Aula sobre As práticas de linguagem
Metodologia ativa — Sala de Aula Invertida
Por que usar essa metodologia?
A sala de aula invertida permite que o professor aproveite melhor o tempo em sala de aula. É possível enviar previamente o material para que o aluno se aproprie antes da aula e utilize o tempo com o professor para tirar dúvidas e se aprofundar no conteúdo.
Os alunos aprendem em diferentes ritmos e de formas distintas, já que o material enviado previamente pode ser diverso, como: podcast; texto; vídeo; filme; slides e outros.
É possível personalizar a aprendizagem respeitando as individualidades de cada um e tornando a aula mais eficiente e atrativa.
Você sabia?
A sala de aula invertida pode ser utilizada em parceria com muitas outras metodologias ativas. Esse método, auxilia o professor na personalização do ensino e contribui de para uma aprendizagem ativa.
As práticas de linguagem permeiam nosso cotidiano e são fundamentais para a construção de sentidos e para a interação social. Elas envolvem diferentes formas de expressão, como a fala, a escrita, a leitura, a escuta, a visualização e a produção de textos em variados gêneros e mídias. Por exemplo, ao participar de um debate, ao escrever uma carta, ao interpretar uma notícia ou ao criar um vídeo, os estudantes estão mobilizando práticas de linguagem que lhes permitem atuar socialmente. Nesta aula, utilizando a metodologia ativa da Sala de Aula Invertida, os alunos devem explorar o tema por meio da criação de um mapa conceitual que organize a ideia central e oito sub-ideias, aprofundando o entendimento dos conceitos e suas inter-relações. O mapa conceitual será um recurso fundamental para que os estudantes possam visualizar e conectar os diferentes aspectos das práticas de linguagem, desenvolvendo uma compreensão crítica, criativa, solidária e ética sobre o tema e suas implicações sociais, políticas, artísticas e culturais.

Etapa 1 — Preparação prévia (em casa)
Os alunos devem receber o material introdutório sobre práticas de linguagem e o mapa conceitual modelo para estudo individual. Devem pesquisar exemplos práticos que ilustrem as diferentes formas de práticas de linguagem no cotidiano, como comunicação em redes sociais, produção de textos, participação em manifestações culturais, entre outros. O professor deve orientar os alunos a anotarem dúvidas e pontos de interesse para serem discutidos em sala de aula.
Etapa 2 — Apresentação e discussão inicial
O professor deve iniciar a aula revisando os principais conceitos estudados em casa, esclarecendo dúvidas e promovendo uma discussão coletiva sobre a importância das práticas de linguagem para a atuação social, política, artística e cultural. Deve apresentar o mapa conceitual modelo, destacando a ideia central, as sub-ideias e os níveis de profundidade, para que os alunos compreendam a estrutura que deverão construir.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
O professor deve organizar os alunos em grupos heterogêneos e deve orientar que cada grupo planeje a construção do seu mapa conceitual, definindo a ideia central e as oito sub-ideias, considerando os dois níveis de profundidade. Os alunos devem discutir e dividir as tarefas de pesquisa e organização das informações.
Etapa 4 — Construção do mapa conceitual
Os alunos devem trabalhar colaborativamente para construir o mapa conceitual, utilizando recursos disponíveis, como papel, quadro, ou ferramentas digitais acessíveis. Devem organizar a ideia central e as sub-ideias, estabelecendo conexões claras e coerentes entre os conceitos, aprofundando os níveis conforme o planejamento.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas conceituais
Cada grupo deve apresentar seu mapa conceitual para a turma, explicando as escolhas feitas, as relações estabelecidas e as reflexões desenvolvidas sobre as práticas de linguagem. O professor deve mediar as apresentações, incentivando perguntas, comentários e debates construtivos.
Etapa 6 — Feedback e aprimoramento
O professor deve fornecer feedbacks construtivos para cada grupo, destacando pontos fortes e sugerindo melhorias. Os alunos devem revisar e aprimorar seus mapas conceituais com base nas contribuições recebidas, promovendo a reflexão crítica e a colaboração.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
O professor deve avaliar os mapas conceituais e a participação dos alunos conforme os critérios estabelecidos. Deve conduzir uma reflexão final sobre a importância das práticas de linguagem para a atuação social, política, artística e cultural, reforçando os princípios de ética, solidariedade, criatividade e criticidade desenvolvidos durante a atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade dos alunos de organizar e relacionar conceitos por meio da criação de mapas conceituais.
Estimular a reflexão crítica sobre as práticas de linguagem e sua importância na atuação social, política, artística e cultural.
Promover a autonomia dos estudantes na construção do conhecimento, incentivando a pesquisa e o trabalho colaborativo.
Fomentar a criatividade e o pensamento crítico na análise dos princípios e objetivos das práticas de linguagem.
Incentivar a solidariedade e a ética na discussão e produção de conteúdos relacionados às práticas de linguagem.
Critérios de avaliação
Clareza e organização do mapa conceitual, evidenciando a ideia central e as sub-ideias com níveis de profundidade.
Capacidade de relacionar conceitos de forma coerente e significativa no mapa conceitual.
Participação ativa e colaborativa dos alunos durante as etapas da atividade.
Demonstração de compreensão crítica e criativa sobre as práticas de linguagem e suas implicações sociais.
Respeito às normas éticas e postura solidária durante as discussões e produções em grupo.
Ações do professor
O professor deve apresentar o tema das práticas de linguagem e contextualizá-lo com exemplos do cotidiano dos alunos.
O professor deve disponibilizar o mapa conceitual modelo para que os alunos compreendam sua estrutura e funcionamento.
O professor deve orientar os alunos na pesquisa e na seleção de informações relevantes para a construção do mapa conceitual.
O professor deve mediar as discussões em grupo, estimulando o pensamento crítico, criativo e ético.
O professor deve acompanhar o desenvolvimento dos mapas conceituais, oferecendo feedbacks construtivos.
O professor deve promover a socialização dos mapas conceituais, incentivando a apresentação e a troca de ideias entre os grupos.
O professor deve avaliar os mapas conceituais e a participação dos alunos conforme os critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Os alunos devem pesquisar e reunir informações sobre as práticas de linguagem e seus desdobramentos.
Os alunos devem colaborar na construção coletiva do mapa conceitual, organizando a ideia central e as sub-ideias.
Os alunos devem discutir e refletir criticamente sobre os conceitos e suas relações no mapa conceitual.
Os alunos devem aplicar princípios éticos e posturas solidárias durante as interações em grupo.
Os alunos devem apresentar o mapa conceitual para a turma, explicando suas escolhas e conexões.
Os alunos devem revisar e aprimorar o mapa conceitual a partir dos feedbacks recebidos.