Aula sobre Avaliando a formação dos elementos químicos
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A formação dos elementos químicos é um tema fundamental para entender a origem do Universo e a composição dos corpos celestes, incluindo nosso planeta. Os elementos que compõem tudo ao nosso redor foram formados em processos estelares, como a fusão nuclear nas estrelas e as explosões de supernovas.
No cotidiano dos estudantes, podemos relacionar esse tema à composição da água, do ar e dos materiais que utilizam diariamente. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos criem um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre a formação dos elementos químicos, facilitando a compreensão do tema e estimulando o pensamento crítico e colaborativo.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
Inicie a aula apresentando a importância da formação dos elementos químicos no Universo, explicando brevemente os processos estelares envolvidos, como a fusão nuclear e as supernovas. Utilize exemplos do cotidiano, como a composição da água e do ar, para conectar o tema à realidade dos alunos. Em seguida, apresente a metodologia Design Thinking e o objetivo da atividade, preparando os alunos para o preenchimento do mapa de empatia.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
Explique detalhadamente o que é um mapa de empatia e os campos que ele contém: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Exemplifique cada campo com perguntas e situações relacionadas à formação dos elementos químicos para que os alunos compreendam como preencherão o mapa.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
Os alunos são organizados em pequenos grupos para promover a colaboração. Cada grupo recebe a tarefa de pensar sobre o tema da formação dos elementos químicos sob diferentes perspectivas, considerando os campos do mapa de empatia. Oriente os grupos a discutirem e planejarem como abordar cada campo, incentivando a troca de ideias e a empatia entre os membros.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos iniciam a construção do mapa de empatia, discutindo e anotando as informações em cada campo. Eles devem considerar o que uma 'persona' interessada na formação dos elementos químicos poderia pensar, sentir, ouvir, falar, ver, quais dificuldades (dores) enfrentaria e quais benefícios (ganhos) obteria ao compreender o tema. O professor circula entre os grupos para orientar e estimular o aprofundamento das ideias.
Etapa 5 — Apresentação e discussão dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo. O professor promove uma discussão coletiva, destacando pontos importantes e relacionando as informações com os conceitos científicos da formação dos elementos químicos e a evolução estelar. Essa etapa estimula a reflexão crítica e o aprendizado colaborativo.
Etapa 6 — Relacionando o mapa aos conceitos científicos
Prepare uma atividade de síntese, utilizando os mapas apresentados para reforçar os conceitos de origem e distribuição dos elementos químicos no Universo, associando-os à evolução estelar e às condições para o surgimento de sistemas solares e vida. Utilize representações visuais simples ou simulações disponíveis para exemplificar esses processos, mesmo sem recursos digitais avançados.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
Para finalizar, proponha uma reflexão individual ou em grupo sobre o que aprenderam com a atividade, como o mapa de empatia ajudou na compreensão do tema e quais relações fizeram com o cotidiano. Avalie a participação, o entendimento dos conceitos e a capacidade de análise dos alunos, incentivando-os a continuar explorando o tema em outras situações.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão sobre a origem e formação dos elementos químicos no Universo.
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao analisar diferentes perspectivas relacionadas ao tema.
Promover a colaboração e a criatividade por meio da construção coletiva do mapa de empatia.
Relacionar conceitos científicos com situações do cotidiano dos estudantes.
Desenvolver habilidades de análise e síntese utilizando representações e simulações.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar a formação dos elementos químicos com a evolução estelar.
Clareza e coerência na apresentação das ideias no mapa de empatia.
Demonstração de compreensão dos conceitos científicos abordados.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a compreensão do Universo e da vida.
Explicar o funcionamento do mapa de empatia e seus campos para os alunos.
Organizar os alunos em grupos para a construção coletiva do mapa de empatia.
Medir o andamento das atividades, orientando e estimulando a participação dos alunos.
Promover a discussão e reflexão após a construção do mapa, relacionando-o aos conceitos científicos.
Utilizar exemplos práticos e analogias para facilitar a compreensão dos processos estelares.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos durante e após a atividade.
Ações do aluno
Participar ativamente da construção do mapa de empatia em grupo.
Expressar suas ideias e ouvir as dos colegas para enriquecer o mapa.
Relacionar o conteúdo científico com exemplos do cotidiano.
Refletir sobre as diferentes perspectivas apresentadas no mapa.
Colaborar na organização e apresentação das informações do mapa.
Utilizar a criatividade para representar as informações de forma clara e didática.