Aula sobre Curadoria de Informação
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
Na era digital, somos constantemente bombardeados por uma grande quantidade de informações, muitas vezes contraditórias ou imprecisas. A curadoria de informação é uma habilidade essencial para que os estudantes aprendam a selecionar dados, argumentos e fontes confiáveis, tanto impressas quanto digitais, para fundamentar seus textos e opiniões de forma crítica e aprofundada. Nesta aula, utilizando a metodologia ativa da Cultura Maker, os alunos trabalharão em grupos para preencher um diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, desenvolvendo o tema da curadoria de informação de maneira colaborativa e reflexiva. O diário de bordo servirá como ferramenta para organizar o pensamento e registrar o processo de análise e seleção das informações, promovendo a autonomia e o pensamento crítico.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de curadoria de informação, explicando sua relevância no contexto atual de excesso de informações. São dados exemplos práticos do cotidiano dos estudantes, como notícias falsas, propagandas enganosas e a importância de verificar a veracidade antes de compartilhar informações. O professor também apresenta o diário de bordo, explicando que será a ferramenta para organizar o trabalho em grupo.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do diário de bordo
Os alunos são organizados em grupos e recebem o diário de bordo impresso ou em formato digital para preenchimento. O professor explica detalhadamente os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução, orientando sobre como devem registrar as informações coletadas e as reflexões do grupo.
Etapa 3 — Identificação do problema
Cada grupo discute e registra no diário de bordo um problema relacionado à curadoria de informação, por exemplo, a dificuldade em identificar notícias falsas ou a falta de fontes confiáveis em um tema específico. O professor circula pela sala para apoiar e estimular o pensamento crítico dos alunos.
Etapa 4 — Pesquisa e geração de alternativas
Os grupos pesquisam em fontes confiáveis, como sites de instituições reconhecidas, livros digitais ou materiais já disponíveis, buscando informações que possam ajudar a resolver o problema identificado. No diário de bordo, eles registram as diferentes alternativas encontradas para lidar com o problema.
Etapa 5 — Discussão e escolha da solução
Os alunos discutem as alternativas levantadas, avaliando a confiabilidade e relevância de cada uma, e escolhem a solução que consideram mais adequada para o problema. Essa decisão é registrada no diário de bordo, com justificativas baseadas nas informações selecionadas.
Etapa 6 — Apresentação e compartilhamento
Cada grupo apresenta para a turma o problema identificado, as alternativas pesquisadas e a solução escolhida, promovendo um debate coletivo. O professor estimula os alunos a questionarem e complementarem as ideias apresentadas.
Etapa 7 — Reflexão final e registro no diário de bordo
Para finalizar, os grupos fazem uma reflexão sobre o processo de curadoria de informação, destacando os aprendizados e desafios encontrados. Essa reflexão é registrada no diário de bordo, que servirá como registro do trabalho desenvolvido e instrumento de avaliação.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de selecionar informações confiáveis em diferentes fontes.
Estimular o pensamento crítico e a reflexão sobre a veracidade e relevância das informações.
Promover o trabalho colaborativo por meio do preenchimento do diário de bordo em grupo.
Incentivar a organização e registro sistemático do processo de curadoria de informação.
Ampliar a compreensão dos estudantes sobre a importância da fundamentação adequada em textos argumentativos.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa no preenchimento do diário de bordo.
Capacidade de identificar e selecionar informações relevantes e confiáveis.
Clareza e coerência na organização das ideias no diário de bordo.
Capacidade de propor soluções fundamentadas para o problema identificado.
Ações do professor
Apresentar o conceito de curadoria de informação e sua importância no contexto atual.
Orientar os alunos sobre como identificar fontes confiáveis e avaliar a qualidade das informações.
Distribuir o diário de bordo para os grupos e explicar os campos a serem preenchidos.
Medir o andamento dos grupos, promovendo intervenções para esclarecer dúvidas e estimular a reflexão.
Estimular a discussão e o compartilhamento das soluções encontradas pelos grupos.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo sobre o tema proposto.
Pesquisar e selecionar informações em diferentes fontes confiáveis.
Preencher coletivamente o diário de bordo, registrando o problema, as alternativas e a solução.
Refletir criticamente sobre as informações coletadas e suas fontes.
Apresentar e discutir as soluções propostas com a turma.