Aula sobre Conhecendo o Canône Ocidental
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O Cânone Ocidental é um conjunto de obras literárias, artísticas e filosóficas que marcaram a cultura ocidental ao longo da história. Essas obras dialogam entre si, estabelecendo relações intertextuais e interdiscursivas que refletem os valores, conflitos e transformações de diferentes épocas. No cotidiano dos estudantes, podemos perceber essas influências em filmes, músicas, artes visuais e até em discursos políticos e sociais. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos, em grupos, preencham um diário de bordo que os auxilie a identificar problemas relacionados ao tema, gerar alternativas de compreensão e propor soluções, promovendo um aprendizado colaborativo e significativo.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor deve iniciar a aula apresentando o conceito de Cânone Ocidental, explicando sua importância histórica e cultural. Utiliza exemplos práticos, como obras literárias, filmes e músicas que os alunos conhecem, para ilustrar como essas obras dialogam entre si e influenciam a cultura contemporânea. Em seguida, deve explicar a metodologia Cultura Maker e a proposta de criação do diário de bordo em grupos, destacando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do diário de bordo
O professor deve organizar os alunos em grupos heterogêneos e distribui o diário de bordo, explicando detalhadamente cada campo e sua função no processo de investigação e construção do conhecimento. Os alunos devem ser incentivados a discutir e registrar coletivamente as informações, promovendo a colaboração e o engajamento.
Etapa 3 — Pesquisa e identificação de problemas
Os grupos devem iniciar a pesquisa sobre o Cânone Ocidental, identificando problemas ou questões relevantes relacionadas ao tema, como a exclusão de determinados autores, a influência de contextos históricos nas obras ou a diversidade de gêneros literários. Esses problemas devem ser registrados no diário de bordo, fomentando a reflexão crítica.
Etapa 4 — Geração de alternativas
Com base nos problemas identificados, os grupos devem discutir possíveis alternativas para compreender melhor o Cânone Ocidental, como analisar obras de diferentes épocas, comparar gêneros literários ou explorar influências artísticas. As alternativas devem ser registradas no diário de bordo, estimulando a criatividade e o pensamento crítico.
Etapa 5 — Proposição de soluções
Os grupos devem elaborar soluções para os problemas levantados, que podem incluir propostas de leituras complementares, debates, produções artísticas ou outras atividades que aprofundem o entendimento do tema. Essas soluções devem ser registradas no diário de bordo, consolidando o processo de aprendizagem.
Etapa 6 — Apresentação e debate
Cada grupo deve apresentar seu diário de bordo para a turma, compartilhando os problemas, alternativas e soluções encontrados. O professor deve mediar o debate, incentivando perguntas, reflexões e a troca de ideias entre os alunos, enriquecendo o aprendizado coletivo.
Etapa 7 — Avaliação e reflexão final
O professor deve realizar a avaliação dos diários de bordo e da participação dos alunos, considerando os critérios estabelecidos. Em seguida, deve promover uma reflexão final sobre o processo, destacando a importância da análise intertextual e interdisciplinar e o papel da Cultura Maker na construção do conhecimento.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras literárias e artísticas.
Estimular o trabalho colaborativo e a construção coletiva do conhecimento por meio da criação do diário de bordo.
Promover a compreensão crítica do Cânone Ocidental e sua influência em diferentes momentos históricos.
Incentivar a reflexão sobre como a literatura e as artes dialogam e se retroalimentam ao longo do tempo.
Fomentar a autonomia dos alunos na busca e organização de informações relevantes para o tema.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas atividades em grupo.
Capacidade de identificar e analisar relações intertextuais entre obras do Cânone Ocidental.
Clareza e organização das informações registradas no diário de bordo.
Originalidade e profundidade nas soluções propostas para os problemas identificados.
Capacidade de argumentação e fundamentação das ideias apresentadas.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar a importância do Cânone Ocidental para a cultura e a literatura.
Orientar os alunos na utilização do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Formar grupos e mediar as discussões, incentivando a participação de todos os alunos.
Fornecer exemplos práticos de obras e autores do Cânone Ocidental para facilitar a compreensão.
Acompanhar o desenvolvimento dos diários de bordo, oferecendo feedback construtivo.
Estimular a apresentação dos trabalhos e promover debates entre os grupos.
Avaliar os diários de bordo e as contribuições dos alunos de acordo com os critérios estabelecidos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo.
Pesquisar e identificar obras e autores relevantes do Cânone Ocidental.
Registrar no diário de bordo os problemas, alternativas e soluções discutidos pelo grupo.
Colaborar com os colegas na construção coletiva do conhecimento.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma.
Refletir criticamente sobre as relações entre as obras e seus contextos históricos.
Utilizar argumentos fundamentados para defender as ideias do grupo.