Aula sobre As práticas de linguagem
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
As práticas de linguagem permeiam nosso cotidiano e são fundamentais para a construção de sentidos e para a atuação social, política, artística e cultural. Elas envolvem diferentes formas de comunicação, como a oralidade, a escrita, a leitura, a escuta, a visualidade e as tecnologias digitais. Nesta aula, os estudantes devem explorar essas práticas por meio da criação colaborativa de um mapa conceitual, que organizará o tema central e seus subtópicos em dois níveis de profundidade. A metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares será aplicada para promover a troca de saberes, o pensamento crítico e a criatividade, tornando a aula mais envolvente e significativa.

Etapa 1 — Introdução e contextualização do tema
O professor deve iniciar a aula apresentando o conceito de práticas de linguagem, relacionando-o com situações cotidianas dos estudantes, como comunicação nas redes sociais, debates, produções artísticas e manifestações culturais. Deve destacar a importância dessas práticas para a atuação social, política, artística e cultural. Em seguida, deve explicar a metodologia da Aprendizagem Entre Pares e os objetivos da atividade, preparando os estudantes para o trabalho colaborativo.
Etapa 2 — Apresentação do mapa conceitual modelo
O professor deve apresentar o mapa conceitual já elaborado, contendo a ideia central 'Práticas de Linguagem' e oito sub-ideias distribuídas em dois níveis de profundidade, para que os estudantes compreendam a estrutura esperada. Deve explicar como organizar as informações, relacionar conceitos e utilizar conexões para expressar as relações entre os tópicos.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento da atividade
O professor deve organizar os estudantes em grupos heterogêneos, promovendo a diversidade de habilidades e conhecimentos. Cada grupo deve discutir e planejar como construir seu mapa conceitual, definindo responsabilidades e estratégias para pesquisar, organizar e apresentar as informações.
Etapa 4 — Construção colaborativa do mapa conceitual
Os estudantes devem trabalhar em seus grupos para criar o mapa conceitual, pesquisando e discutindo as práticas de linguagem e seus desdobramentos sociais, políticos, artísticos e culturais. O professor deve circular entre os grupos, orientando, esclarecendo dúvidas e estimulando o pensamento crítico e a criatividade.
Etapa 5 — Socialização dos mapas conceituais
Cada grupo deve apresentar seu mapa conceitual para a turma, explicando as escolhas feitas, as relações estabelecidas e as reflexões desenvolvidas. O professor deve incentivar a escuta ativa e o debate construtivo entre os estudantes, valorizando diferentes perspectivas.
Etapa 6 — Reflexão crítica e síntese
O professor deve conduzir uma discussão coletiva sobre as práticas de linguagem e sua importância para a atuação social, política, artística e cultural, relacionando as produções dos grupos com os objetivos da aula. Deve estimular os estudantes a refletirem sobre como podem aplicar esses conhecimentos em sua vida cotidiana.
Etapa 7 — Avaliação e feedback
O professor deve avaliar os mapas conceituais produzidos com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, organização, clareza, criatividade e reflexão crítica. Deve fornecer feedback construtivo para os grupos, destacando pontos fortes e aspectos a melhorar, incentivando o desenvolvimento contínuo.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão crítica sobre as práticas de linguagem e suas múltiplas dimensões.
Estimular a colaboração e a troca de conhecimentos entre os estudantes por meio da Aprendizagem Entre Pares.
Promover a organização e a síntese de informações através da construção de mapas conceituais.
Incentivar a reflexão sobre a atuação social, política, artística e cultural mediada pelas práticas de linguagem.
Fomentar habilidades de comunicação, argumentação e pensamento crítico.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do mapa conceitual.
Clareza e coerência na organização das ideias no mapa conceitual.
Capacidade de relacionar as práticas de linguagem com contextos sociais, políticos, artísticos e culturais.
Demonstração de pensamento crítico e criatividade na elaboração dos conteúdos.
Ações do professor
Deve apresentar o tema das práticas de linguagem contextualizando com exemplos do cotidiano dos estudantes.
Deve explicar a metodologia da Aprendizagem Entre Pares e orientar a formação dos grupos.
Deve disponibilizar e apresentar o mapa conceitual modelo para guiar a atividade.
Deve acompanhar e mediar as discussões nos grupos, estimulando o pensamento crítico e a colaboração.
Deve promover momentos de socialização para que os grupos compartilhem suas produções.
Deve avaliar os mapas conceituais considerando os critérios estabelecidos e fornecer feedback construtivo.
Ações do aluno
Devem participar ativamente da construção do mapa conceitual em grupos.
Devem colaborar com os colegas, compartilhando ideias e respeitando diferentes pontos de vista.
Devem pesquisar e refletir sobre as práticas de linguagem e suas aplicações sociais, políticas, artísticas e culturais.
Devem organizar as informações de forma clara e coerente no mapa conceitual.
Devem apresentar e explicar o mapa conceitual produzido para a turma.