Aula sobre As origens da desigualdade social
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A desigualdade social é um tema central nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, ao refletir as disparidades que existem em nossa sociedade. Ela pode ser observada em diversos aspectos da vida cotidiana, como no acesso à educação, saúde, emprego e direitos. Por exemplo, em uma cidade, pode-se notar que comunidades mais ricas têm acesso a melhores escolas e serviços de saúde, enquanto comunidades mais pobres enfrentam dificuldades. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos criem uma fanzine, um formato que permite a expressão criativa e a reflexão crítica sobre as origens da desigualdade social. A fanzine será dividida em 8 partes, cada uma abordando um subtópico relacionado ao tema, como etnocentrismo, racismo, e cooperativismo, permitindo que os alunos explorem e discutam as circunstâncias que geram desigualdades.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando o tema 'As origens da desigualdade social'. Ele pode utilizar um vídeo curto ou uma notícia atual que ilustre a desigualdade em sua cidade ou país. Em seguida, promove uma discussão inicial, perguntando aos alunos o que eles entendem por desigualdade social e como isso se manifesta em suas vidas. Essa etapa é crucial para despertar o interesse dos alunos e contextualizar o tema.
Etapa 2 — Divisão dos Subtópicos
O professor apresenta os 8 subtópicos que serão abordados na fanzine, como etnocentrismo, racismo, evolução, modernidade, cooperativismo, entre outros. Ele explica a importância de cada um desses temas na compreensão da desigualdade social. Os alunos são divididos em grupos, e cada grupo fica responsável por um subtópico. O professor deve garantir que todos os grupos compreendam suas responsabilidades e incentivá-los a explorar suas pesquisas.
Etapa 3 — Pesquisa e Coleta de Informações
Os alunos, em seus grupos, começam a pesquisar sobre seus subtópicos. O professor pode sugerir fontes de pesquisa, como livros, artigos e até mesmo entrevistas com familiares ou membros da comunidade. Durante essa etapa, o professor circula pela sala, auxiliando os grupos a encontrar informações relevantes e a discutir suas descobertas. Essa interação é fundamental para garantir que os alunos estejam no caminho certo.
Etapa 4 — Criação da Fanzine
Com as informações coletadas, os alunos começam a criar a fanzine. O professor deve orientar sobre como organizar as informações de forma clara e criativa, sugerindo que eles utilizem desenhos, gráficos e textos explicativos. A fanzine deve ser dividida em 8 partes, cada uma dedicada a um subtópico. O professor pode incentivar a colaboração entre os grupos, permitindo que eles compartilhem ideias e ajudem uns aos outros.
Etapa 5 — Apresentação das Fanzines
Após a conclusão das fanzines, cada grupo apresenta seu trabalho para a turma. O professor deve criar um ambiente acolhedor, onde os alunos se sintam à vontade para compartilhar suas criações. Durante as apresentações, o professor pode fazer perguntas para aprofundar a discussão e incentivar a reflexão crítica sobre os temas abordados. Essa etapa é importante para desenvolver a habilidade de comunicação dos alunos.
Etapa 6 — Reflexão e Debate
Após as apresentações, o professor promove um debate sobre as fanzines criadas. Ele pode fazer perguntas que estimulem a reflexão, como: 'O que vocês aprenderam sobre a desigualdade social?' ou 'Como podemos combater a desigualdade em nossa comunidade?'. Essa etapa é essencial para que os alunos conectem o que aprenderam com suas vidas e desenvolvam um senso crítico sobre o tema.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
Por fim, o professor realiza uma avaliação da atividade, considerando os critérios estabelecidos. Ele pode solicitar que os alunos façam uma autoavaliação sobre o que aprenderam e como se sentiram durante o processo. O feedback deve ser construtivo, destacando os pontos positivos e sugerindo melhorias. Essa etapa é fundamental para que os alunos compreendam seu progresso e as áreas que ainda precisam desenvolver.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de identificar e analisar as origens da desigualdade social.
Estimular a reflexão crítica sobre as narrativas históricas e sociais que perpetuam a desigualdade.
Promover a expressão criativa e a colaboração entre os alunos por meio da elaboração da fanzine.
Fomentar o debate sobre a importância de perspectivas diversas na compreensão da desigualdade.
Integrar conhecimentos de diferentes áreas das Ciências Humanas para uma visão holística do tema.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões e atividades em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas na fanzine.
Criatividade e originalidade na elaboração da fanzine.
Capacidade de relacionar os conceitos estudados com exemplos do cotidiano.
Clareza e organização na apresentação dos conteúdos na fanzine.
Ações do professor
Orientar os alunos sobre os conceitos de desigualdade social e suas origens.
Facilitar discussões em grupo, incentivando a troca de ideias e perspectivas.
Fornecer exemplos práticos e atuais que ilustrem a desigualdade social.
Acompanhar o processo de criação da fanzine, oferecendo feedback e sugestões.
Estimular a reflexão crítica sobre as narrativas históricas e sociais apresentadas.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e opiniões.
Pesquisar e coletar informações sobre os subtópicos da fanzine.
Colaborar na criação da fanzine, dividindo tarefas e responsabilidades.
Apresentar a fanzine para a turma, explicando os conceitos abordados.
Refletir sobre o que aprenderam e como isso se relaciona com suas vidas.