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Aula sobre Curadoria: confiabilidade na era da informação

Metodologia ativa — Rotação por estações

Por que usar essa metodologia?

Esta metodologia é muito necessária quando pensamos em personalização da aprendizagem. Através dela, podemos trabalhar com circuitos projetados, chamados de estações. Cada estação possui uma atividade com início, meio e fim, para que os alunos possam começar por qualquer uma delas sem que haja uma ordem fixa a seguir.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, comunicação, alfabetização digital, pensamento crítico, capacidade de trabalhar em equipe e gestão de tempo.

Você sabia?

É importante ressaltar que para ser caracterizada como rotação por estação é necessário ter ao menos uma estação no formato digital.


Na era digital em que vivemos, somos constantemente bombardeados por uma enorme quantidade de informações provenientes de diversas fontes, muitas vezes sem a devida verificação de sua confiabilidade. A curadoria de informação torna-se, portanto, uma habilidade essencial para que os estudantes possam selecionar, avaliar e organizar conteúdos relevantes e confiáveis, adequando-os a diferentes propósitos e projetos discursivos. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa de Rotação por Estações para que os alunos explorem o tema da curadoria sob diferentes perspectivas, promovendo o protagonismo, o trabalho colaborativo e a reflexão crítica. O professor atuará como mediador, orientando os grupos e garantindo a participação de todos. Ao final, os estudantes utilizarão um template de registro de aprendizagem com campos de Check-in e Check-out para sistematizar suas aprendizagens e reflexões.

Material de apoio 1 — Curadoria: confiabilidade na era da informação

  1. Etapa 11. Introdução e divisão dos grupos

    O professor inicia a aula contextualizando a importância da curadoria de informação na era digital, apresentando exemplos práticos do cotidiano dos estudantes, como notícias falsas, redes sociais e pesquisas escolares. Em seguida, explica a metodologia Rotação por Estações e divide a turma em três grupos, orientando sobre o funcionamento das estações e a dinâmica da rotação.


  2. Etapa 22. Estação 1: Análise crítica de fontes

    Neste espaço, os alunos recebem diferentes textos, notícias ou postagens que variam em confiabilidade. O grupo deve analisar os elementos que indicam a credibilidade ou não da fonte, discutindo critérios como autoria, data, evidências e linguagem utilizada. O professor circula para mediar a discussão e esclarecer dúvidas.


  3. Etapa 33. Estação 2: Experimentação prática – verificação de fatos

    Os estudantes recebem exemplos de informações que circulam na internet e devem utilizar estratégias simples para verificar sua veracidade, como checagem em sites confiáveis, busca por fontes oficiais e comparação entre diferentes conteúdos. O professor orienta o uso dessas estratégias e estimula o pensamento crítico.


  4. Etapa 44. Estação 3: Debate sobre impactos da desinformação

    Neste momento, o grupo discute os efeitos da disseminação de informações falsas na sociedade, na política e na vida pessoal. São propostas perguntas para reflexão e debate, incentivando os alunos a expressarem suas opiniões e ouvirem as dos colegas. O professor modera o debate, garantindo respeito e participação.


  5. Etapa 55. Rotação dos grupos pelas estações

    Os grupos rotacionam pelas estações, garantindo que todos os alunos passem por cada atividade e possam explorar o tema sob diferentes perspectivas. O professor monitora o tempo e o engajamento, auxiliando quando necessário.


  6. Etapa 66. Uso do template de registro de aprendizagem

    Após a rotação, cada grupo preenche coletivamente um template de registro de aprendizagem contendo os campos de Check-in (expectativas, conhecimentos prévios) e Check-out (aprendizagens, dúvidas, reflexões). O professor apresenta um modelo base para inspirar os estudantes e orienta a construção do template, que servirá para sistematizar as aprendizagens da aula.


  7. Etapa 77. Sistematização coletiva e compartilhamento

    Por fim, os grupos compartilham suas experiências e o template construído com toda a turma, promovendo uma reflexão coletiva sobre a importância da curadoria de informação e as estratégias aprendidas. O professor conduz a discussão final, reforçando os conceitos e incentivando a aplicação das habilidades desenvolvidas em diferentes contextos.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de identificar e avaliar a confiabilidade das fontes de informação.

  • Estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre o consumo e produção de informações.

  • Promover o trabalho colaborativo e a troca de experiências entre os estudantes.

  • Incentivar a organização e registro das aprendizagens por meio de um template de Check-in e Check-out.

  • Aplicar a curadoria de informação em diferentes contextos e propósitos discursivos.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa nas atividades das estações.

  • Capacidade de análise crítica das informações apresentadas.

  • Qualidade e coerência no preenchimento do template de registro de aprendizagem.

  • Clareza e profundidade nas reflexões durante a sistematização coletiva.

Ações do professor

  • Organizar a sala em três ou mais estações com propostas diferentes relacionadas à curadoria de informação.

  • Dividir a turma em grupos equilibrados e explicar claramente a dinâmica da Rotação por Estações.

  • Medir e orientar os grupos durante as atividades, garantindo a participação de todos.

  • Apresentar e disponibilizar o template de registro de aprendizagem com os campos de Check-in e Check-out.

  • Conduzir a sistematização coletiva ao final, promovendo a troca de experiências entre os grupos.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das atividades propostas em cada estação.

  • Colaborar com os colegas na análise e discussão das informações.

  • Registrar suas aprendizagens e reflexões no template de Check-in e Check-out.

  • Compartilhar suas experiências e conclusões durante a sistematização coletiva.