Logo do Aprendizap

Aula sobre A programação na matemática

Metodologia ativa — Rotação por estações

Por que usar essa metodologia?

Esta metodologia é muito necessária quando pensamos em personalização da aprendizagem. Através dela, podemos trabalhar com circuitos projetados, chamados de estações. Cada estação possui uma atividade com início, meio e fim, para que os alunos possam começar por qualquer uma delas sem que haja uma ordem fixa a seguir.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, comunicação, alfabetização digital, pensamento crítico, capacidade de trabalhar em equipe e gestão de tempo.

Você sabia?

É importante ressaltar que para ser caracterizada como rotação por estação é necessário ter ao menos uma estação no formato digital.


A programação tem se tornado uma ferramenta essencial em diversas áreas do conhecimento, inclusive na Matemática. Ela permite a criação de algoritmos que facilitam a resolução de problemas complexos e a automação de cálculos. No cotidiano dos estudantes, a programação está presente em aplicativos, jogos, e até em sistemas que utilizam conceitos matemáticos para funcionar. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Rotação por estações para explorar a programação na Matemática, proporcionando diferentes perspectivas sobre o tema. Os alunos serão divididos em grupos que passarão por estações com atividades variadas, culminando na criação de um template da Dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal) para avaliar a experiência e consolidar o aprendizado.

Material de apoio 1 — A programação na matemática

  1. Etapa 1Organização e Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula explicando a importância da programação na matemática e como ela pode ser usada para resolver problemas e criar algoritmos. Em seguida, apresenta a metodologia Rotação por estações, dividindo a turma em grupos e explicando o funcionamento das estações. O objetivo é que os alunos entendam o propósito da aula e se preparem para as atividades práticas que virão. O professor faz uma pergunta para ativar os conhecimentos prévios dos alunos, como: "Você já usou programação em algum contexto? Onde a vê no cotidiano?”


  2. Etapa 2Estação 1: Análise de Texto e Conceitos Básicos de Programação

    Nesta estação, os alunos recebem um texto explicativo sobre conceitos iniciais de programação, como variáveis, comandos sequenciais, condicionais e loops, contextualizados na matemática. O grupo discute o texto, identifica exemplos e esclarece dúvidas. O professor atua como mediador, estimulando a compreensão dos conceitos para que possam ser aplicados nas próximas estações.


  3. Etapa 3Estação 2: Resolução de Problemas com Algoritmos em Linguagem Corrente

    Aqui, os alunos recebem problemas matemáticos simples e devem elaborar algoritmos escritos em linguagem corrente (passo a passo) para resolvê-los. É válido incentivar o uso de fluxogramas simples para representação visual. O foco é desenvolver o raciocínio lógico, a visualização de processos e a estruturação de soluções, preparando-os para a implementação em linguagem de programação. O professor acompanha, orienta e incentiva a colaboração entre os estudantes.


  4. Etapa 4Estação 3: Implementação Simples de Algoritmos

    Nesta estação, os alunos utilizam um ambiente de programação textual ou simbólico (pode ser um quadro, papel ou aplicativo simples disponível) para implementar os algoritmos elaborados na estação anterior. Sempre que possível, permitir o uso de recursos digitais, como Scratch ou simuladores off-line. O objetivo é aproximar os conceitos matemáticos da programação, mostrando como os algoritmos escritos podem ser traduzidos em comandos de programação. O professor auxilia na tradução e esclarece dúvidas técnicas.


  5. Etapa 5Estação 4: Debate e Reflexão sobre a Programação na Matemática

    Nessa estação, os alunos participarão de um momento coletivo de discussão e análise sobre as atividades realizadas nas demais estações. Para direcionar a reflexão crítica e aprofundar a relação entre matemática e programação, o professor deve organizar o debate com perguntas norteadoras, como: “Em quais momentos a programação facilitou o processo?” e “Qual conceito matemático ficou mais claro após as atividades?”. Essa mediação contribui para que os alunos reconheçam as conexões entre os conteúdos explorados


  6. Etapa 6Criação do Template da Dinâmica dos 3 Qs

    Após as rotações, cada grupo cria um template da Dinâmica dos 3 Qs com os campos Que bom, Que pena e Que tal, para avaliar a atividade realizada. O professor orienta a elaboração do template, explicando que será usado para que os alunos expressem suas percepções sobre o que gostaram, o que não gostaram e sugestões para melhorar a aula. Deixe claro que cada grupo deve preencher e apresentar seu próprio template.


  7. Etapa 7Sistematização Coletiva e Avaliação com a Dinâmica dos 3 Qs

    Por fim, os grupos compartilham suas experiências e aprendizados de cada estação com a turma. Utilizam o template da Dinâmica dos 3 Qs para avaliar a atividade, refletindo coletivamente sobre o processo de aprendizagem. O professor conduz a discussão, reforçando os conceitos trabalhados e registrando as avaliações para aprimorar futuras aulas.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de implementar algoritmos utilizando conceitos iniciais de linguagens de programação.

  • Estimular o trabalho colaborativo e o protagonismo dos estudantes por meio da metodologia Rotação por estações.

  • Promover a compreensão da relação entre programação e matemática na resolução de problemas.

  • Incentivar a reflexão crítica sobre o processo de aprendizagem por meio da Dinâmica dos 3 Qs.

  • Fomentar a comunicação e a sistematização coletiva do conhecimento adquirido nas estações.

  • Desenvolver a capacidade de representar algoritmos de forma visual

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa nas atividades das estações.

  • Capacidade de aplicar conceitos iniciais de programação na resolução de problemas matemáticos.

  • Qualidade e clareza na criação do template da Dinâmica dos 3 Qs.

  • Engajamento na sistematização coletiva e na troca de experiências entre os grupos.

  • Reflexão crítica e construtiva durante a avaliação da atividade com a Dinâmica dos 3 Qs.

Ações do professor

  • Organizar a turma em grupos e preparar as estações com atividades diversificadas relacionadas à programação na matemática.

  • Explicar claramente o funcionamento da metodologia Rotação por estações e o objetivo de cada atividade.

  • Medir e orientar os grupos durante as rotações, garantindo a participação de todos e esclarecendo dúvidas.

  • Facilitar a sistematização coletiva, incentivando os alunos a compartilharem suas aprendizagens e desafios.

  • Orientar a criação do template da Dinâmica dos 3 Qs e explicar sua importância como ferramenta de avaliação.

  • Coletar e analisar as avaliações feitas pelos alunos para ajustar futuras práticas pedagógicas.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das atividades propostas em cada estação, colaborando com os colegas.

  • Explorar conceitos iniciais de programação aplicados a problemas matemáticos.

  • Registrar dúvidas, descobertas e reflexões durante as atividades.

  • Contribuir na sistematização coletiva compartilhando as experiências vivenciadas em cada estação.

  • Criar o template da Dinâmica dos 3 Qs para avaliar a atividade realizada.

  • Utilizar o template para refletir criticamente sobre o que foi positivo, o que poderia ser melhor e sugestões para futuras atividades.