Aula sobre Curadoria: confiabilidade na era da informação
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
Na era digital, somos constantemente bombardeados por uma enorme quantidade de informações provenientes de diversas fontes, como redes sociais, sites de notícias e aplicativos. Nem toda informação é confiável, e saber selecionar, analisar e organizar essas informações é fundamental para a construção do conhecimento e para a tomada de decisões conscientes. A curadoria da informação é o processo de selecionar, filtrar e organizar conteúdos relevantes e confiáveis para um determinado propósito. Nesta aula, os alunos irão utilizar um mapa de empatia para compreender melhor o perfil do receptor da informação, suas necessidades, dores e ganhos, o que auxiliará na reflexão sobre a confiabilidade e a relevância das informações selecionadas. A metodologia ativa Design Thinking será aplicada para tornar a aula mais dinâmica, colaborativa e centrada no aluno, estimulando a empatia e o pensamento crítico.

Etapa 1 — Introdução ao tema e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de curadoria da informação, destacando sua importância na era digital. Utiliza exemplos práticos do cotidiano dos alunos, como a seleção de notícias confiáveis em redes sociais ou a escolha de fontes para trabalhos escolares. Essa etapa visa sensibilizar os alunos para a necessidade de desenvolver habilidades de análise crítica e seleção de informações.
Etapa 2 — Apresentação do mapa de empatia
O professor explica o que é o mapa de empatia e como ele pode ajudar a compreender melhor o público-alvo da informação. Apresenta o modelo pronto, destacando os campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Os alunos recebem o material para que possam utilizá-lo nas próximas etapas.
Etapa 3 — Formação de grupos e definição do perfil do receptor
Os alunos são organizados em grupos e recebem um perfil de usuário ou receptor da informação para trabalhar. Esse perfil pode ser, por exemplo, um estudante que busca informações para um trabalho, um cidadão que deseja se informar sobre política, ou um consumidor que pesquisa produtos. O objetivo é que os alunos coloquem-se no lugar desse receptor para preencher o mapa de empatia.
Etapa 4 — Preenchimento do mapa de empatia
Em grupo, os alunos discutem e preenchem o mapa de empatia com base no perfil definido, refletindo sobre o que o receptor pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos. O professor circula entre os grupos para orientar, estimular a reflexão crítica e garantir que todos participem.
Etapa 5 — Análise da confiabilidade das informações
Com o mapa de empatia preenchido, os grupos discutem quais tipos de informações seriam confiáveis e relevantes para o perfil trabalhado, considerando as necessidades e dores identificadas. O professor pode apresentar critérios básicos para avaliar a confiabilidade das fontes, como autoria, data, evidências e imparcialidade.
Etapa 6 — Apresentação e debate dos mapas de empatia
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia e as conclusões sobre a curadoria da informação para o perfil estudado. A turma participa do debate, comparando diferentes perfis e estratégias de seleção de informação, promovendo a troca de ideias e o aprofundamento do tema.
Etapa 7 — Reflexão final e aplicação prática
O professor conduz uma reflexão final sobre a importância da curadoria da informação na vida dos alunos, destacando como as habilidades desenvolvidas podem ser aplicadas em diferentes contextos, como estudos, trabalho e cidadania. Sugere que os alunos pratiquem a curadoria em suas atividades diárias, reforçando o aprendizado.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de curadoria de informação, considerando diferentes propósitos e contextos discursivos.
Estimular o pensamento crítico e a análise da confiabilidade das fontes de informação.
Promover a empatia ao compreender o público-alvo da informação por meio do mapa de empatia.
Incentivar a colaboração e a troca de ideias entre os alunos durante o processo de aprendizagem.
Aplicar a metodologia Design Thinking para resolver problemas reais relacionados à informação.
Critérios de avaliação
Participação ativa na discussão e na utilização do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e analisar a confiabilidade das informações apresentadas.
Qualidade e profundidade das reflexões sobre as necessidades e dores do público-alvo.
Clareza e organização na apresentação das conclusões sobre curadoria da informação.
Ações do professor
Apresentar o conceito de curadoria da informação e sua importância na era digital, utilizando exemplos do cotidiano dos alunos.
Explicar o funcionamento do mapa de empatia e distribuir o material pronto para que os alunos possam preencher e utilizar durante a aula.
Organizar os alunos em grupos para que discutam e preencham o mapa de empatia com base em um perfil de usuário definido.
Medir o andamento das discussões, estimulando a reflexão crítica e a empatia, e esclarecendo dúvidas quando necessário.
Promover a apresentação dos mapas de empatia pelos grupos, incentivando a troca de ideias e o debate construtivo.
Conduzir uma reflexão final sobre como a curadoria da informação pode ser aplicada em diferentes contextos e projetos discursivos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo sobre o perfil do receptor da informação.
Preencher o mapa de empatia com base nas informações discutidas e no perfil proposto.
Analisar criticamente as informações disponíveis, questionando sua confiabilidade e relevância.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma, contribuindo para o debate coletivo.
Refletir sobre a importância da curadoria da informação em sua vida pessoal e acadêmica.