Aula sobre Analyzing conflicts of interests
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
O tema "Analyzing conflicts of interests" (Analisando conflitos de interesses) é fundamental para que os estudantes compreendam como diferentes perspectivas, interesses e relações de poder influenciam discursos e práticas sociais. No cotidiano, conflitos de interesses podem ser observados em situações como debates políticos, decisões em grupos escolares, negociações familiares, entre outros. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos elaborem um mapa de empatia, explorando os sentimentos, percepções e ações das partes envolvidas em um conflito de interesses. Essa abordagem permitirá que eles desenvolvam uma visão crítica sobre como os discursos são construídos e como ideologias podem ser reproduzidas ou contestadas.

Etapa 1 — Introdução e contextualização do tema
O professor inicia a aula apresentando o tema "Analyzing conflicts of interests" e sua relevância para a compreensão das relações sociais e linguísticas. Exemplos práticos são trazidos, como conflitos em decisões escolares, debates políticos ou situações familiares, para conectar o tema ao cotidiano dos alunos. Em seguida, o professor introduz a metodologia Design Thinking e explica como será utilizada para explorar o tema por meio do mapa de empatia.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor mostra o mapa de empatia disponível em arquivo ou imagem, explicando cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Exemplos são dados para facilitar a compreensão, relacionando-os a um conflito de interesses simples e conhecido pelos alunos. O objetivo é que os estudantes entendam como usar o mapa para analisar diferentes perspectivas.
Etapa 3 — Formação dos grupos e escolha do conflito
Os alunos são organizados em pequenos grupos e convidados a escolher um conflito de interesses para analisar. Pode ser um conflito real do cotidiano, uma situação fictícia ou um tema social relevante. O professor orienta para que o conflito escolhido permita explorar diferentes pontos de vista e relações de poder, preparando o terreno para a construção do mapa de empatia.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo trabalha colaborativamente para preencher o mapa de empatia, discutindo e registrando as informações em cada campo. O professor circula entre os grupos, estimulando a reflexão crítica, fazendo perguntas que aprofundem a análise e ajudando a relacionar os elementos do mapa ao tema do conflito de interesses. Essa etapa promove o diálogo e a construção coletiva do conhecimento.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas elaborados
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as análises realizadas. O professor incentiva os demais alunos a fazerem perguntas e comentários construtivos, promovendo um debate enriquecedor sobre as diferentes perspectivas e relações de poder identificadas nos conflitos analisados.
Etapa 6 — Reflexão crítica e conexão com linguagens e ideologias
O professor conduz uma reflexão coletiva sobre como os conflitos de interesses analisados revelam discursos, ideologias e práticas linguísticas. Os alunos são convidados a pensar sobre como as diferentes perspectivas influenciam a construção de significados e a reprodução ou contestação de ideologias, consolidando a aprendizagem e a habilidade de análise crítica.
Etapa 7 — Encerramento e aplicação prática
Para finalizar, o professor propõe que os alunos reflitam sobre como aplicar as habilidades desenvolvidas na aula em outras situações do cotidiano, como debates, produções textuais ou análise de mídias. O professor reforça a importância do pensamento crítico e da empatia para compreender e dialogar em contextos diversos, incentivando a continuidade do aprendizado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar interesses e relações de poder presentes em discursos diversos.
Estimular o pensamento crítico sobre as perspectivas de mundo que influenciam práticas linguísticas.
Promover a compreensão das diferentes dimensões que compõem um conflito de interesses por meio do mapa de empatia.
Incentivar a colaboração e o diálogo entre os estudantes durante o processo de construção do conhecimento.
Aplicar a metodologia Design Thinking para resolver problemas complexos relacionados a linguagens e suas tecnologias.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e relacionar diferentes interesses e perspectivas no conflito analisado.
Clareza e profundidade na apresentação das ideias e argumentos.
Demonstração de pensamento crítico ao relacionar discursos, ideologias e práticas linguísticas.
Colaboração e respeito nas interações com os colegas durante as atividades.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Explicar o conceito e a estrutura do mapa de empatia, mostrando o material de apoio.
Organizar os alunos em grupos para a construção colaborativa do mapa de empatia.
Medir e orientar as discussões, estimulando a reflexão crítica e o respeito às diferentes opiniões.
Auxiliar os grupos na identificação dos elementos do mapa, relacionando-os ao tema do conflito de interesses.
Promover a apresentação dos mapas elaborados pelos grupos para a turma.
Realizar uma reflexão final sobre as aprendizagens e a aplicação do conteúdo em contextos reais.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.
Colaborar com os colegas para identificar os pensamentos, sentimentos, percepções e ações das partes envolvidas no conflito.
Expressar suas ideias e opiniões de forma clara e respeitosa.
Analisar criticamente os discursos e as relações de poder presentes no conflito estudado.
Apresentar o mapa de empatia construído pelo grupo para a turma.
Refletir sobre as aprendizagens e sua aplicação em situações cotidianas.