Aula sobre Como funciona um gerador de energia
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A energia elétrica é fundamental para a vida moderna, alimentando desde aparelhos domésticos até grandes indústrias. Entender como funciona um gerador de energia permite aos estudantes compreender os processos de transformação e condução de energia, essenciais para o desenvolvimento sustentável.
Nesta aula, os alunos explorarão o funcionamento dos geradores por meio do uso de um mapa de empatia, que os ajudará a se colocar no lugar dos componentes e processos envolvidos, facilitando a compreensão dos conceitos e estimulando o pensamento crítico e colaborativo. A metodologia Design Thinking será aplicada para tornar a aula mais dinâmica e centrada no estudante, promovendo a investigação, a empatia e a solução criativa de problemas relacionados à geração de energia.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
Inicie a aula contextualizando a importância da energia elétrica e dos geradores no cotidiano, utilizando exemplos práticos como a geração de energia em usinas hidrelétricas e a utilização de geradores portáteis. Em seguida, apresente o objetivo da aula e a metodologia Design Thinking, explicando como o mapa de empatia será utilizado para explorar o tema de forma colaborativa e criativa.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
Apresente o mapa de empatia, explicando detalhadamente cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Exemplos práticos são dados para ilustrar como esses campos podem ser preenchidos pensando nos componentes do gerador e nos processos envolvidos na geração de energia.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
Os alunos são organizados em grupos e recebem o mapa de empatia para iniciar o planejamento da atividade. Eles discutem e definem como irão abordar cada campo do mapa, relacionando os conceitos científicos estudados, como bobinas, transformadores e processos de indução eletromagnética, com as percepções e sentimentos dos elementos envolvidos no funcionamento do gerador.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Os grupos trabalham colaborativamente para preencher o mapa de empatia, refletindo sobre as características e funções dos componentes do gerador, as transformações de energia e os desafios enfrentados. Circule pela sala, orientando, esclarecendo dúvidas e estimulando o pensamento crítico e a empatia dos alunos.
Etapa 5 — Apresentação e discussão dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as relações estabelecidas entre os conceitos científicos e os campos do mapa. Promova uma discussão sobre as diferentes perspectivas apresentadas, destacando a importância da sustentabilidade e das soluções inovadoras para a geração de energia.
Etapa 6 — Proposição de ações sustentáveis
Com base na análise realizada nos mapas de empatia, os grupos são convidados a propor ações que visem a sustentabilidade na geração e uso da energia elétrica. Essas propostas podem incluir o uso de fontes renováveis, eficiência energética e redução de impactos ambientais, estimulando a aplicação prática do conhecimento adquirido.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
Realize uma avaliação formativa, considerando a participação, a compreensão dos conceitos e a criatividade nas propostas apresentadas. Por fim, promova uma reflexão coletiva sobre o aprendizado, reforçando a importância do conhecimento científico para a construção de um futuro sustentável e o papel dos alunos como agentes de transformação.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão dos princípios físicos que regem o funcionamento de geradores de energia e seus componentes.
Estimular a empatia e o pensamento crítico por meio do uso de mapas de empatia relacionados aos processos de geração de energia.
Promover a aplicação prática dos conceitos científicos na análise de dispositivos como bobinas, transformadores, pilhas e baterias.
Incentivar a colaboração e a comunicação entre os alunos durante as etapas do Design Thinking.
Fomentar a consciência sobre a importância da sustentabilidade na geração e uso da energia elétrica.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa no preenchimento do mapa de empatia.
Capacidade de relacionar os conceitos científicos aos elementos do mapa de empatia.
Clareza e criatividade na apresentação das ideias e soluções propostas.
Demonstração de compreensão dos processos de transformação e condução de energia.
Proposição de ações sustentáveis baseadas na análise realizada.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância dos geradores de energia no cotidiano.
Introduzir o mapa de empatia e explicar cada um de seus campos.
Organizar os alunos em grupos para a ação colaborativa do mapa de empatia.
Medir e orientar as discussões, estimulando a reflexão crítica e o pensamento científico.
Auxiliar os grupos na conexão dos conceitos teóricos com as informações do mapa.
Promover a apresentação dos mapas e facilitar a discussão sobre sustentabilidade.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e atividades em grupo.
Contribuir para a construção do mapa de empatia, refletindo sobre cada campo.
Relacionar os conceitos científicos aprendidos com os elementos do mapa.
Colaborar com os colegas para desenvolver soluções e propostas sustentáveis.
Apresentar as ideias do grupo de forma clara e organizada.
Ouvir e respeitar as contribuições dos colegas durante as apresentações.