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Aula sobre Boas práticas de saúde: atividade física e boa alimentação

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


A saúde está diretamente ligada ao bem-estar e à qualidade de vida, especialmente para jovens em fase de desenvolvimento, como os estudantes do Ensino Médio. Nesta aula, o tema Boas práticas de saúde: atividade física e boa alimentação será trabalhado de maneira prática e reflexiva, utilizando a metodologia ativa Design Thinking. Os estudantes serão convidados a criar um mapa de empatia para compreender melhor as percepções, sentimentos, comportamentos e desafios relacionados à saúde física e emocional, tanto em si mesmos quanto em seus colegas. Essa abordagem favorece a capacidade de se colocar no lugar do outro, fortalecendo o autoconhecimento, a empatia e as habilidades para cuidar da própria saúde, além de incentivar o respeito à diversidade humana. Serão usados exemplos do dia a dia, como a rotina escolar, os hábitos alimentares e as práticas de exercícios físicos, para aproximar o conteúdo da realidade dos estudantes. O mapa de empatia será a ferramenta principal para orientar a reflexão e a criação de propostas que incentivem hábitos saudáveis.

Material de apoio 1 — Boas práticas de saúde: atividade física e boa alimentação

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando a relevância das boas práticas de saúde, ressaltando os benefícios da atividade física regular e de uma alimentação equilibrada para o corpo e para a mente. Para contextualizar o tema, são discutidos exemplos práticos do cotidiano dos estudantes, como os impactos do sedentarismo e do consumo frequente de alimentos ultraprocessados. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e apresenta o mapa de empatia como uma ferramenta para explorar o assunto de forma colaborativa e reflexiva.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e explicação do mapa de empatia

    Os estudantes são organizados em pequenos grupos para favorecer a troca de ideias. O professor apresenta o mapa de empatia e explica cada campo: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores e Ganhos". Para cada campo, são apresentados exemplos relacionados ao tema da saúde, de modo que os estudantes compreendam como preencher o mapa a partir da perspectiva de um jovem que deseja melhorar seus hábitos.


  3. Etapa 3Coleta de informações e preenchimento do mapa de empatia

    Os grupos iniciam a construção do mapa de empatia, debatendo e registrando percepções, sentimentos, comportamentos, influências externas, dificuldades (dores) e benefícios (ganhos) relacionados à prática de atividade física e à alimentação saudável. O professor circula entre os grupos para orientar, esclarecer dúvidas e incentivar a reflexão crítica, assegurando a participação de todos e a elaboração de informações variadas e aprofundadas.


  4. Etapa 4Compartilhamento e discussão dos mapas

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo. O professor conduz a discussão, destacando semelhanças e diferenças entre as percepções apresentadas, incentivando a empatia e o respeito às diversas experiências e visões. Essa etapa contribui para que os estudantes ampliem a compreensão sobre os desafios e as motivações envolvidos na adoção de hábitos saudáveis.


  5. Etapa 5Identificação de problemas e oportunidades

    Com base nos mapas apresentados, os grupos identificam as principais dores (dificuldades) enfrentadas pelos jovens para manter uma boa saúde e os ganhos (benefícios) que podem ser alcançados. O professor incentiva os estudantes a refletirem sobre como essas informações podem ser utilizadas para criar estratégias capazes de superar os obstáculos e ampliar os aspectos positivos.


  6. Etapa 6Criação de soluções e estratégias

    Os grupos utilizam as informações do mapa de empatia para idealizar soluções práticas e criativas que incentivem a prática regular de atividade física e a adoção de uma alimentação saudável entre os estudantes. Podem sugerir campanhas, desafios, rotinas, dicas ou outras iniciativas que considerem viáveis e motivadoras para a turma e para a comunidade escolar. O professor apoia os grupos, incentivando a inovação e a colaboração.


  7. Etapa 7Apresentação final e reflexão

    Cada grupo apresenta suas propostas para a turma, explicando como as soluções atendem às necessidades identificadas no mapa de empatia e de que forma se relacionam com a realidade escolar e comunitária. Ao longo das apresentações, os colegas podem fazer perguntas e acrescentar sugestões, permitindo comparações entre as ideias, justificando escolhas e propondo ajustes. Em seguida, o professor conduz uma reflexão final, ressaltando a importância do autoconhecimento, da empatia e do cuidado com a saúde física e emocional, ao mesmo tempo reforçando o papel de cada um na construção de hábitos saudáveis e no respeito à diversidade. Por fim, a atividade é encerrada com um convite para que os estudantes apliquem o que aprenderam em suas vidas diárias, conectando o conteúdo trabalhado com ações concretas no cotidiano.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver o autoconhecimento e a apreciação da própria saúde física e emocional.

  • Compreender a importância da atividade física e da alimentação saudável para o bem-estar.

  • Estimular a empatia e a compreensão da diversidade humana e das emoções próprias e alheias.

  • Promover a capacidade crítica e reflexiva sobre hábitos de saúde e suas consequências.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo para a construção de soluções criativas.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar e expressar sentimentos, percepções e comportamentos relacionados à saúde.

  • Demonstração de empatia ao considerar diferentes perspectivas no grupo.

  • Clareza e criatividade na apresentação das ideias e soluções propostas.

  • Reflexão crítica sobre a importância da atividade física e alimentação saudável.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a vida dos estudantes.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.

  • Orientar os estudantes na construção do mapa de empatia, esclarecendo cada campo.

  • Medir o tempo e estimular a participação de todos, garantindo que as vozes sejam ouvidas.

  • Facilitar a discussão em grupo, promovendo o respeito e a escuta ativa.

  • Apoiar os alunos na elaboração de soluções e estratégias para práticas saudáveis.

  • Avaliar a participação e o entendimento dos alunos durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do mapa de empatia.

  • Expressar suas percepções, sentimentos e experiências relacionadas à saúde.

  • Ouvir e respeitar as opiniões dos colegas, exercitando a empatia.

  • Colaborar na identificação de dores e ganhos relacionados à atividade física e alimentação.

  • Contribuir na criação de soluções para melhorar hábitos de saúde.

  • Refletir sobre suas próprias práticas e emoções em relação ao tema.