nas redes sociais, entre outros. Os alunos discutem e definem quem ficará responsável por cada parte, promovendo organização e responsabilidade compartilhada.
Etapa 3 — Pesquisa e levantamento de informações
Os grupos realizam pesquisas utilizando recursos disponíveis, como livros, revistas, e conhecimentos prévios, para reunir informações sobre os subtópicos escolhidos. O professor estimula o uso de exemplos próximos à realidade dos alunos, valorizando suas experiências e saberes. Durante essa etapa, os estudantes também refletem sobre a importância da dança nas interações sociais e digitais, considerando aspectos culturais, sociais e tecnológicos. O professor acompanha, esclarece dúvidas e incentiva a troca de ideias entre os grupos.
Etapa 4 — Produção do conteúdo do fanzine
Com as informações coletadas, os alunos começam a elaborar o conteúdo do fanzine, escrevendo textos curtos, criando títulos, legendas e ilustrando com desenhos ou símbolos que representem os temas abordados. O professor reforça a importância da clareza, criatividade e respeito às diferenças culturais na produção do material. Os grupos trabalham de forma colaborativa, revisando e ajustando o conteúdo para garantir coerência e qualidade. Essa etapa estimula habilidades de comunicação, escrita e expressão artística.
Etapa 5 — Dinâmica corporal e reflexão
Para conectar teoria e prática, o professor propõe uma dinâmica de movimentos corporais relacionados à dança, onde os alunos experimentam e refletem sobre a consciência e intencionalidade dos gestos. Essa atividade pode incluir a criação de pequenas sequências de movimentos que expressem emoções ou histórias, promovendo empatia e respeito. Após a dinâmica, os estudantes discutem em grupo como a dança pode ser uma forma de interação social e expressão digital, relacionando com o conteúdo do fanzine. O professor orienta a reflexão e destaca a importância do corpo na comunicação.
Etapa 6 — Montagem e finalização do fanzine
Os grupos organizam as 8 partes do papel A4 para montar o fanzine, dobrando e unindo as partes conforme o formato proposto. O professor auxilia na montagem, garantindo que o produto final seja funcional e atrativo. Os alunos revisam o conteúdo, fazem ajustes finais e preparam uma breve apresentação para compartilhar com a turma. Essa etapa valoriza o trabalho manual, a colaboração e o cuidado com o produto final, reforçando a metodologia Cultura Maker.
Etapa 7 — Apresentação e socialização dos fanzines
Cada grupo apresenta seu fanzine para a turma, explicando os temas abordados, as escolhas feitas e as reflexões sobre a dança nas interações sociais e digitais. O professor estimula a escuta ativa, o respeito e o diálogo entre os grupos, promovendo um ambiente de aprendizagem colaborativa. Após as apresentações, o professor realiza uma avaliação formativa, destacando os pontos positivos e sugerindo melhorias, além de reforçar os objetivos de desenvolver a consciência corporal, o respeito às diferenças e a expressão social por meio da dança.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a consciência corporal e a intencionalidade nos movimentos de dança para interações sociais.
Promover o respeito às diferenças culturais e individuais por meio da dança.
Estimular a criatividade e a expressão pessoal na criação do fanzine.
Fomentar o trabalho colaborativo e a comunicação entre os alunos.
Integrar práticas corporais com o uso de linguagens e tecnologias acessíveis.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na criação do fanzine.
Clareza e coerência na apresentação dos conteúdos sobre dança e suas interações sociais e digitais.
Demonstração de compreensão da importância da dança como prática social e cultural.
Uso consciente e intencional dos movimentos corporais nas atividades propostas.
Respeito às diferenças e diversidade cultural evidenciado no conteúdo produzido.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância da dança nas interações sociais e digitais.
Organizar os alunos em grupos para a criação colaborativa do fanzine.
Orientar a pesquisa e discussão sobre os subtópicos da dança, como história, estilos, funções sociais e presença digital.
Fornecer o material de apoio (fanzine em papel A4 dividido em 8 partes) e explicar sua utilização.
Estimular a reflexão sobre a consciência corporal e o respeito às diferenças durante as atividades.
Acompanhar e mediar as discussões, incentivando a participação de todos.
Avaliar o processo e o produto final, oferecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e pesquisas sobre a dança.
Colaborar com os colegas na criação do fanzine, dividindo tarefas e ideias.
Expressar-se por meio da escrita e do desenho para ilustrar os conteúdos do fanzine.
Refletir sobre a importância da dança nas interações sociais e digitais.
Utilizar movimentos corporais de forma consciente durante as dinâmicas propostas.
Respeitar as opiniões e diferenças culturais dos colegas.
Apresentar o fanzine produzido para a turma, compartilhando aprendizados.