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Aula sobre Cyberbullying: da prática ao combate

Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares

Por que usar essa metodologia?

Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.

Você sabia?

A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.


O tema Cyberbullying é extremamente relevante para estudantes do Ensino Médio, pois envolve o uso das tecnologias digitais de informação e comunicação, presentes no cotidiano dos jovens. Cyberbullying refere-se a atos de intimidação, ataques ou agressões realizadas por meio de recursos digitais, como redes sociais, mensagens e aplicativos. Exemplos práticos incluem o envio de mensagens ofensivas, a divulgação de fotos sem consentimento ou a exclusão intencional de alguém em grupos virtuais. Nesta aula, a metodologia ativa Aprendizagem Entre Pares será aplicada para que os estudantes, em grupos, utilizem um mapa conceitual previamente disponibilizado para explorar o tema, suas causas, consequências e formas de combate, promovendo a reflexão crítica e o protagonismo dos estudantes na construção do conhecimento.

Material de apoio 1 — Cyberbullying: da prática ao combate

  1. Etapa 1Apresentação do tema e sensibilização

    O professor deverá iniciar a aula apresentando o conceito de Cyberbullying, utilizando exemplos práticos do cotidiano dos estudantes, como mensagens ofensivas em redes sociais ou exclusão em grupos virtuais. Em seguida, deverá explicar a importância do tema e como a tecnologia pode ser usada de forma ética e responsável. O mapa conceitual será apresentado como ferramenta para organizar o conhecimento durante a aula.


  2. Etapa 2Formação dos grupos e distribuição dos materiais

    O professor deverá organizar os estudantes em grupos heterogêneos, garantindo diversidade de experiências e opiniões. Cada grupo receberá o template do mapa conceitual e o diário de bordo. O professor explicará como utilizar esses materiais para registrar as ideias e reflexões durante a atividade.


  3. Etapa 3Exploração inicial do mapa conceitual

    Os grupos deverão analisar o mapa conceitual disponibilizado, identificando a ideia central e as oito subideias relacionadas ao Cyberbullying. Deverão discutir o significado de cada subideia e como elas se conectam, utilizando exemplos práticos para facilitar a compreensão.


  4. Etapa 4Discussão e aprofundamento das subideias

    Cada grupo deverá aprofundar a análise das subideias, explorando dois níveis de profundidade para cada uma. Por exemplo, para a subideia "Consequências", poderão discutir impactos emocionais e sociais. O professor deverá circular entre os grupos para orientar e estimular a reflexão crítica.


  5. Etapa 5Registro das reflexões no diário de bordo

    Os estudantes deverão registrar no diário de bordo as principais reflexões, dúvidas e aprendizados obtidos durante as discussões. Esse registro auxiliará na organização do pensamento e na preparação para a apresentação final.


  6. Etapa 6Apresentação dos grupos e debate coletivo

    Cada grupo apresentará o mapa conceitual preenchido e as reflexões registradas no diário de bordo para a turma. O professor deverá mediar o debate, promovendo a troca de ideias e o aprofundamento do tema, destacando estratégias para o combate ao Cyberbullying.


  7. Etapa 7Síntese e encaminhamentos finais

    O professor deverá conduzir uma síntese dos principais pontos discutidos, reforçando a importância do uso ético das tecnologias e das ações coletivas para prevenir e combater o Cyberbullying. Deverá orientar os estudantes sobre como aplicar esses conhecimentos em suas práticas diárias, incentivando o protagonismo e a responsabilidade social.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a compreensão crítica sobre o fenômeno do Cyberbullying e suas implicações sociais e emocionais.

  • Estimular o uso ético e responsável das tecnologias digitais de informação e comunicação.

  • Promover a colaboração entre estudantes por meio da Aprendizagem Entre Pares para construção coletiva do conhecimento.

  • Fomentar a habilidade de organizar e relacionar informações complexas por meio do uso do mapa conceitual.

  • Incentivar a reflexão sobre estratégias de prevenção e combate ao Cyberbullying no ambiente escolar e social.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa e colaborativa na construção do mapa conceitual em grupo.

  • Capacidade de relacionar corretamente as ideias centrais e subideias no mapa conceitual.

  • Demonstração de compreensão crítica do tema Cyberbullying e suas consequências.

  • Utilização adequada do material disponibilizado, como o template do mapa conceitual e diário de bordo.

  • Contribuição para o debate e reflexão coletiva durante as etapas da atividade.

Ações do professor

  • Disponibilizar o mapa conceitual com a ideia central e as oito subideias, organizadas em dois níveis de profundidade, para uso dos estudantes.

  • Organizar os estudantes em grupos heterogêneos para facilitar a troca de conhecimentos e experiências.

  • Orientar os estudantes sobre o uso do template do mapa conceitual e do diário de bordo para registro das reflexões e conclusões.

  • Gerenciar o tempo das etapas para garantir que todas as fases da atividade sejam cumpridas de forma produtiva.

  • Estimular a participação de todos os estudantes, promovendo um ambiente respeitoso e colaborativo.

  • Conduzir a discussão final, destacando as principais aprendizagens e estratégias para o combate ao Cyberbullying.

Ações do aluno

  • Utilizar o mapa conceitual disponibilizado para identificar e relacionar as ideias centrais e subideias sobre Cyberbullying.

  • Colaborar com os pares para preencher o mapa conceitual, discutindo e organizando as informações de forma clara e coerente.

  • Registrar no diário de bordo as principais reflexões, dúvidas e aprendizados durante o processo.

  • Participar ativamente das discussões em grupo, respeitando as opiniões dos colegas.

  • Apresentar as conclusões do grupo para a turma, contribuindo para o debate coletivo.