Aula sobre Curadoria de Informação
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
A curadoria de informação é uma habilidade essencial no mundo contemporâneo, onde somos constantemente bombardeados por uma grande quantidade de dados e conteúdos, especialmente na internet. Saber selecionar informações confiáveis, organizá-las e utilizá-las de forma adequada é fundamental para a produção de textos e argumentos sólidos, que vão além do senso comum. Nesta aula, os alunos irão trabalhar com um mapa conceitual previamente estruturado, contendo uma ideia central e oito sub-ideias com dois níveis de profundidade, que deverão preencher com informações relevantes e referências, desenvolvendo assim a habilidade de eleger e organizar dados de fontes confiáveis. A metodologia ativa de Aprendizagem Entre Pares será utilizada para que os estudantes possam discutir, trocar conhecimentos e colaborar no preenchimento do mapa, promovendo um aprendizado mais significativo e colaborativo.

Etapa 1 — Apresentação do tema e do material
O professor inicia a aula apresentando o conceito de curadoria de informação, destacando sua importância para a produção de textos fundamentados e para a vida acadêmica e pessoal dos alunos. Em seguida, apresenta o mapa conceitual já estruturado, explicando a ideia central e as oito sub-ideias, bem como os dois níveis de profundidade que deverão ser preenchidos pelos estudantes. O professor esclarece que o objetivo é que os alunos preencham o mapa com informações relevantes e referências, utilizando fontes confiáveis.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do material
O professor organiza os alunos em duplas ou pequenos grupos, favorecendo a interação e a troca de conhecimentos. Cada grupo recebe uma cópia do mapa conceitual (em formato digital ou projetado para visualização coletiva) para que possam trabalhar colaborativamente no preenchimento das informações.
Etapa 3 — Pesquisa e seleção de informações
Os alunos, em seus grupos, realizam pesquisas em fontes confiáveis, tanto impressas quanto digitais, para encontrar dados, argumentos e informações que possam preencher as sub-ideias do mapa conceitual. Durante essa etapa, eles discutem entre si para eleger as informações mais relevantes e adequadas ao tema.
Etapa 4 — Preenchimento do mapa conceitual
Com as informações selecionadas, os grupos começam a preencher o mapa conceitual, organizando os dados conforme os níveis de profundidade indicados. Eles também devem anotar as referências das fontes utilizadas para cada informação inserida, garantindo a correta atribuição dos dados.
Etapa 5 — Orientação e mediação do professor
O professor circula entre os grupos, esclarecendo dúvidas, orientando sobre a confiabilidade das fontes e incentivando a reflexão crítica sobre as informações escolhidas. Ele também reforça a importância da correta referência das fontes para a credibilidade do trabalho.
Etapa 6 — Apresentação e compartilhamento
Cada grupo apresenta brevemente as informações que inseriu no mapa conceitual, destacando as escolhas feitas e as fontes utilizadas. Essa etapa promove a troca de conhecimentos e permite que os alunos aprendam com as pesquisas dos colegas.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
O professor conduz uma roda de conversa para que os alunos reflitam sobre o processo de curadoria de informação, os desafios encontrados e a importância de selecionar dados confiáveis para sustentar argumentos. Por fim, realiza a avaliação da atividade com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, a qualidade das informações e o uso correto das referências.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de selecionar informações confiáveis em diferentes fontes.
Promover a organização e estruturação do conhecimento por meio do preenchimento de um mapa conceitual.
Estimular a argumentação fundamentada em dados e referências adequadas.
Fomentar a colaboração e o aprendizado entre pares durante a atividade.
Incentivar o uso crítico e consciente das fontes de informação, tanto impressas quanto digitais.
Critérios de avaliação
Capacidade de identificar e selecionar informações relevantes e confiáveis para preencher o mapa conceitual.
Qualidade e coerência das informações inseridas no mapa, demonstrando compreensão do tema.
Participação ativa na troca de conhecimentos e colaboração com os colegas durante a atividade.
Uso correto e adequado das referências das fontes consultadas.
Ações do professor
Apresentar o tema da curadoria de informação e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Distribuir o mapa conceitual previamente estruturado e explicar como deverá ser preenchido.
Organizar os alunos em duplas ou pequenos grupos para que possam discutir e colaborar no preenchimento do mapa.
Medir o andamento da atividade, esclarecendo dúvidas e orientando os alunos quanto à seleção de fontes confiáveis.
Estimular a reflexão sobre a qualidade das informações escolhidas e a importância da referência correta.
Promover uma roda de conversa ao final para que os grupos compartilhem suas escolhas e aprendizados.
Ações do aluno
Ler atentamente o mapa conceitual e compreender a ideia central e as sub-ideias apresentadas.
Pesquisar informações em fontes confiáveis, tanto impressas quanto digitais, para preencher o mapa.
Discutir com os colegas as informações encontradas para decidir quais são mais relevantes e adequadas.
Preencher o mapa conceitual com as informações selecionadas, organizando-as conforme os níveis de profundidade.
Referenciar corretamente as fontes utilizadas para cada informação inserida.
Participar ativamente das discussões e colaborar com os colegas na construção do conhecimento.