Aula sobre Curadoria de informação no processo de produção de conhecimento
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A curadoria de informação é uma habilidade essencial no mundo contemporâneo, onde somos constantemente bombardeados por uma grande quantidade de dados e conteúdos digitais. No processo de produção de conhecimento, saber selecionar, organizar e avaliar informações confiáveis é fundamental para construir argumentos sólidos e projetos discursivos eficazes. Nesta aula, a metodologia ativa Cultura Maker será aplicada e os estudantes serão convidados a utilizar um template da Dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal), que funcionará como uma ferramenta de autoavaliação e reflexão sobre o processo de curadoria de informação.

Etapa 1 — 1. Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de curadoria de informação, destacando sua importância no cotidiano dos estudantes e no processo de produção de conhecimento. Exemplos práticos são dados, como a seleção de notícias confiáveis, a organização de conteúdos para trabalhos escolares e o uso crítico das redes sociais. A metodologia Cultura Maker é explicada, ressaltando que os alunos serão protagonistas na criação de uma ferramenta de avaliação para a própria aprendizagem.
Etapa 2 — 2. Exploração e discussão sobre curadoria de informação
Em grupos pequenos, os alunos discutem o que entendem por curadoria de informação, quais desafios enfrentam ao selecionar conteúdos e como avaliam a confiabilidade das fontes. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas que estimulem o pensamento crítico e anotando pontos relevantes para a construção coletiva do template.
Etapa 3 — 3. Apresentação e análise do template
O professor apresenta o material de apoio com o template da Dinâmica dos 3 Qs (Que bom, Que pena, Que tal), explicando cada campo e sua função na avaliação reflexiva. Os alunos analisam o modelo, discutem suas potencialidades e sugerem adaptações para que o template seja adequado ao contexto da curadoria de informação.
Etapa 4 — 4. Aplicação da Dinâmica dos 3 Qs
Os alunos, em grupos, utilizam o template da Dinâmica dos 3 Qs, adaptando os campos para refletir sobre o processo de curadoria de informação realizado na aula. Em seguida, cada grupo aplica a dinâmica para avaliar suas experiências, destacando aspectos positivos (Que bom), dificuldades ou limitações (Que pena) e sugestões para melhorias futuras (Que tal). O professor orienta e medita as discussões, garantindo que todos participem e que as reflexões sejam construtivas.
Etapa 5 — 5. Sistematização e reflexão final
O professor conduz uma roda de conversa para que os grupos compartilhem suas avaliações e percepções a partir da dinâmica. Juntos, sistematizam os aprendizados sobre curadoria de informação e a importância da autoavaliação no processo de aprendizagem. Por fim, o professor estimula os alunos a pensar em como aplicar essa ferramenta em outras situações acadêmicas e cotidianas, reforçando a autonomia e o protagonismo dos estudantes.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de selecionar e organizar informações relevantes para diferentes propósitos e projetos discursivos.
Estimular o pensamento crítico e reflexivo sobre a qualidade e a confiabilidade das fontes de informação.
Promover a autonomia dos estudantes na avaliação do próprio processo de aprendizagem por meio da criação da Dinâmica dos 3 Qs.
Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo para a construção coletiva do template de avaliação.
Aplicar a metodologia Cultura Maker para tornar o aprendizado mais prático, significativo e conectado à realidade dos alunos.
Critérios de avaliação
Participação ativa na utilização do template da Dinâmica dos 3 Qs.
Capacidade de identificar e selecionar informações relevantes e confiáveis para o tema proposto.
Qualidade e clareza do template, considerando os campos Que bom, Que pena e Que tal.
Reflexão crítica demonstrada durante a utilização da dinâmica para avaliar o processo de curadoria.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar o conceito de curadoria de informação e sua importância no processo de produção de conhecimento, utilizando exemplos do cotidiano dos alunos.
Explicar a metodologia Cultura Maker e como será aplicada na aula para a criação do template da Dinâmica dos 3 Qs.
Orientar os alunos na discussão e elaboração coletiva do template, mediando o diálogo e incentivando a participação de todos.
Promover a aplicação da dinâmica criada para que os alunos avaliem o processo de curadoria realizado durante a aula.
Estimular a reflexão final sobre o aprendizado e as melhorias possíveis a partir das avaliações feitas com a dinâmica.
Ações do aluno
Ouvir e compreender a importância da curadoria de informação no contexto atual e na produção de conhecimento.
Participar ativamente das discussões sobre seleção e avaliação de informações.
Colaborar na utilização coletiva do template da Dinâmica dos 3 Qs, sugerindo exemplos e formulando os campos Que bom, Que pena e Que tal.
Utilizar o template para avaliar o próprio processo de curadoria de informação durante a atividade.
Refletir sobre os pontos positivos, dificuldades e sugestões de melhoria apontados na dinâmica.
Compartilhar suas percepções e respeitar as opiniões dos colegas durante as discussões e avaliações.