Aula sobre Área de superfícies irregulares
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A área de superfícies irregulares é um tema fundamental para compreender como medir espaços que não possuem formas geométricas simples, como retângulos ou círculos. No cotidiano, essa habilidade é útil para diversas situações, como calcular a área de terrenos com formatos irregulares, planejar a distribuição de plantações em uma fazenda ou até mesmo organizar espaços em uma sala de aula. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker, onde os alunos trabalharão em grupos para criar um diário de bordo que os guiará na investigação do problema, na geração de alternativas para calcular áreas irregulares e na busca por soluções práticas, promovendo o protagonismo e a colaboração entre eles.

Etapa 1 — Introdução e Contextualização
O professor inicia a aula apresentando o tema 'Área de superfícies irregulares', explicando sua relevância no cotidiano, como em terrenos e plantações. Utiliza exemplos simples para ilustrar a dificuldade de medir áreas que não são formas geométricas regulares. Em seguida, apresenta a metodologia Cultura Maker e o uso do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, que serão preenchidos em grupo durante a atividade.
Etapa 2 — Formação dos Grupos e Definição do Problema
Os alunos são organizados em grupos e recebem o diário de bordo para registrar suas descobertas. Cada grupo discute e define um problema relacionado à medição de áreas irregulares, por exemplo, calcular a área de um terreno com formato irregular ou a área necessária para distribuir uma plantação. O professor circula entre os grupos para orientar e garantir que o problema esteja claro e contextualizado.
Etapa 3 — Geração de Alternativas para o Cálculo da Área
Os grupos exploram diferentes métodos para calcular a área da superfície irregular definida, como dividir a área em formas geométricas conhecidas, utilizar aproximações por cortes ou reconfigurações. Eles registram no diário de bordo todas as alternativas pensadas, discutindo as vantagens e limitações de cada método. O professor estimula a criatividade e o pensamento crítico durante essa etapa.
Etapa 4 — Experimentação e Aplicação dos Métodos
Cada grupo escolhe uma ou mais alternativas para aplicar na resolução do problema. Eles realizam os cálculos necessários, utilizando expressões matemáticas adequadas, e verificam a viabilidade das soluções encontradas. O diário de bordo é atualizado com os cálculos e observações feitas durante a experimentação. O professor acompanha, esclarece dúvidas e incentiva a colaboração entre os alunos.
Etapa 5 — Análise e Escolha da Melhor Solução
Os grupos analisam os resultados obtidos e discutem qual método foi mais eficaz para calcular a área da superfície irregular. Eles registram no diário de bordo a solução escolhida, justificando a decisão com base nos cálculos e na praticidade da aplicação. O professor promove um ambiente de reflexão e troca de ideias, auxiliando os alunos a consolidar o aprendizado.
Etapa 6 — Apresentação e Compartilhamento das Soluções
Cada grupo apresenta sua solução para a turma, explicando o problema, as alternativas consideradas e a solução final encontrada. O professor organiza a apresentação para que todos possam aprender com as diferentes estratégias utilizadas. Essa etapa valoriza o protagonismo dos alunos e a diversidade de abordagens para um mesmo problema.
Etapa 7 — Reflexão Final e Registro no Diário de Bordo
Para finalizar, o professor conduz uma reflexão coletiva sobre o processo de aprendizagem, destacando a importância de empregar diferentes métodos para medir áreas irregulares e a aplicação prática desses conhecimentos. Os alunos fazem o registro final no diário de bordo, consolidando o que foi aprendido e as habilidades desenvolvidas durante a atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de empregar diferentes métodos para medir áreas de superfícies irregulares, como reconfigurações e aproximação por cortes.
Estimular o pensamento crítico e a resolução de problemas por meio da criação e análise de alternativas em grupo.
Promover a aplicação prática dos conceitos matemáticos em situações reais do cotidiano dos estudantes.
Incentivar o uso colaborativo do diário de bordo para registrar o processo de aprendizagem e as descobertas feitas durante a atividade.
Fomentar a autonomia dos alunos na construção do conhecimento matemático, valorizando a experimentação e o trabalho em equipe.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa durante as discussões e atividades em grupo.
Capacidade de identificar e aplicar diferentes métodos para calcular a área de superfícies irregulares.
Qualidade e organização das informações registradas no diário de bordo, incluindo problema, alternativas e soluções.
Aplicação correta das expressões matemáticas deduzidas para o cálculo de áreas em situações propostas.
Reflexão crítica sobre as estratégias utilizadas e os resultados obtidos durante a atividade.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos, utilizando exemplos práticos.
Organizar os alunos em grupos e explicar o uso do diário de bordo, orientando sobre os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Medir o andamento dos grupos, estimulando a participação e a troca de ideias durante a construção do diário de bordo.
Propor desafios práticos para que os alunos apliquem diferentes métodos de cálculo de área em superfícies irregulares.
Facilitar a discussão coletiva ao final da atividade para que os grupos compartilhem suas soluções e aprendizados.
Fornecer feedback construtivo e incentivar a reflexão sobre o processo e os resultados obtidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, colaborando para a identificação do problema.
Registrar no diário de bordo as ideias e alternativas geradas para o cálculo da área.
Experimentar diferentes métodos para medir a área de superfícies irregulares, como cortes e reconfigurações.
Aplicar expressões matemáticas para calcular áreas em situações reais propostas pelo professor.
Compartilhar as soluções encontradas com os colegas e refletir sobre a eficácia das estratégias utilizadas.
Organizar e apresentar as informações no diário de bordo de forma clara e estruturada.