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Aula sobre Comunicação e preconceito linguístico

Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Projetos

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia, é possível incentivar o protagonismo do aluno e desenvolver habilidades que serão importantes na sua vida dentro e fora do ambiente escolar, como: colaboração, raciocínio lógico, pensamento crítico, proatividade e a percepção que é possível realizar a mesma tarefa de formas distintas.

Com essa metodologia os alunos em grupo se aprofundam na temática proposta para desenvolver um projeto que apresenta ligação com o seu cotidiano. Na busca por possíveis soluções, a aprendizagem por pares favorece a tomada de decisão, o desenvolvimento da escuta ativa e uma aprendizagem mais significativa.

Você sabia?

A aprendizagem baseada em projetos é uma forte aliada da interdisciplinaridade. É possível propor essa metodologia em parceria com outras disciplinas e potencializar ainda mais o processo ensino aprendizagem.


A linguagem é um fenômeno dinâmico e diverso, refletindo as múltiplas realidades sociais, culturais e históricas dos falantes. No cotidiano dos estudantes, é comum observar diferentes formas de falar, que variam conforme a região, o grupo social, a idade e o contexto em que estão inseridos. No entanto, muitas vezes essas variações linguísticas são alvo de preconceito, gerando estigmatização e exclusão. Nesta aula, por meio da metodologia ativa Aprendizagem Baseada em Projetos, os alunos irão explorar o tema "Comunicação e preconceito linguístico" utilizando um template de avaliação por pares. Essa ferramenta permitirá que eles analisem criticamente as diferentes manifestações linguísticas presentes nas apresentações dos colegas, promovendo o respeito às variedades linguísticas e o combate ao preconceito. O projeto envolve a construção coletiva de critérios de avaliação e a aplicação prática desses critérios, tornando a aprendizagem significativa e contextualizada.

Material de apoio 1 — Comunicação e preconceito linguístico

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de variação linguística e preconceito linguístico, utilizando exemplos próximos à realidade dos estudantes, como diferentes sotaques, gírias regionais e formas de falar em contextos diversos. A turma é convidada a refletir sobre situações em que já presenciaram ou sofreram preconceito linguístico, promovendo uma discussão inicial para sensibilizar sobre a importância do respeito às variedades linguísticas.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e definição dos critérios de avaliação

    Os alunos são organizados em grupos e, em conjunto com o professor, elaboram um template de avaliação por pares. Nesse template, definem os critérios que serão utilizados para avaliar as apresentações dos colegas: organização do grupo, construção dos argumentos, apresentação e comunicação, desempenho geral. Cada critério terá uma escala de notas de 1 a 5. O professor orienta para que os critérios sejam claros e objetivos, facilitando a aplicação durante as avaliações.


  3. Etapa 3Pesquisa e preparação dos conteúdos

    Cada grupo pesquisa sobre aspectos da variação linguística e preconceito linguístico, considerando diferentes níveis (fonético-fonológico, lexical, sintático, semântico, estilístico-pragmático) e dimensões (regional, social, histórica, situacional, ocupacional, etária). Os alunos organizam as informações e preparam uma apresentação que aborde esses temas, construindo argumentos que evidenciem a importância do respeito à diversidade linguística.


  4. Etapa 4Apresentação dos grupos

    Os grupos apresentam seus trabalhos para a turma, utilizando recursos orais e, se possível, exemplos práticos para ilustrar os conceitos abordados. Durante as apresentações, os demais grupos utilizam o template de avaliação por pares para analisar e atribuir notas aos critérios estabelecidos, anotando também comentários construtivos que possam contribuir para o aprimoramento dos colegas.


  5. Etapa 5Avaliação por pares e preenchimento do template

    Após cada apresentação, os grupos que assistiram preenchem o template de avaliação por pares, atribuindo notas de 1 a 5 para cada critério e registrando observações sobre a organização, argumentação, comunicação e desempenho geral. O professor acompanha a aplicação do template, esclarecendo dúvidas e garantindo que a avaliação seja feita de forma respeitosa e construtiva.


  6. Etapa 6Discussão e reflexão coletiva

    Com os templates preenchidos, o professor promove uma roda de conversa para que os grupos compartilhem suas percepções sobre as avaliações recebidas e realizadas. A turma discute como o preconceito linguístico se manifesta e quais atitudes podem contribuir para o respeito à diversidade linguística. Essa etapa reforça a aprendizagem crítica e o desenvolvimento da empatia entre os estudantes.


  7. Etapa 7Síntese e fechamento do projeto

    O professor conduz uma síntese dos principais aprendizados do projeto, destacando a importância da variação linguística como expressão da identidade cultural e social. Os alunos são convidados a refletir sobre como podem aplicar esse conhecimento em seu cotidiano para combater o preconceito linguístico. Por fim, o professor reforça a relevância da avaliação por pares como ferramenta de aprendizagem colaborativa e autocrítica.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão sobre a variação linguística em seus diferentes níveis e dimensões.

  • Promover o respeito às variedades linguísticas e o combate ao preconceito linguístico.

  • Estimular a habilidade de análise crítica e argumentação sobre o fenômeno linguístico.

  • Fomentar a colaboração e o trabalho em grupo por meio da avaliação por pares.

  • Aprimorar as competências de comunicação oral e escrita durante as apresentações e discussões.

Critérios de avaliação

  • Clareza e coerência na construção dos argumentos apresentados.

  • Organização e participação efetiva do grupo durante as atividades.

  • Qualidade da apresentação e comunicação dos conteúdos abordados.

  • Capacidade de aplicar os critérios de avaliação no template de avaliação por pares.

  • Engajamento e respeito durante a avaliação dos colegas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema "Comunicação e preconceito linguístico" contextualizando com exemplos do cotidiano dos alunos.

  • Orientar os alunos na construção coletiva do template de avaliação por pares, explicando os critérios e a escala de notas.

  • Dividir a turma em grupos e mediar a elaboração dos argumentos e conteúdos para as apresentações.

  • Supervisionar as apresentações dos grupos, incentivando o uso dos critérios do template para avaliação.

  • Promover a aplicação da avaliação por pares, orientando os alunos a preencherem o template com notas e comentários construtivos.

  • Conduzir uma roda de conversa para reflexão sobre os resultados das avaliações e o impacto do preconceito linguístico.

  • Fornecer feedback individual e coletivo, reforçando a importância do respeito às variedades linguísticas.

Ações do aluno

  • Participar ativamente da construção do template de avaliação por pares, sugerindo critérios e discutindo a escala de notas.

  • Colaborar com os colegas na elaboração dos argumentos e conteúdos para as apresentações.

  • Apresentar os temas relacionados à variação linguística e preconceito linguístico para a turma.

  • Utilizar o template para avaliar os grupos colegas, atribuindo notas e justificativas baseadas nos critérios definidos.

  • Refletir sobre as avaliações recebidas e discutir os pontos fortes e aspectos a melhorar.

  • Participar da roda de conversa, compartilhando percepções sobre a diversidade linguística e o preconceito.

  • Demonstrar respeito e empatia durante todas as etapas do projeto, valorizando as diferentes formas de expressão linguística.