Aula sobre Desvendando a tabela periódica
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A tabela periódica é uma ferramenta fundamental na Química, organizada para facilitar o entendimento das propriedades e relações entre os elementos químicos. No cotidiano, ela está presente em diversas situações, desde a composição dos materiais que usamos até processos industriais e ambientais.
Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos preencham um mapa de empatia, explorando diferentes perspectivas sobre a tabela periódica, seus elementos e aplicações. Essa abordagem visa tornar o aprendizado mais significativo, desenvolvendo habilidades de comunicação e análise crítica, essenciais para compreender e debater temas científicos relevantes.

Etapa 1 — Introdução e contextualização
O professor inicia a aula apresentando a tabela periódica, destacando sua organização e importância na ciência e no cotidiano. Exemplos práticos, como a presença de elementos em objetos do dia a dia (alumínio em latas, ferro em utensílios, etc.), são discutidos para conectar o conteúdo à realidade dos alunos. Em seguida, o professor explica a metodologia Design Thinking e apresenta o mapa de empatia, destacando seus campos e objetivos para a atividade.
Etapa 2 — Formação dos grupos e distribuição do material
Os alunos são organizados em pequenos grupos para facilitar a colaboração. O professor distribui o material de apoio contendo o mapa de empatia e orienta os alunos sobre como preencher cada campo, relacionando as percepções ao tema da tabela periódica. É enfatizado que o objetivo é pensar sobre como diferentes públicos percebem e interagem com a tabela periódica.
Etapa 3 — Exploração e pesquisa em grupo
Os grupos discutem e pesquisam, com os recursos disponíveis, as características da tabela periódica e seus elementos, buscando exemplos que possam ser usados para preencher os campos do mapa de empatia. Eles refletem sobre o que uma pessoa que está aprendendo sobre a tabela periódica pode pensar, sentir, ouvir, falar, ver, quais são suas dores (dificuldades) e ganhos (benefícios) ao compreender o tema.
Etapa 4 — Construção do mapa de empatia
Cada grupo organiza as informações coletadas e preenche o mapa de empatia, estruturando as percepções nos campos indicados. O professor circula entre os grupos, auxiliando na reflexão e estimulando a conexão entre os conceitos químicos e as experiências cotidianas dos alunos. O foco é desenvolver uma visão empática e crítica sobre o aprendizado da tabela periódica.
Etapa 5 — Apresentação dos mapas de empatia
Os grupos apresentam seus mapas para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e compartilhando as percepções levantadas. Essa etapa promove a comunicação clara e o debate, permitindo que os alunos aprendam com as diferentes perspectivas dos colegas e aprofundem a compreensão do tema.
Etapa 6 — Reflexão coletiva e síntese
O professor conduz uma discussão coletiva sobre os mapas apresentados, destacando pontos comuns e divergentes, dificuldades e ganhos percebidos. Essa reflexão ajuda a consolidar o aprendizado, relacionando as percepções com os conceitos científicos da tabela periódica e sua relevância sociocultural e ambiental.
Etapa 7 — Avaliação e fechamento
Para finalizar, o professor propõe uma atividade de síntese, como a elaboração de um breve texto ou discussão oral, onde os alunos expressem o que aprenderam sobre a tabela periódica e como a atividade contribuiu para sua compreensão e comunicação. O professor avalia a participação, a clareza na comunicação e a capacidade de relacionar conceitos, encerrando a aula com feedbacks construtivos.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade de comunicação dos alunos para públicos variados, utilizando diferentes linguagens e mídias.
Estimular o pensamento crítico e a empatia ao analisar as percepções sobre a tabela periódica.
Promover a compreensão dos conceitos básicos da tabela periódica e suas aplicações no cotidiano.
Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo por meio da construção coletiva do mapa de empatia.
Desenvolver habilidades de interpretação e elaboração de textos, gráficos e sistemas de classificação.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Clareza e coerência na comunicação das ideias apresentadas.
Capacidade de relacionar conceitos da tabela periódica com exemplos práticos.
Demonstração de compreensão dos diferentes campos do mapa de empatia.
Colaboração e respeito durante as atividades em grupo.
Ações do professor
Apresentar a tabela periódica e contextualizar sua importância no cotidiano dos alunos.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia como ferramenta de aprendizagem.
Distribuir o material de apoio com o mapa de empatia e orientar os alunos sobre cada campo.
Medir e facilitar as discussões em grupo, estimulando a participação e o pensamento crítico.
Auxiliar os alunos na conexão entre os conceitos da tabela periódica e as percepções levantadas.
Promover a socialização dos mapas de empatia e conduzir uma reflexão coletiva sobre os aprendizados.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo para construir o mapa de empatia.
Expressar suas ideias e percepções sobre a tabela periódica nos diferentes campos do mapa.
Relacionar conceitos químicos com exemplos práticos do cotidiano.
Colaborar com os colegas, respeitando opiniões e contribuindo para o trabalho coletivo.
Apresentar e explicar o mapa de empatia para a turma.