Aula sobre Comunicação e preconceito linguístico
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A comunicação é uma ferramenta essencial para a convivência social, mas muitas vezes está permeada por preconceitos, especialmente o preconceito linguístico, que discrimina pessoas por sua forma de falar. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser percebido em situações como piadas sobre sotaques, correção excessiva da fala ou exclusão social por causa do jeito de se expressar. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio de um mapa de empatia, possam compreender as diferentes perspectivas envolvidas no preconceito linguístico, refletindo sobre as variações linguísticas e seus impactos sociais. O mapa de empatia será uma ferramenta central para explorar os sentimentos, percepções e experiências relacionadas ao tema, promovendo um aprendizado mais significativo e colaborativo.

Etapa 1 — Imersão no tema
O professor inicia a aula apresentando o conceito de preconceito linguístico, exemplificando com situações do cotidiano dos alunos, como comentários sobre sotaques ou formas de falar. Em seguida, promove uma roda de conversa para que os estudantes compartilhem experiências ou percepções relacionadas ao tema, criando um ambiente de escuta ativa e respeito. Essa etapa visa sensibilizar os alunos para a importância do assunto e prepará-los para a atividade seguinte.
Etapa 2 — Apresentação da metodologia e do mapa de empatia
O professor explica a metodologia ativa Design Thinking, destacando a importância da empatia para compreender diferentes perspectivas. Apresenta o mapa de empatia, detalhando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Esclarece como essa ferramenta será usada para explorar o preconceito linguístico, incentivando os alunos a se colocarem no lugar de pessoas que sofrem esse tipo de discriminação.
Etapa 3 — Formação dos grupos e planejamento
Os alunos são organizados em pequenos grupos e recebem a tarefa de usar um mapa de empatia focado em uma pessoa que sofre preconceito linguístico. O professor orienta os grupos a discutirem e planejarem como preencher cada campo do mapa, considerando as variações linguísticas (fonético-fonológica, lexical, sintática, semântica e estilístico-pragmática) e suas dimensões sociais (regional, histórica, social, etc.). Essa etapa estimula o trabalho colaborativo e o planejamento estratégico.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo desenvolve seu mapa de empatia, discutindo e anotando as percepções e sentimentos da pessoa em questão em cada campo do mapa. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que aprofundem a reflexão e auxiliando na compreensão das variações linguísticas e do impacto do preconceito. Essa etapa promove a análise crítica e a síntese das informações coletadas.
Etapa 5 — Apresentação e socialização dos mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões desenvolvidas. O professor estimula os demais alunos a fazerem perguntas e comentários, promovendo um debate construtivo sobre as diferentes perspectivas e experiências relacionadas ao preconceito linguístico. Essa etapa fortalece a comunicação e o respeito às opiniões diversas.
Etapa 6 — Reflexão coletiva e fechamento
O professor conduz uma reflexão coletiva sobre o que foi aprendido, destacando a importância do respeito às variedades linguísticas e o combate ao preconceito. Incentiva os alunos a relacionarem o conteúdo com suas próprias vivências e a pensarem em atitudes que possam adotar para promover a inclusão linguística. Essa etapa consolida o aprendizado e estimula a aplicação prática do conhecimento.
Etapa 7 — Avaliação e autoavaliação
Por fim, o professor propõe uma avaliação formativa, considerando a participação dos alunos, a qualidade dos mapas de empatia e as reflexões apresentadas. Pode-se incluir uma autoavaliação, em que os estudantes avaliem seu próprio envolvimento e aprendizado. Essa etapa permite identificar avanços e desafios, orientando futuras intervenções pedagógicas.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão crítica sobre a variação linguística e suas dimensões sociais e culturais.
Promover o respeito às diferentes variedades linguísticas e combater o preconceito linguístico.
Estimular a empatia e a reflexão sobre as experiências de pessoas que sofrem preconceito linguístico.
Aplicar a metodologia ativa Design Thinking para engajar os alunos na construção coletiva do conhecimento.
Desenvolver habilidades de análise e síntese por meio do mapa de empatia.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia e nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e analisar diferentes aspectos da variação linguística e do preconceito.
Demonstração de empatia e respeito nas reflexões apresentadas.
Clareza e organização das ideias expressas no mapa de empatia.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar o preconceito linguístico com exemplos do cotidiano dos alunos.
Explicar a metodologia Design Thinking e a ferramenta do mapa de empatia.
Organizar os alunos em grupos para a utilização do mapa de empatia, orientando-os em cada etapa.
Estimular a discussão e a reflexão crítica durante a atividade.
Acompanhar o desenvolvimento dos mapas, oferecendo suporte e provocando questionamentos.
Promover a socialização dos mapas e reflexões entre os grupos.
Avaliar a participação e o entendimento dos alunos com base nos critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões iniciais sobre comunicação e preconceito linguístico.
Colaborar com os colegas na utilização do mapa de empatia, contribuindo com ideias e reflexões.
Analisar as diferentes dimensões da variação linguística presentes no tema.
Expressar empatia ao considerar as experiências de pessoas que enfrentam preconceito linguístico.
Apresentar e discutir o mapa de empatia com os demais grupos.