Aula sobre Deformações na cartografia
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A cartografia é fundamental para entendermos o mundo ao nosso redor, mas os mapas que usamos diariamente são representações planas de uma superfície esférica, o que gera deformações. Essas deformações podem alterar ângulos, áreas e distâncias, impactando a precisão das informações geográficas. Nesta aula, exploraremos como diferentes projeções cartográficas, como a cilíndrica e a cônica, provocam essas deformações. Utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos criem um mapa de empatia, ajudando-os a compreender as percepções e dificuldades relacionadas ao tema, tornando o aprendizado mais significativo e conectado ao cotidiano.

Etapa 1 — 1. Introdução e sensibilização
O professor inicia a aula apresentando mapas conhecidos e destaca que todos são representações planas de uma superfície esférica, o que gera deformações. Com exemplos visuais simples (como um globo e um mapa-múndi), explica as projeções cilíndrica e cônica, destacando as diferenças e os tipos de deformações que provocam. Em seguida, apresenta o objetivo da aula e a metodologia Design Thinking, explicando que os alunos irão construir um mapa de empatia para explorar o tema de forma colaborativa.
Etapa 2 — 2. Formação dos grupos e explicação do mapa de empatia
Os alunos são divididos em grupos pequenos. O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada campo: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. O professor orienta que cada grupo deve imaginar que o mapa de empatia é sobre um estudante ou profissional que utiliza mapas e sofre com as deformações cartográficas, buscando entender suas percepções e desafios.
Etapa 3 — 3. Pesquisa e coleta de informações
Os grupos discutem e pesquisam, utilizando recursos digitais disponíveis, sobre as projeções cartográficas e suas deformações, focando em como essas deformações impactam a interpretação dos mapas. Eles anotam informações que possam preencher os campos do mapa de empatia, refletindo sobre sentimentos, percepções, dificuldades (dores) e benefícios (ganhos) relacionados ao uso dos mapas.
Etapa 4 — 4. Construção do mapa de empatia
Cada grupo organiza as informações coletadas e constrói o mapa de empatia, preenchendo todos os campos com base nas discussões e pesquisas. O professor circula entre os grupos, auxiliando na reflexão e garantindo que os conceitos matemáticos sobre deformações de ângulos e áreas sejam incorporados nas análises.
Etapa 5 — 5. Apresentação e compartilhamento
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as percepções levantadas e as relações com as deformações cartográficas. O professor estimula perguntas e comentários dos demais alunos, promovendo um debate construtivo e aprofundando a compreensão do tema.
Etapa 6 — 6. Reflexão e conexão matemática
O professor conduz uma reflexão coletiva, relacionando as informações dos mapas de empatia com os conceitos matemáticos de deformação de ângulos e áreas nas projeções cilíndrica e cônica. Exemplos práticos são apresentados para ilustrar como essas deformações ocorrem e suas implicações na cartografia.
Etapa 7 — 7. Síntese e aplicação
Para consolidar o aprendizado, os alunos são convidados a propor soluções ou estratégias para minimizar os impactos das deformações em diferentes contextos, como navegação, planejamento urbano ou ambiental. O professor estimula a criatividade e o pensamento crítico, reforçando a importância da matemática e da tecnologia na cartografia.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão sobre as deformações causadas pelas projeções cartográficas.
Estimular o pensamento crítico e a investigação científica por meio do Design Thinking.
Promover a colaboração e o trabalho em grupo para construção coletiva do conhecimento.
Aplicar conceitos matemáticos em contextos reais e tecnológicos.
Desenvolver habilidades de comunicação ao expressar ideias e percepções no mapa de empatia.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas etapas do Design Thinking e na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e explicar as deformações em diferentes projeções cartográficas.
Qualidade da análise crítica e reflexiva apresentada no mapa de empatia.
Colaboração e respeito nas interações em grupo.
Aplicação correta dos conceitos matemáticos relacionados às deformações cartográficas.
Ações do professor
Apresentar o conceito de projeções cartográficas e suas deformações com exemplos visuais simples.
Orientar os alunos na construção do mapa de empatia, explicando cada campo e sua importância.
Facilitar a dinâmica em grupos, estimulando a troca de ideias e o pensamento crítico.
Promover a reflexão coletiva sobre as informações levantadas nos mapas de empatia.
Relacionar as discussões com conceitos matemáticos de ângulos, áreas e geometria.
Estimular o uso de recursos digitais disponíveis para pesquisa e visualização de mapas.
Avaliar o processo e o produto final, fornecendo feedback construtivo.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.
Investigar as características das projeções cartográficas e suas deformações.
Expressar suas percepções, dúvidas e descobertas nos campos do mapa de empatia.
Colaborar com os colegas para construir um entendimento coletivo.
Aplicar conceitos matemáticos para analisar as deformações observadas.
Utilizar recursos digitais para aprofundar a pesquisa e exemplificar os conceitos.
Refletir sobre a importância das projeções na representação do espaço geográfico.