Aula sobre Como os agrotóxicos agem
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Os agrotóxicos são substâncias químicas amplamente utilizadas na agricultura para controlar pragas e aumentar a produtividade das plantações. No entanto, seu uso envolve questões complexas que impactam a saúde humana, o meio ambiente e a economia. Por exemplo, o contato prolongado com agrotóxicos pode causar intoxicações, e a contaminação do solo e da água pode afetar ecossistemas inteiros.
Nesta aula, os estudantes irão explorar como os agrotóxicos atuam no organismo dos seres vivos, suas consequências e alternativas para o controle de pragas. Utilizando a metodologia ativa Cultura Maker, os alunos trabalharão em grupos e utilizarão um diário de bordo que os auxiliará a organizar o problema, gerar alternativas e propor soluções, promovendo o debate e a análise crítica sobre o tema.

Etapa 1 — Introdução e Contextualização
Inicie a aula apresentando o tema "Como os agrotóxicos agem" por meio de exemplos do cotidiano, como alimentos que os alunos consomem e notícias sobre impactos ambientais. Em seguida, explique a importância de compreender os efeitos dos agrotóxicos e apresente a metodologia ativa Cultura Maker que será utilizada, destacando o uso do diário de bordo para organizar o trabalho em grupo.
Etapa 2 — Formação dos Grupos e Apresentação do Diário de Bordo
Os alunos são divididos em grupos pequenos. Apresente o diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. Cada grupo recebe uma cópia do diário para registrar suas ideias durante a atividade. Oriente sobre a importância de registrar informações claras e organizadas.
Etapa 3 — Identificação do Problema
Os grupos discutem e identificam um problema relacionado ao uso de agrotóxicos, considerando seus efeitos no organismo, no meio ambiente ou na sociedade. Eles registram esse problema no diário de bordo, fundamentando sua escolha com exemplos e informações discutidas em sala.
Etapa 4 — Geração de Alternativas
Com base no problema identificado, os grupos pesquisam e discutem possíveis alternativas para o controle de pragas que minimizem os impactos negativos dos agrotóxicos. As alternativas podem incluir métodos biológicos, práticas agrícolas sustentáveis, entre outras. As ideias são registradas no diário de bordo.
Etapa 5 — Proposição de Soluções
Cada grupo escolhe uma ou mais soluções viáveis e sustentáveis para o problema identificado, fundamentando-as em argumentos científicos, éticos e legais. As soluções são detalhadas no diário de bordo, destacando seus benefícios e possíveis desafios.
Etapa 6 — Apresentação e Debate
Os grupos apresentam suas propostas para a turma, utilizando o diário de bordo como suporte. Facilite um debate, incentivando os alunos a questionarem, argumentarem e refletirem sobre as diferentes soluções apresentadas, promovendo a análise crítica e o respeito às diversas opiniões.
Etapa 7 — Síntese e Reflexão Final
Conduza uma síntese dos principais pontos discutidos, reforçando a importância do uso consciente dos agrotóxicos e das alternativas sustentáveis. Os alunos refletem individualmente ou em grupo sobre o aprendizado e registram suas impressões finais no diário de bordo, encerrando a atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar e debater situações controversas relacionadas ao uso de agrotóxicos, com base em argumentos científicos, legais, éticos e responsáveis.
Estimular o trabalho colaborativo por meio da criação de um diário de bordo em grupo, favorecendo a organização do pensamento e a construção coletiva do conhecimento.
Promover a compreensão dos mecanismos de ação dos agrotóxicos no organismo e seus impactos ambientais e sociais.
Incentivar a reflexão crítica sobre alternativas sustentáveis para o controle de pragas na agricultura.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e descrever o problema relacionado aos agrotóxicos no diário de bordo.
Criatividade e fundamentação na geração de alternativas para o controle de pragas.
Clareza e coerência na apresentação das soluções propostas.
Uso de argumentos científicos, éticos e legais para sustentar os debates e conclusões.
Ações do professor
Apresentar o tema de forma contextualizada, destacando exemplos do cotidiano dos alunos, como alimentos consumidos e impactos ambientais locais.
Orientar os grupos na elaboração do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Medir o tempo e estimular a participação de todos os alunos, garantindo que as discussões sejam inclusivas e respeitosas.
Fornecer materiais de apoio, como vídeos curtos, textos simples e imagens que expliquem a ação dos agrotóxicos.
Promover momentos de debate entre os grupos para a troca de ideias e confrontação de diferentes pontos de vista.
Avaliar o processo e os produtos dos grupos, oferecendo feedback construtivo para aprimorar o pensamento crítico.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, contribuindo com ideias e respeitando opiniões divergentes.
Registrar no diário de bordo o problema identificado relacionado aos agrotóxicos.
Pesquisar e propor alternativas para o controle de pragas, considerando aspectos científicos e éticos.
Elaborar soluções viáveis e sustentáveis para o problema apresentado.
Apresentar e argumentar as propostas do grupo durante os momentos de debate.
Refletir sobre os impactos dos agrotóxicos e as diferentes perspectivas envolvidas no tema.