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Aula sobre Construções geométricas

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


As construções geométricas são fundamentais para compreender a geometria de forma prática e visual, permitindo que os estudantes explorem conceitos como transformações isométricas (translação, reflexão, rotação e suas composições) e transformações homotéticas. Essas transformações aparecem em diversas manifestações do cotidiano, como em padrões naturais (folhas, cristais, fractais), na arquitetura (pontes, edifícios), nas obras de arte (mosaicos, esculturas) e em tecnologias diversas. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos, organizados em grupos, criem um diário de bordo que os guiará na investigação e construção de figuras geométricas por meio dessas transformações, promovendo o aprendizado colaborativo e a aplicação prática dos conceitos.

Material de apoio 1 — Construções geométricas

  1. Etapa 1Introdução e contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de transformações geométricas, explicando as noções de translação, reflexão, rotação e homotetia. Utiliza exemplos visuais simples, como movimentos de objetos no espaço, padrões em folhas, obras de arte e construções civis, para conectar o conteúdo à realidade dos alunos. Em seguida, apresenta o diário de bordo, explicando seus campos (Problema, Geração de Alternativas e Solução) e a importância do registro do processo de aprendizagem.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e identificação do problema

    Os alunos são organizados em grupos e recebem o diário de bordo para iniciar o registro. Cada grupo deve identificar um problema relacionado às construções geométricas, como construir uma figura utilizando uma ou mais transformações isométricas ou homotéticas, ou analisar um padrão geométrico encontrado na natureza ou em obras humanas. O professor orienta os grupos a discutirem e definirem claramente o problema a ser trabalhado.


  3. Etapa 3Geração de alternativas

    Com o problema definido, os grupos começam a explorar diferentes alternativas para solucioná-lo, aplicando as transformações geométricas estudadas. Eles podem desenhar, esboçar ou utilizar materiais disponíveis para experimentar as construções. Durante essa etapa, os alunos registram no diário de bordo as alternativas consideradas, destacando as vantagens e dificuldades de cada uma. O professor circula pela sala, incentivando a criatividade e o pensamento crítico.


  4. Etapa 4Construção e experimentação

    Os grupos escolhem a alternativa que consideram mais adequada e realizam a construção da figura geométrica, aplicando as transformações selecionadas. Podem utilizar recursos simples, como papel, lápis, régua e compasso, ou materiais recicláveis disponíveis na escola. O professor acompanha o processo, auxiliando na aplicação correta das transformações e promovendo a reflexão sobre os resultados obtidos.


  5. Etapa 5Registro da solução e reflexão

    Após a construção, os grupos registram no diário de bordo a solução adotada, descrevendo o processo, as transformações aplicadas e as conclusões alcançadas. Essa etapa estimula a reflexão sobre o aprendizado e a consolidação dos conceitos. O professor orienta os alunos a relacionarem suas construções com exemplos reais, reforçando a conexão entre teoria e prática.


  6. Etapa 6Apresentação e compartilhamento

    Cada grupo apresenta para a turma o problema trabalhado, as alternativas geradas e a solução encontrada, utilizando o diário de bordo como suporte. Essa troca de experiências permite que os alunos aprendam com diferentes estratégias e ampliem sua compreensão das transformações geométricas. O professor modera as apresentações, destacando pontos importantes e promovendo o debate.


  7. Etapa 7Avaliação e feedback

    O professor realiza a avaliação com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, o uso correto das transformações, a organização do diário de bordo e a criatividade nas soluções. Fornece feedback construtivo para cada grupo, incentivando a continuidade do aprendizado e a aplicação dos conceitos em outras situações. Os alunos refletem sobre seu desempenho e identificam pontos para aprimoramento.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão das transformações geométricas (translação, reflexão, rotação e homotetia) por meio da construção prática de figuras.

  • Estimular o trabalho colaborativo e a autonomia dos estudantes na resolução de problemas geométricos.

  • Promover a conexão entre a matemática e o cotidiano, identificando exemplos de transformações em elementos naturais e produções humanas.

  • Fomentar o uso do diário de bordo como ferramenta para registro, reflexão e organização das ideias durante o processo de aprendizagem.

  • Incentivar a criatividade e o pensamento crítico na geração de alternativas para resolver problemas geométricos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa durante as atividades em grupo.

  • Capacidade de identificar e aplicar corretamente as transformações geométricas nas construções.

  • Clareza e organização no preenchimento do diário de bordo, incluindo a descrição do problema, alternativas e solução.

  • Criatividade e originalidade na geração de alternativas para a construção das figuras.

  • Capacidade de relacionar as construções geométricas com exemplos do cotidiano e produções humanas.

Ações do professor

  • Apresentar a contextualização do tema, destacando a importância das transformações geométricas e suas aplicações no cotidiano.

  • Dividir a turma em grupos e distribuir o diário de bordo para que os alunos registrem suas descobertas e reflexões.

  • Orientar os alunos na identificação de problemas relacionados às construções geométricas e incentivá-los a propor alternativas.

  • Acompanhar o desenvolvimento das atividades, promovendo discussões e esclarecendo dúvidas sobre as transformações.

  • Estimular a apresentação e o compartilhamento das soluções encontradas pelos grupos, valorizando diferentes estratégias.

  • Avaliar o desempenho dos alunos com base nos critérios estabelecidos, fornecendo feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e atividades em grupo.

  • Registrar no diário de bordo o problema identificado, as alternativas geradas e a solução encontrada.

  • Aplicar as transformações geométricas para construir figuras e analisar exemplos do cotidiano.

  • Colaborar com os colegas na busca por soluções criativas e eficazes.

  • Apresentar e explicar as construções realizadas para a turma.