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Aula sobre Área de superfícies irregulares

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A área de superfícies irregulares é um tema fundamental para compreender como medir espaços que não possuem formas geométricas tradicionais, como retângulos ou círculos. No cotidiano, essa habilidade é essencial para atividades como o planejamento agrícola, onde é necessário distribuir plantações em terrenos com formatos variados, ou mesmo em projetos de construção civil e design. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio da criação de um mapa de empatia, possam explorar diferentes perspectivas sobre o tema, identificando desafios e soluções para medir áreas irregulares. O mapa de empatia auxiliará os estudantes a se colocarem no lugar de pessoas que precisam resolver problemas reais relacionados à medição de áreas, tornando a aprendizagem mais significativa e contextualizada.

Material de apoio 1 — Área de superfícies irregulares

  1. Etapa 1Imersão e Contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'Área de superfícies irregulares' e sua relevância em situações reais, como o planejamento agrícola e a construção civil. Em seguida, apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Essa etapa visa sensibilizar os alunos para o problema e prepará-los para a próxima fase.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos e Definição do Público-Alvo

    Os alunos são divididos em grupos e cada grupo escolhe um personagem ou público-alvo relacionado ao tema, por exemplo, um agricultor, um engenheiro civil ou um designer de interiores. O objetivo é que os estudantes se coloquem no lugar dessas pessoas para entender suas necessidades e desafios na medição de áreas irregulares.


  3. Etapa 3Construção do Mapa de Empatia

    Cada grupo utiliza o mapa de empatia para explorar o ponto de vista do personagem escolhido. Eles discutem e registram o que o personagem pensa e sente sobre a medição de áreas, o que escuta de outras pessoas, o que fala e faz para resolver o problema, o que vê no seu ambiente, além das dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) relacionados ao tema. Essa atividade estimula a empatia e a compreensão profunda do problema.


  4. Etapa 4Exploração de Métodos Matemáticos

    Com base no mapa de empatia, os grupos discutem e pesquisam diferentes métodos para estimar a área de superfícies irregulares, como a reconfiguração da figura em formas conhecidas, a aproximação por cortes (dividir a área em partes menores) e o uso de fórmulas deduzidas. O professor pode apresentar exemplos práticos, como medir a área de um terreno irregular usando papel quadriculado ou estimar a área de uma folha com formato irregular.


  5. Etapa 5Prototipagem das Soluções

    Os grupos elaboram propostas para medir a área da superfície irregular do personagem, aplicando os métodos discutidos. Eles podem desenhar esquemas, criar tabelas de medidas ou simular situações que demonstrem a aplicação dos métodos. Essa etapa permite que os alunos experimentem e validem suas ideias.


  6. Etapa 6Apresentação e Compartilhamento

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia e as soluções desenvolvidas para a turma, explicando o raciocínio utilizado e como os métodos matemáticos foram aplicados. O professor estimula perguntas e debates, promovendo a troca de conhecimentos e a reflexão coletiva.


  7. Etapa 7Avaliação e Reflexão Final

    O professor conduz uma avaliação formativa, considerando a participação, a aplicação dos métodos e a qualidade das soluções apresentadas. Em seguida, promove uma reflexão final sobre a importância da empatia e do uso de diferentes estratégias para resolver problemas reais de matemática, incentivando os alunos a relacionar o conteúdo com outras situações do cotidiano.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de empatia para compreender as necessidades e dificuldades relacionadas à medição de áreas irregulares.

  • Aplicar diferentes métodos para estimar a área de superfícies irregulares, como reconfigurações e aproximação por cortes.

  • Estimular o pensamento crítico e a criatividade na resolução de problemas matemáticos aplicados a situações reais.

  • Promover o trabalho colaborativo e a comunicação efetiva entre os estudantes.

  • Integrar conhecimentos matemáticos com contextos do cotidiano, valorizando a interdisciplinaridade.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.

  • Capacidade de aplicar métodos matemáticos para estimar áreas irregulares com justificativas claras.

  • Criatividade e pertinência nas soluções propostas para os problemas apresentados.

  • Clareza e organização na apresentação dos resultados e do mapa de empatia.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos estudantes.

  • Orientar a construção do mapa de empatia, explicando cada campo e sua relevância.

  • Facilitar a divisão dos alunos em grupos para a realização das atividades.

  • Estimular a reflexão e o debate durante as etapas do Design Thinking.

  • Acompanhar e apoiar os grupos, esclarecendo dúvidas e promovendo o engajamento.

  • Avaliar o processo e os produtos finais, fornecendo feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.

  • Colaborar com os colegas na identificação das dores e ganhos relacionados à medição de áreas irregulares.

  • Aplicar diferentes métodos para estimar a área de superfícies irregulares.

  • Registrar as ideias e soluções encontradas durante o trabalho em grupo.

  • Apresentar os resultados e o mapa de empatia para a turma.