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Aula sobre Comunicação e preconceito linguístico

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


A comunicação é uma ferramenta essencial para a interação humana, mas muitas vezes, o preconceito linguístico interfere na forma como nos relacionamos e percebemos os outros. O preconceito linguístico ocorre quando julgamos ou discriminamos alguém com base na forma como fala, seja por sotaque, vocabulário ou estrutura da língua. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser observado em situações como piadas sobre sotaques regionais, críticas a gírias ou desvalorização de variedades linguísticas consideradas "menos corretas". Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos utilizem um template da Dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal) como ferramenta de avaliação e reflexão sobre o tema. Essa dinâmica permitirá que os estudantes expressem suas percepções, críticas e sugestões, promovendo um ambiente de diálogo e respeito às diferentes variedades linguísticas, ampliando a compreensão sobre a diversidade e combatendo o preconceito linguístico.

Material de apoio 1 — Comunicação e preconceito linguístico

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de preconceito linguístico, trazendo exemplos do cotidiano dos estudantes, como piadas sobre sotaques ou críticas a gírias. Em seguida, promove uma roda de conversa para que os alunos compartilhem situações em que presenciaram ou sofreram preconceito linguístico. Essa etapa visa sensibilizar os estudantes para a importância do tema e prepará-los para a atividade seguinte.


  2. Etapa 2Apresentação da Dinâmica dos 3 Qs e utilização do template

    O professor explica a metodologia da Dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal) como uma ferramenta de avaliação e reflexão. Os alunos, em grupos, discutem e elaboram um template coletivo com os campos Que bom (para destacar aspectos positivos), Que pena (para apontar dificuldades ou problemas) e Que tal (para sugerir melhorias ou novas ideias). Essa criação estimula a colaboração e o protagonismo dos estudantes.


  3. Etapa 3Exploração da variação linguística

    Utilizando exemplos práticos, o professor apresenta diferentes níveis e dimensões da variação linguística, como sotaques regionais, variações lexicais, diferenças sintáticas e usos sociais da língua. Os alunos são convidados a compartilhar exemplos de suas próprias experiências linguísticas, reconhecendo a diversidade e a legitimidade das variedades.


  4. Etapa 4Aplicação da Dinâmica dos 3 Qs na reflexão sobre preconceito linguístico

    Os alunos utilizam o template para registrar suas impressões sobre o tema e a atividade realizada até o momento. No campo Que bom, destacam aspectos positivos da diversidade linguística; no Que pena, apontam situações de preconceito ou dificuldades; e no Que tal, sugerem ações para combater o preconceito linguístico. Essa etapa promove a autoavaliação e o pensamento crítico.


  5. Etapa 5Discussão coletiva e compartilhamento das reflexões

    Cada grupo apresenta suas respostas da Dinâmica dos 3 Qs para a turma. O professor mediará a discussão, valorizando as contribuições e promovendo o respeito às diferentes opiniões. Essa troca amplia a compreensão do tema e fortalece o compromisso coletivo contra o preconceito linguístico.


  6. Etapa 6Consolidação do aprendizado e registro final

    O professor orienta os alunos a sintetizarem as principais aprendizagens da aula, destacando a importância do respeito às variedades linguísticas. Os estudantes podem registrar suas conclusões no template ou em outro formato coletivo, reforçando a cultura maker e a autoria do grupo.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    Por fim, o professor coleta os templates preenchidos para avaliar a compreensão dos alunos sobre o tema e a eficácia da dinâmica. Além disso, promove um momento de feedback, onde os estudantes podem expressar suas opiniões sobre a metodologia utilizada e sugerir melhorias para futuras atividades.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de analisar a variação linguística em seus diferentes níveis e dimensões.

  • Promover a compreensão da língua como um fenômeno vivo, dinâmico e plural.

  • Estimular o respeito e a valorização das variedades linguísticas diversas, combatendo o preconceito.

  • Incentivar a reflexão crítica sobre atitudes linguísticas no cotidiano dos estudantes.

  • Fomentar a participação ativa dos alunos por meio do template da Dinâmica dos 3 Qs.

Critérios de avaliação

  • Capacidade de identificar e analisar diferentes variedades linguísticas e seus contextos.

  • Participação ativa na utilização do template da Dinâmica dos 3 Qs.

  • Demonstração de respeito e valorização das variedades linguísticas durante as discussões.

  • Clareza e profundidade nas reflexões expressas nos campos Que bom, Que pena e Que tal.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de preconceito linguístico e suas manifestações no cotidiano.

  • Orientar os alunos na utilização do template da Dinâmica dos 3 Qs, explicando seus objetivos.

  • Medir e mediar as discussões, garantindo um ambiente respeitoso e inclusivo.

  • Estimular a reflexão crítica por meio de exemplos práticos e perguntas provocativas.

  • Coletar e analisar as respostas dos alunos no template para avaliar a compreensão do tema.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões sobre variação linguística e preconceito.

  • Utilizar coletivamente o template da Dinâmica dos 3 Qs, definindo os campos e suas funções.

  • Responder aos campos Que bom, Que pena e Que tal após as atividades propostas.

  • Expressar suas percepções e sugestões de forma respeitosa e crítica.

  • Refletir sobre suas próprias atitudes e preconceitos linguísticos.