Aula sobre As formas de política de Estado e suas múltiplas facetas
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A política de Estado é um tema central nas Ciências Humanas, pois envolve a forma como o poder é exercido e como isso impacta a vida dos cidadãos. Neste contexto, é importante discutir as diferentes facetas da política, como o paternalismo, o autoritarismo e o populismo, que podem ser observados em diversas situações da história brasileira e latino-americana. Por exemplo, o paternalismo pode ser visto em políticas sociais que visam proteger os cidadãos, mas que também podem limitar sua autonomia. O autoritarismo, por sua vez, se manifesta em regimes que restringem liberdades e direitos, enquanto o populismo pode ser identificado em discursos que apelam diretamente ao povo, mas que muitas vezes simplificam questões complexas. Ao utilizar a metodologia de Design Thinking, os alunos serão incentivados a criar um mapa de empatia, que os ajudará a entender melhor as percepções e sentimentos das pessoas em relação a essas formas de política, promovendo uma reflexão crítica sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o tema "As formas de política de Estado e suas múltiplas facetas". Ele pode utilizar exemplos históricos, como a ditadura civil-militar no Brasil e o governo populista de Getúlio Vargas, para contextualizar a discussão. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e incentivá-los a pensar sobre como essas formas de política impactam a sociedade atual.
Etapa 2 — Discussão em Grupo
Os alunos são divididos em pequenos grupos e recebem perguntas para discutir, como: "O que é paternalismo? Como ele se manifesta na sociedade?". O professor circula entre os grupos, ouvindo as discussões e fazendo perguntas que estimulem uma reflexão mais profunda. Essa etapa é crucial para que os alunos comecem a pensar criticamente sobre o tema.
Etapa 3 — Apresentação do Mapa de Empatia
O professor explica o conceito de mapa de empatia e como ele será utilizado para explorar as percepções sobre as formas de política. Ele apresenta os campos do mapa e dá exemplos de como preenchê-los. Os alunos devem pensar em uma figura pública ou um grupo social e como eles se sentem em relação às políticas que os afetam.
Etapa 4 — Elaboração do Mapa de Empatia
Os alunos trabalham em grupos para elaborar seu mapa de empatia. Eles devem discutir e registrar o que a figura ou grupo que escolheram pensa e sente, o que escuta, o que fala e faz, o que vê, suas dores e ganhos. O professor disponibiliza um template pronto e orienta os grupos, ajudando-os a aprofundar suas reflexões e a garantir que todos os campos sejam preenchidos.
Etapa 5 — Apresentação dos Grupos
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma. O professor incentiva perguntas e comentários, promovendo um debate sobre as diferentes percepções apresentadas. Essa etapa é importante para que os alunos aprendam uns com os outros e ampliem suas visões sobre o tema.
Etapa 6 — Reflexão Final
O professor conduz uma reflexão final, conectando as experiências dos alunos com os conceitos estudados. Ele pode perguntar como as diferentes formas de política impactam a vida cotidiana e a importância da cidadania e da democracia. Essa etapa visa consolidar o aprendizado e promover uma reflexão crítica.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor avalia a participação dos alunos, a qualidade dos mapas de empatia e a profundidade das reflexões apresentadas. Ele pode oferecer feedback individual ou em grupo, destacando pontos positivos e áreas de melhoria. Essa etapa é fundamental para que os alunos sintam que seu trabalho foi reconhecido e valorizado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação às diferentes formas de política de Estado.
Estimular a empatia e a compreensão das experiências de diferentes grupos sociais.
Promover a reflexão sobre a importância da autonomia e da cidadania na sociedade.
Fomentar o diálogo e a troca de ideias entre os alunos sobre temas políticos.
Conectar o conteúdo estudado com a realidade cotidiana dos alunos.
Critérios de avaliação
Capacidade de relacionar as facetas da política com exemplos históricos e contemporâneos.
Clareza e profundidade nas reflexões apresentadas durante as discussões.
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Colaboração e trabalho em equipe durante a atividade.
Criatividade na apresentação do mapa de empatia.
Ações do professor
Facilitar a discussão inicial sobre o tema, apresentando exemplos relevantes.
Promover um ambiente de respeito e abertura para diferentes opiniões durante as discussões.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, garantindo que todos os campos sejam explorados.
Acompanhar os grupos durante a atividade, oferecendo suporte e direcionamento quando necessário.
Conduzir a reflexão final, conectando as experiências dos alunos com a teoria estudada.
Ações do aluno
Participar ativamente da discussão inicial, compartilhando suas percepções sobre o tema.
Trabalhar em grupo para construir o mapa de empatia, contribuindo com ideias e reflexões.
Ouvir atentamente os colegas durante as apresentações e discussões.
Refletir criticamente sobre as informações discutidas e como elas se relacionam com suas vidas.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas e conclusões.