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Aula sobre Comunicação e preconceito linguístico

Metodologia ativa — Estudo de Caso

Por que usar essa metodologia?

O estudo de caso aproxima o estudante do método científico, estimula a observação e experimentação. No estudo de caso o resultado final pode ser compartilhado com a comunidade escolar auxiliando na disseminação da informação em temas complexos e necessários.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como investigação, empatia, observação, resolução de problemas, elaboração de estratégias, e proatividade.

Você sabia?

O estudo de caso é utilizado na área da pesquisa acadêmica e visa analisar fenômenos através de estratégias científicas.


A comunicação é uma ferramenta essencial para a convivência social, mas muitas vezes sofre interferências de preconceitos, especialmente o preconceito linguístico, que discrimina pessoas por sua forma de falar. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser percebido em situações como o bullying por sotaque, a desvalorização de dialetos regionais ou o julgamento de erros gramaticais como falta de inteligência. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa do Estudo de Caso para que os alunos investiguem, analisem e proponham soluções para o preconceito linguístico, desenvolvendo um olhar crítico e respeitoso sobre a diversidade linguística. O material de apoio será um template de infográfico com lacunas a serem preenchidas, que auxiliará na organização das informações e na apresentação dos resultados do estudo de caso.

Material de apoio 1 — Comunicação e preconceito linguístico

  1. Etapa 1Formação dos grupos e definição do tema

    O professor inicia a aula explicando o conceito de preconceito linguístico e sua importância social. Em seguida, organiza a turma em grupos e apresenta temas específicos relacionados ao preconceito linguístico, como variações regionais, sotaques, gírias, linguagem formal e informal, entre outros. Cada grupo escolhe ou recebe um tema para desenvolver durante o estudo de caso. O professor distribui o template do infográfico com lacunas a serem preenchidas, explicando sua função como ferramenta de apoio para a organização das informações.


  2. Etapa 2Identificação do problema e elaboração das perguntas

    Os grupos discutem e definem o problema central relacionado ao tema escolhido, formulando perguntas que guiarão as entrevistas e pesquisas. O professor orienta para que as perguntas sejam claras e objetivas, focando em aspectos como experiências de preconceito, percepções sociais e impactos na comunicação. Essa etapa é fundamental para direcionar a coleta de dados e garantir a relevância do estudo.


  3. Etapa 3Levantamento de dados: entrevistas e pesquisas

    Os alunos realizam entrevistas com pessoas da comunidade escolar ou local, além de pesquisas em fontes confiáveis, como artigos, livros e dados oficiais. O professor reforça a importância do respeito e da ética nas entrevistas, orientando sobre como abordar os entrevistados. Os dados coletados devem ser registrados para posterior análise, podendo ser anotados diretamente no template do infográfico.


  4. Etapa 4Análise do contexto e das causas do preconceito linguístico

    Em grupo, os alunos analisam os dados coletados, discutindo as causas do preconceito linguístico, suas manifestações e consequências. O professor promove debates para aprofundar a compreensão, questionando se o preconceito pode ser evitado e como isso poderia ser feito. Essa reflexão ajuda a desenvolver o pensamento crítico e a empatia dos estudantes.


  5. Etapa 5Comparação dos dados com informações oficiais

    Os grupos comparam os dados obtidos nas entrevistas e pesquisas com informações oficiais, como estudos acadêmicos, dados do IBGE ou outras fontes confiáveis. O professor auxilia na busca e interpretação desses dados, destacando a importância da comparação para validar e enriquecer a análise do problema.


  6. Etapa 6Proposição de soluções para combater o preconceito linguístico

    Com base na análise realizada, os grupos elaboram propostas de ações que possam contribuir para a disseminação de informações e o combate ao preconceito linguístico. O professor incentiva a criatividade e a viabilidade das soluções, que podem incluir campanhas de conscientização, rodas de conversa, produção de materiais educativos, entre outras.


  7. Etapa 7Elaboração e apresentação do infográfico

    Os alunos preenchem o template do infográfico com as informações pesquisadas, análises e soluções propostas, organizando o conteúdo de forma clara e visualmente atrativa. O professor orienta sobre a importância da comunicação eficaz e do uso correto do template. Por fim, os grupos apresentam seus estudos de caso para a turma, promovendo a troca de conhecimentos e o debate sobre o tema.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão sobre a variação linguística em seus diferentes níveis e dimensões.

  • Promover o respeito às variedades linguísticas e o combate ao preconceito linguístico.

  • Estimular a pesquisa e a análise crítica de dados reais sobre preconceito linguístico.

  • Fomentar a habilidade de trabalhar em grupo e apresentar soluções para problemas sociais.

  • Utilizar ferramentas visuais, como infográficos, para organizar e comunicar informações de forma clara e atrativa.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas etapas do estudo de caso.

  • Qualidade e profundidade da pesquisa realizada (entrevistas, levantamento de dados).

  • Capacidade de análise crítica do contexto e das causas do preconceito linguístico.

  • Criatividade e viabilidade das soluções propostas pelo grupo.

  • Clareza e organização na elaboração do infográfico final.

Ações do professor

  • Organizar a turma em grupos e definir os temas específicos relacionados ao preconceito linguístico para cada grupo.

  • Orientar os alunos na definição do problema e na elaboração das perguntas para entrevistas e pesquisas.

  • Acompanhar o levantamento de dados, garantindo que os alunos utilizem fontes confiáveis e realizem entrevistas respeitosas.

  • Auxiliar na análise dos dados coletados, promovendo discussões sobre as causas e consequências do preconceito linguístico.

  • Orientar a comparação dos dados obtidos com informações oficiais e estudos acadêmicos.

  • Instruir os alunos na criação do infográfico, explicando o uso do template e a importância de preencher as lacunas com informações relevantes.

  • Promover a apresentação dos trabalhos e a discussão das soluções propostas, incentivando o respeito e a empatia.

Ações do aluno

  • Participar da formação dos grupos e colaborar na escolha do tema específico.

  • Definir o problema de pesquisa e elaborar perguntas para entrevistas e levantamento de dados.

  • Realizar entrevistas e pesquisas, coletando informações relevantes sobre o preconceito linguístico.

  • Analisar os dados coletados, discutindo em grupo as causas e possíveis soluções para o problema.

  • Comparar os dados obtidos com informações oficiais e outras fontes confiáveis.

  • Preencher o template do infográfico com as informações pesquisadas, organizando o conteúdo de forma clara.

  • Apresentar o estudo de caso para a turma, explicando as análises e soluções propostas.