Aula sobre Conhecendo obras do Cânone Ocidental
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
O Cânone Ocidental reúne obras literárias que marcaram profundamente a história da literatura e influenciaram a formação cultural ocidental, incluindo a literatura brasileira e portuguesa. Compreender essas obras permite aos estudantes identificar como tradições, rupturas e permanências moldaram a literatura ao longo do tempo. Nesta aula, os alunos serão convidados a explorar algumas obras fundamentais do cânone ocidental, especialmente da literatura portuguesa, para perceber a historicidade das matrizes e procedimentos estéticos que influenciam a literatura brasileira. A metodologia ativa Cultura Maker será aplicada por meio de um diário de bordo, onde os estudantes registrarão problemas, gerarão alternativas e proporão soluções relacionadas à compreensão e análise dessas obras, promovendo um aprendizado colaborativo e reflexivo.

Etapa 1 — Introdução ao Cânone Ocidental
O professor inicia a aula apresentando o conceito de Cânone Ocidental, explicando sua relevância para a formação da literatura brasileira e portuguesa. Exemplos de obras e autores fundamentais são mencionados para contextualizar o tema. Em seguida, o professor apresenta o diário de bordo, explicando seus campos: problema, Geração de Alternativas e Solução, e como será utilizado para registrar o processo de aprendizagem em grupo.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do diário de bordo
Os alunos são organizados em grupos pequenos para favorecer a colaboração. Cada grupo recebe o diário de bordo, que pode ser um documento digital compartilhado ou um roteiro para registro coletivo. O professor orienta sobre a importância do trabalho colaborativo e da organização das informações no diário.
Etapa 3 — Leitura e análise de trechos selecionados
Cada grupo recebe trechos selecionados de obras do cânone ocidental, especialmente da literatura portuguesa, que influenciaram a literatura brasileira. Os alunos realizam a leitura atenta e discutem os aspectos estéticos, históricos e culturais presentes nos textos, identificando pontos de assimilação, ruptura e permanência.
Etapa 4 — Identificação do problema
Com base na leitura e discussão, os grupos registram no diário de bordo os problemas ou questões que surgiram durante a análise das obras, como dúvidas sobre contextos históricos, características estéticas ou influências na literatura brasileira. Essa etapa estimula o pensamento crítico e a problematização do conteúdo.
Etapa 5 — Geração de alternativas
Os grupos discutem possíveis respostas, interpretações ou caminhos para compreender melhor os problemas identificados. Essas alternativas são registradas no diário de bordo, promovendo a criatividade e a busca por múltiplas perspectivas para a análise literária.
Etapa 6 — Proposição de soluções
A partir das alternativas geradas, os grupos escolhem as soluções que consideram mais adequadas para resolver os problemas levantados. Essas soluções são sistematizadas no diário de bordo, consolidando o conhecimento construído e preparando o grupo para a socialização.
Etapa 7 — Socialização e reflexão final
Cada grupo apresenta suas conclusões para a turma, compartilhando os problemas identificados, as alternativas discutidas e as soluções propostas. O professor mediará a discussão, destacando as contribuições de cada grupo e relacionando-as com a historicidade da literatura brasileira e portuguesa. Por fim, o professor conduz uma reflexão sobre a importância do cânone e do processo colaborativo na aprendizagem.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de identificar assimilação, ruptura e permanência na trajetória da literatura brasileira por meio do estudo do cânone ocidental.
Estimular a leitura crítica e a análise de obras fundamentais da literatura portuguesa e sua influência na literatura brasileira.
Promover o trabalho colaborativo e a construção coletiva do conhecimento por meio do diário de bordo em grupo.
Incentivar a reflexão sobre a historicidade das matrizes e procedimentos estéticos presentes na literatura.
Desenvolver a autonomia dos estudantes na busca e organização de informações literárias relevantes.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa na construção do diário de bordo em grupo.
Capacidade de identificar e analisar elementos de assimilação, ruptura e permanência nas obras estudadas.
Clareza e coerência na exposição dos problemas, alternativas e soluções no diário de bordo.
Demonstração de compreensão da historicidade das matrizes e procedimentos estéticos na literatura.
Engajamento na leitura e discussão das obras do cânone ocidental.
Ações do professor
Apresentar o conceito de Cânone Ocidental e sua importância para a literatura brasileira e portuguesa.
Organizar os alunos em grupos e distribuir o diário de bordo para registro das etapas da atividade.
Orientar a leitura e análise de trechos selecionados de obras fundamentais do cânone.
Estimular a discussão em grupo para identificar problemas, gerar alternativas e propor soluções.
Acompanhar e mediar as discussões, esclarecendo dúvidas e promovendo reflexões.
Orientar a sistematização das informações no diário de bordo, garantindo a organização e clareza.
Realizar momentos de socialização para que os grupos apresentem suas conclusões e aprendizados.
Ações do aluno
Participar ativamente das leituras e discussões em grupo sobre as obras do cânone.
Registrar no diário de bordo os problemas identificados, as alternativas discutidas e as soluções propostas.
Colaborar com os colegas para construir coletivamente o conhecimento.
Refletir sobre as influências históricas e estéticas presentes nas obras analisadas.
Apresentar as conclusões do grupo de forma clara e articulada durante as socializações.
Buscar compreender as relações entre a literatura portuguesa e brasileira ao longo do tempo.