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Aula sobre Análise de gráficos

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A análise de gráficos é uma habilidade fundamental para interpretar informações apresentadas em diferentes meios de comunicação, como jornais, revistas, redes sociais e relatórios científicos. No cotidiano, somos constantemente expostos a gráficos que ilustram dados sobre economia, saúde, meio ambiente, entre outros temas. No entanto, nem sempre esses gráficos são apresentados de forma clara ou correta, podendo conter escalas inadequadas ou amostras não representativas que levam a interpretações erradas. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham um mapa de empatia, explorando as percepções e dificuldades relacionadas à análise de gráficos. Isso permitirá que eles compreendam melhor os elementos que influenciam a interpretação dos dados e desenvolvam um olhar crítico e atento para identificar possíveis falhas ou manipulações nos gráficos apresentados.

Material de apoio 1 — Análise de gráficos

  1. Etapa 11. Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula contextualizando a importância da análise de gráficos no dia a dia, apresentando exemplos simples, como gráficos de temperatura, vendas ou pesquisas de opinião. Em seguida, explica o objetivo da aula e como a metodologia Design Thinking será aplicada, destacando a criação do mapa de empatia para entender as percepções e dificuldades na interpretação de gráficos.


  2. Etapa 22. Apresentação do mapa de empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O material de apoio (imagem ou PDF do mapa) é exibido para que todos compreendam sua estrutura e finalidade.


  3. Etapa 33. Formação dos grupos e brainstorming

    Os alunos são divididos em grupos e recebem a tarefa de pensar sobre como diferentes pessoas (por exemplo, estudantes, jornalistas, cientistas) percebem e interpretam gráficos. Eles discutem e anotam ideias para preencher o mapa de empatia, focando nas dificuldades (dores) e benefícios (ganhos) da análise de gráficos.


  4. Etapa 44. Análise de exemplos práticos

    Cada grupo recebe exemplos de gráficos reais ou fictícios com possíveis inadequações, como escalas distorcidas ou amostras não representativas. Os alunos analisam os gráficos, discutem os problemas encontrados e relacionam essas questões às percepções levantadas no mapa de empatia.


  5. Etapa 55. Preenchimento coletivo do mapa de empatia

    Os grupos consolidam suas ideias e preenchem o mapa de empatia, relacionando as percepções, dores e ganhos identificados. O professor circula entre os grupos para orientar, esclarecer dúvidas e estimular reflexões mais profundas.


  6. Etapa 66. Apresentação e discussão dos mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as percepções e dificuldades identificadas na análise de gráficos. O professor promove uma discussão coletiva, destacando pontos importantes e reforçando a importância da análise crítica.


  7. Etapa 77. Síntese e reflexão final

    O professor conduz uma reflexão final sobre a importância de interpretar corretamente gráficos e identificar possíveis manipulações. Os alunos são incentivados a pensar em como aplicar esse conhecimento em seu cotidiano, desenvolvendo um olhar crítico para as informações apresentadas em diferentes meios.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de interpretar e analisar diferentes tipos de gráficos e tabelas.

  • Estimular o pensamento crítico para identificar inadequações em gráficos, como escalas distorcidas e amostras não representativas.

  • Promover a empatia para compreender as dificuldades e percepções dos diferentes públicos ao interpretar gráficos.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo por meio da criação coletiva do mapa de empatia.

  • Aplicar a metodologia Design Thinking para resolver problemas reais relacionados à interpretação de dados.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa no preenchimento do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e explicar inadequações em gráficos apresentados.

  • Demonstração de pensamento crítico e argumentação fundamentada durante as discussões.

  • Colaboração e respeito nas atividades em grupo.

  • Aplicação correta dos conceitos de análise de gráficos em exemplos práticos.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de análise de gráficos e sua importância no cotidiano dos alunos.

  • Disponibilizar o material do mapa de empatia e explicar seus campos para os alunos.

  • Orientar os alunos na formação de grupos e no preenchimento coletivo do mapa de empatia.

  • Fornecer exemplos práticos de gráficos com possíveis inadequações para análise e discussão.

  • Medir e estimular a participação dos alunos, promovendo o diálogo e a reflexão crítica.

  • Auxiliar os grupos a identificar dores e ganhos relacionados à interpretação de gráficos.

  • Avaliar o desempenho dos alunos com base nos critérios estabelecidos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente do preenchimento do mapa de empatia em grupo.

  • Discutir e compartilhar percepções sobre o que pensam, sentem, escutam, falam e veem em relação à análise de gráficos.

  • Analisar exemplos práticos de gráficos, identificando possíveis inadequações.

  • Colaborar com os colegas para elaborar soluções e estratégias para uma melhor interpretação dos gráficos.

  • Apresentar as conclusões do grupo para a turma, argumentando com base nos dados analisados.

  • Refletir criticamente sobre a importância da análise correta de gráficos no cotidiano.