Aula sobre Analisando as possibilidades com o Mapa de Riscos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Nesta aula, os estudantes serão convidados a explorar o conceito de riscos presentes em atividades cotidianas, compreendendo como identificar, analisar e avaliar esses riscos para promover a segurança individual, coletiva e socioambiental.
Utilizando a metodologia ativa Design Thinking, os alunos irão preencher um mapa de empatia para entender as percepções e sentimentos relacionados aos riscos, facilitando a reflexão crítica e a proposição de soluções. O mapa de empatia será um recurso central para organizar as ideias e promover o engajamento dos estudantes na construção do conhecimento.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
Inicie a aula apresentando o conceito de riscos em atividades cotidianas, destacando sua relevância para a segurança pessoal, coletiva e ambiental. Exemplos práticos são discutidos para contextualizar o assunto, como o uso de equipamentos de proteção no laboratório e no trânsito. Em seguida, introduza a metodologia Design Thinking e o mapa de empatia, explicando seus campos e objetivos. Essa etapa visa despertar o interesse e preparar os alunos para a atividade colaborativa.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do mapa de empatia
Os alunos são organizados em pequenos grupos para facilitar a colaboração. Disponibilize o mapa de empatia, seja projetado na lousa ou em cópias para consulta, para que os estudantes possam visualizar os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Oriente os grupos a refletirem sobre essas dimensões em relação a uma situação de risco escolhida ou proposta.
Etapa 3 — Pesquisa e coleta de informações
Cada grupo discute e registra no mapa de empatia as percepções, sentimentos, comportamentos e informações relacionadas ao risco selecionado. Os estudantes devem pensar no ponto de vista das pessoas envolvidas na situação, considerando aspectos emocionais, sociais e ambientais. Circule entre os grupos para apoiar, esclarecer dúvidas e estimular o pensamento crítico.
Etapa 4 — Análise e avaliação dos riscos
Com o mapa de empatia preenchido, os grupos analisam os riscos identificados, discutindo suas causas, consequências e possíveis medidas de prevenção. Os estudantes relacionam conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar a importância do uso de equipamentos de proteção, comportamentos seguros e cuidados ambientais. Oriente a reflexão sobre a integridade física e socioambiental.
Etapa 5 — Proposição de soluções e estratégias de segurança
Os grupos elaboram propostas para minimizar ou eliminar os riscos analisados, considerando ações individuais e coletivas. Essas propostas devem contemplar o uso de equipamentos, mudanças de comportamento e conscientização. Incentive a criatividade e a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, promovendo a responsabilidade social.
Etapa 6 — Apresentação e socialização dos mapas de empatia
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia e as soluções propostas para a turma, compartilhando as reflexões e aprendizados. Conduza a discussão, destacando pontos relevantes e promovendo a troca de experiências. Essa etapa reforça a comunicação, o trabalho em equipe e a consolidação do conhecimento.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
Proponha uma reflexão coletiva sobre a importância da análise de riscos e do uso de metodologias ativas para a aprendizagem. Os estudantes avaliam o processo, identificando desafios e conquistas. Aplique uma autoavaliação ou avaliação formativa para verificar a compreensão dos conteúdos e habilidades desenvolvidas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar e avaliar riscos em diferentes contextos cotidianos.
Estimular o pensamento crítico e a empatia na análise de situações de risco.
Promover a compreensão da importância do uso de equipamentos de proteção e comportamentos seguros.
Incentivar a colaboração e a comunicação entre os estudantes por meio da metodologia Design Thinking.
Aplicar conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar práticas de segurança e preservação ambiental.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar riscos e relacioná-los com medidas de segurança adequadas.
Clareza e coerência na apresentação das ideias e justificativas.
Demonstração de compreensão dos conceitos científicos envolvidos na avaliação de riscos.
Engajamento na reflexão sobre impactos individuais, coletivos e socioambientais.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância da análise de riscos no cotidiano.
Disponibilizar o mapa de empatia impresso ou projetado para que os alunos possam visualizar e compreender seus campos.
Orientar os estudantes na aplicação da metodologia Design Thinking para a criação do mapa de empatia.
Medir e estimular a participação dos alunos durante as discussões e atividades em grupo.
Fornecer exemplos práticos e propor situações para análise de riscos.
Acompanhar e apoiar os grupos na organização das ideias e na elaboração do mapa.
Promover a socialização dos resultados e reflexões ao final da atividade.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e dinâmicas propostas.
Colaborar na construção do mapa de empatia, preenchendo os campos com base no tema.
Analisar situações cotidianas para identificar riscos e possíveis consequências.
Expressar suas percepções, dúvidas e sugestões durante a atividade.
Relacionar conhecimentos científicos para justificar medidas de segurança.
Apresentar e compartilhar as conclusões do grupo com a turma.