Aula sobre Calculando área e volume de sólidos geométricos
Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Problemas
Por que usar essa metodologia?
Com essa metodologia é possível trabalhar com problemas que façam parte do cotidiano dos alunos, visando maior envolvimento deles com o tema.
Essa metodologia desenvolve a criatividade, o trabalho em grupo e propicia o surgimento de diferentes soluções para um único problema.
Você sabia?
A aprendizagem baseada em problemas surgiu na década de 1960 em escolas de medicina no Canadá e na Holanda. Ela foi extremamente importante no diagnóstico de muitas doenças na época, propiciando um tratamento mais rápido e eficaz.
O cálculo da área e do volume de sólidos geométricos é fundamental para diversas situações do cotidiano, como na construção civil, na indústria, na decoração e até mesmo em embalagens. Por exemplo, ao planejar a pintura de uma parede ou o revestimento de uma piscina, é necessário calcular a área total para estimar a quantidade de material. Da mesma forma, para armazenar líquidos ou sólidos, é importante conhecer o volume do recipiente. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP), onde os estudantes, organizados em grupos, irão explorar problemas reais que envolvem o cálculo de áreas e volumes de prismas, pirâmides e corpos redondos. Para isso, cada grupo preencherá um diário de bordo com os campos ‘Problema’, ‘Geração de Alternativas’ e ‘Solução’, o que facilitará o registro e a reflexão sobre o processo de aprendizagem.

Etapa 1 — Apresentação do tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando a importância do cálculo de áreas e volumes na vida cotidiana, utilizando exemplos práticos como pintura de paredes, revestimento de piscinas e cálculo de capacidade de recipientes. Em seguida, explica a metodologia da Aprendizagem Baseada em Problemas e apresenta o diário de bordo que será utilizado pelos grupos, destacando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Etapa 2 — Formação dos grupos e escolha do problema
O professor organiza os alunos em grupos e orienta que cada grupo escolha ou receba ou elabore, sob orientação, um problema real relacionado ao cálculo de área ou volume de sólidos geométricos. Exemplos de problemas podem incluir estimar a quantidade de tinta para pintar uma caixa prismática, calcular o volume de uma piscina com formato de cilindro ou determinar a área total de uma pirâmide para revestimento.
Etapa 3 — Discussão e registro do problema no diário de bordo
Cada grupo discute o problema escolhido, identificando os dados fornecidos e o que precisa ser calculado. O grupo registra no diário de bordo o enunciado do problema e as informações relevantes, incluindo quais fórmulas que poderão ser necessárias, promovendo a compreensão coletiva da situação.
Etapa 4 — Geração de alternativas para resolução
Os alunos exploram diferentes estratégias para resolver o problema, aplicando fórmulas de área e volume dos sólidos geométricos estudados. Eles discutem as possibilidades, levantam hipóteses e registram as alternativas no diário de bordo, justificando as escolhas feitas.
Etapa 5 — Resolução do problema e registro da solução
O grupo realiza os cálculos necessários para encontrar a solução do problema, utilizando recursos disponíveis, como cálculos manuais ou calculadoras simples. A solução encontrada é registrada no diário de bordo, incluindo os passos seguidos e a resposta final.
Etapa 6 — Apresentação e socialização das soluções
Cada grupo apresenta para a turma o problema trabalhado, as alternativas consideradas e a solução encontrada. O professor promove a discussão entre os grupos, esclarecendo dúvidas e destacando diferentes abordagens e estratégias utilizadas.
Etapa 7 — Reflexão e avaliação
O professor conduz uma reflexão coletiva sobre o processo de aprendizagem, destacando a importância da colaboração, do registro no diário de bordo e da aplicação dos conceitos matemáticos. Em seguida, realiza a avaliação dos trabalhos com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback para os alunos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de resolver problemas que envolvam cálculo de áreas totais e volumes de prismas, pirâmides e corpos redondos.
Estimular o trabalho colaborativo e a troca de ideias entre os alunos por meio do trabalho em grupo.
Promover a aplicação dos conceitos matemáticos em situações reais do cotidiano, tornando a aprendizagem significativa.
Incentivar o uso do diário de bordo como ferramenta para organizar o pensamento, registrar hipóteses e soluções.
Desenvolver o pensamento crítico e a capacidade de elaborar alternativas para a resolução de problemas.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaboração no trabalho em grupo.
Clareza e coerência na identificação do problema e na geração de alternativas no diário de bordo.
Aplicação correta dos conceitos matemáticos para cálculo de áreas e volumes.
Capacidade de apresentar e justificar a solução encontrada.
Organização e apresentação do diário de bordo com os campos preenchidos adequadamente.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Formar grupos e distribuir o diário de bordo para cada grupo.
Orientar os grupos na identificação do problema real a ser resolvido.
Acompanhar e mediar as discussões, incentivando a geração de alternativas e o uso dos conceitos matemáticos.
Estimular a reflexão e o registro das soluções no diário de bordo.
Promover momentos de socialização para que os grupos apresentem suas soluções.
Avaliar os trabalhos considerando os critérios estabelecidos e fornecer feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo.
Identificar e registrar o problema real no diário de bordo.
Gerar alternativas para a resolução do problema, aplicando conceitos de área e volume.
Registrar as soluções encontradas no diário de bordo.
Colaborar com os colegas para construir o conhecimento coletivo.
Apresentar e justificar a solução do grupo para a turma.
Refletir sobre o processo de aprendizagem e as estratégias utilizadas.