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Aula sobre Desigualdade e violência

Metodologia ativa — Aprendizagem Baseada em Problemas

Por que usar essa metodologia?

Com essa metodologia é possível trabalhar com problemas que façam parte do cotidiano dos alunos, visando maior envolvimento deles com o tema.

Essa metodologia desenvolve a criatividade, o trabalho em grupo e propicia o surgimento de diferentes soluções para um único problema.

Você sabia?

A aprendizagem baseada em problemas surgiu na década de 1960 em escolas de medicina no Canadá e na Holanda. Ela foi extremamente importante no diagnóstico de muitas doenças na época, propiciando um tratamento mais rápido e eficaz.


A desigualdade e a violência são temas que permeiam a sociedade contemporânea e afetam diretamente a vida dos jovens. A desigualdade social se reflete em diversas formas de violência, como a violência física, simbólica e psicológica, que atingem diferentes grupos de pessoas. Por exemplo, a violência doméstica, que afeta principalmente mulheres, e a violência policial, que muitas vezes tem como alvo jovens de comunidades periféricas. Ao abordar esses temas em sala de aula, os alunos poderão relacionar as discussões com suas próprias experiências e observações do cotidiano, promovendo uma reflexão crítica sobre a realidade social. A metodologia de Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) será utilizada para que os alunos, em grupos, identifiquem problemas relacionados à desigualdade e violência.

Material de apoio 1 — Desigualdade e violência

  1. Etapa 1Introdução ao Tema

    O professor inicia a aula apresentando o tema 'Desigualdade e Violência', contextualizando a importância de discutir essas questões na sociedade atual. Ele pode trazer notícias recentes, dados estatísticos ou relatos de experiências pessoais que ilustrem a realidade da desigualdade e da violência. O objetivo é despertar o interesse dos alunos e prepará-los para a atividade em grupo.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos

    Os alunos são divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. O professor deve garantir que os grupos sejam heterogêneos, misturando alunos com diferentes perfis e opiniões. Cada grupo receberá um material para discutir e elaborar seu diário de bordo, que conterá os campos de Problema, Geração de Alternativas e Proposição de Solução. O professor orienta os alunos sobre como devem trabalhar em equipe.


  3. Etapa 3Identificação do Problema

    Os grupos devem começar a identificar um problema específico relacionado à desigualdade e violência que considerem relevante. O professor pode sugerir que pensem em exemplos que conhecem ou que impactam suas vidas, como violência nas escolas, desigualdade de gênero ou racismo. Cada grupo deve registrar seu problema no diário de bordo, explicando por que o escolheram.


  4. Etapa 4Geração de Alternativas

    Após identificar o problema, os grupos devem discutir e listar possíveis alternativas para enfrentá-lo. O professor pode incentivar a criatividade, sugerindo que considerem soluções que já foram tentadas em outras localidades ou que possam ser inovadoras. Os alunos devem registrar essas alternativas no diário de bordo, refletindo sobre a viabilidade de cada uma.


  5. Etapa 5Proposição de Solução

    Com as alternativas em mãos, os grupos devem escolher uma solução que considerem a mais eficaz e elaborar um plano de ação. O professor deve orientar os alunos a pensar em como essa solução pode ser implementada na prática e quais seriam os desafios. Essa etapa é crucial para que os alunos compreendam a importância de agir e não apenas discutir.


  6. Etapa 6Apresentação dos Diários de Bordo

    Os grupos apresentam seus diários de bordo para a turma, compartilhando o problema identificado, as alternativas discutidas e a solução proposta. O professor deve promover um espaço para perguntas e discussões após cada apresentação, incentivando a troca de ideias e a reflexão crítica entre os alunos.


  7. Etapa 7Reflexão Final

    Para encerrar a atividade, o professor conduz uma reflexão final sobre o que os alunos aprenderam durante o processo. Ele pode perguntar como se sentiram ao discutir esses temas e se suas percepções sobre a desigualdade e a violência mudaram. Essa etapa é importante para consolidar o aprendizado e promover um compromisso ético com a transformação social.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação às diversas formas de violência.

  • Estimular a empatia e a compreensão das realidades sociais de diferentes grupos.

  • Promover a discussão sobre a ética e a responsabilidade social na busca por soluções.

  • Fomentar o trabalho em grupo e a colaboração entre os alunos.

  • Incentivar a pesquisa e a reflexão sobre a própria realidade e a do entorno.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa nas discussões em grupo.

  • Qualidade das alternativas e soluções propostas no diário de bordo.

  • Capacidade de relacionar teoria e prática nas reflexões.

  • Clareza e organização do diário de bordo.

  • Empatia demonstrada nas discussões sobre as vítimas de violência.

Ações do professor

  • Facilitar a discussão inicial sobre desigualdade e violência, trazendo exemplos do cotidiano.

  • Orientar os grupos durante a elaboração do diário de bordo, garantindo que todos participem.

  • Propor questões desafiadoras que estimulem a reflexão crítica dos alunos.

  • Fomentar um ambiente seguro para que os alunos possam compartilhar suas experiências.

  • Avaliar os diários de bordo e fornecer feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e experiências.

  • Pesquisar sobre casos reais de desigualdade e violência para enriquecer o diário de bordo.

  • Refletir criticamente sobre as causas e consequências da violência em suas comunidades.

  • Colaborar com os colegas na elaboração de alternativas e soluções para os problemas identificados.

  • Apresentar suas reflexões e propostas de forma clara e organizada no diário de bordo.