Aula sobre A Revolução Verde: origem e consequências
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A Revolução Verde refere-se a um conjunto de práticas e inovações tecnológicas que surgiram na agricultura a partir da década de 1940, com o objetivo de aumentar a produção de alimentos e combater a fome em diversas partes do mundo. Essa revolução trouxe consigo a introdução de novas sementes, fertilizantes e técnicas de cultivo, mas também gerou uma série de consequências socioambientais e econômicas. No cotidiano dos estudantes, podemos observar a presença de produtos agrícolas que são resultado dessa revolução, como a soja e o milho, amplamente utilizados na alimentação e na indústria. A aula utilizará a metodologia de Design Thinking para que os alunos possam compreender as diferentes perspectivas sobre a Revolução Verde, criando um mapa de empatia que os ajude a analisar os impactos dessa transformação na vida de diferentes grupos sociais, como agricultores familiares, grandes produtores de soja, líderes de comunidades quilombolas e cientistas agrônomos.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando a Revolução Verde, explicando suas origens e consequências. Utiliza exemplos práticos, como a produção de soja e milho, e discute a importância da agricultura na sociedade contemporânea. O professor pode fazer perguntas para provocar o interesse dos alunos, como: 'Como vocês acham que a Revolução Verde impactou a vida dos agricultores?'.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos e cada grupo escolhe um personagem para desenvolver o mapa de empatia. As opções incluem um agricultor familiar, um grande produtor de soja, um líder de uma comunidade quilombola, um cientista agrônomo e outros. O professor orienta os alunos a pesquisarem sobre o tema e refletirem sobre as características e vivências de cada personagem.
Etapa 3 — Pesquisa e Discussão
Os grupos realizam uma pesquisa sobre o personagem escolhido, discutindo suas experiências e perspectivas em relação à Revolução Verde. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas e estimulando a reflexão crítica sobre os impactos sociais e ambientais.
Etapa 4 — Elaboração do Mapa de Empatia
Os alunos começam a criar o mapa de empatia, preenchendo os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor fornece orientações e exemplos para auxiliar os alunos a desenvolverem suas ideias.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as descobertas e percepções sobre o personagem escolhido. O professor incentiva perguntas e comentários dos outros alunos, promovendo um debate enriquecedor.
Etapa 6 — Reflexão Final
Após as apresentações, o professor conduz uma reflexão final sobre as diferentes perspectivas apresentadas. Os alunos são convidados a discutir como a Revolução Verde afeta a vida das pessoas e a importância de considerar a sustentabilidade nas práticas agrícolas.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor dá feedback sobre a participação e a qualidade dos mapas de empatia. Ele pode utilizar os critérios de avaliação previamente estabelecidos para orientar a discussão e auxiliar os alunos a compreenderem suas fortalezas e áreas de melhoria.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de análise crítica dos alunos em relação aos impactos da Revolução Verde.
Promover a empatia e a compreensão das diferentes perspectivas sobre a agricultura e suas consequências.
Estimular a pesquisa e a discussão sobre práticas sustentáveis e modos de vida das populações tradicionais.
Fomentar a habilidade de trabalhar em grupo e colaborar na construção de conhecimento.
Incentivar a reflexão sobre a relação entre produção agrícola e sustentabilidade.
Critérios de avaliação
Participação ativa e engajamento nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de argumentação e defesa das ideias durante a apresentação.
Compreensão das diferentes perspectivas sobre a Revolução Verde.
Criatividade e originalidade na apresentação do mapa de empatia.
Ações do professor
Introduzir o tema da Revolução Verde e suas implicações sociais e ambientais.
Orientar os alunos na formação dos grupos e na escolha dos personagens para o mapa de empatia.
Facilitar discussões e reflexões durante a elaboração do mapa de empatia.
Proporcionar feedback e orientações durante o processo de criação do mapa.
Conduzir a apresentação final dos mapas de empatia e promover um debate sobre as conclusões.
Ações do aluno
Formar grupos e escolher um dos personagens para desenvolver o mapa de empatia.
Pesquisar e discutir as características e vivências do personagem escolhido.
Elaborar o mapa de empatia, preenchendo os campos com informações relevantes.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, compartilhando as descobertas.
Participar ativamente das discussões e reflexões propostas pelo professor.