Aula sobre Diferença entre Aids e HIV
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A temática sobre a diferença entre HIV e AIDS é fundamental para a compreensão dos estudantes sobre saúde, prevenção e estigma social. O HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana) é o vírus que pode levar à condição conhecida como AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), que é o estágio avançado da infecção. No cotidiano dos estudantes, esse tema está presente em campanhas de saúde, notícias, conversas informais e redes sociais, mas muitas vezes há confusão e preconceito.
Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos, por meio do mapa de empatia, possam se colocar no lugar de pessoas que convivem com o HIV/AIDS, compreendendo suas emoções, desafios e necessidades. Isso permitirá uma abordagem mais sensível, crítica e participativa, promovendo o desenvolvimento de ações de prevenção e promoção da saúde e do bem-estar.

Etapa 1 — Introdução e sensibilização
Inicie a aula apresentando o tema "Diferença entre HIV e AIDS", explicando sua relevância para a saúde e para a vida social dos estudantes. Utilize exemplos cotidianos, como campanhas de prevenção e notícias atuais, para contextualizar. Em seguida, apresente a metodologia Design Thinking e o conceito do mapa de empatia, explicando os campos: "O que ele pensa e sente?", "O que ele escuta?", "O que ele fala e faz?", "O que ele vê?", "Dores" e "Ganhos". Essa etapa visa preparar os alunos para a atividade prática, despertando interesse e empatia.
Etapa 2 — Formação dos grupos e brainstorming inicial
Os alunos são divididos em pequenos grupos para facilitar a colaboração. Cada grupo recebe a tarefa de pensar sobre as vivências e desafios de uma pessoa que vive com HIV/AIDS, considerando os aspectos físicos, psicoemocionais e sociais.
Estimule um momento de reflexão para que os estudantes expressem ideias espontâneas relacionadas aos campos do mapa de empatia, anotando-as para posterior organização. Essa etapa promove a troca de conhecimentos prévios e a construção coletiva do entendimento.
Etapa 3 — Construção do mapa de empatia
Com as ideias iniciais, os grupos começam a organizar as informações nos campos do mapa de empatia, refletindo profundamente sobre cada aspecto: o que a pessoa pensa e sente, o que escuta, o que fala e faz, o que vê, suas dores e ganhos.
Circule entre os grupos, fazendo perguntas que incentivem a reflexão crítica e a empatia, como "Quais medos essa pessoa pode ter?" ou "Que tipo de apoio ela recebe ou gostaria de receber?". Essa etapa é central para o desenvolvimento da sensibilidade e do pensamento crítico.
Etapa 4 — Apresentação e discussão dos mapas
Cada grupo apresenta seu mapa de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas e as reflexões desenvolvidas.
Facilite a discussão, destacando pontos importantes e esclarecendo dúvidas. Essa troca permite que os alunos conheçam diferentes perspectivas e aprofundem a compreensão do tema, além de fortalecer habilidades comunicativas e de argumentação.
Etapa 5 — Análise das vulnerabilidades e desafios
Com base nos mapas apresentados, conduza uma análise coletiva das vulnerabilidades físicas, psicoemocionais e sociais enfrentadas pelas pessoas que vivem com HIV/AIDS. Os alunos são convidados a identificar fatores de risco, preconceitos e barreiras ao acesso à saúde e ao bem-estar. Essa etapa conecta o conteúdo científico com a realidade social, promovendo o pensamento crítico e a consciência cidadã.
Etapa 6 — Proposição de ações de prevenção e promoção da saúde
Os grupos são desafiados a criar propostas de ações que possam contribuir para a prevenção do HIV e a promoção da saúde e do bem-estar das juventudes, considerando as vulnerabilidades discutidas. As propostas podem incluir campanhas educativas, estratégias de apoio emocional, ou iniciativas comunitárias. Oriente os alunos para que as ideias sejam viáveis e respeitem os direitos humanos, estimulando a criatividade e o compromisso social.
Etapa 7 — Síntese e reflexão final
Para finalizar, faça uma síntese dos principais conceitos trabalhados, reforçando a diferença entre HIV e AIDS, a importância da empatia e do respeito, e o papel dos jovens na prevenção e promoção da saúde. Os alunos são convidados a refletir sobre o que aprenderam e como podem aplicar esse conhecimento em suas vidas e comunidades. Essa etapa consolida o aprendizado e estimula a responsabilidade social.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a compreensão clara e correta da diferença entre HIV e AIDS.
Estimular a empatia dos alunos em relação às pessoas que vivem com HIV/AIDS.
Promover a análise crítica das vulnerabilidades físicas, psicoemocionais e sociais relacionadas ao tema.
Incentivar a criação de estratégias de prevenção e promoção da saúde baseadas no entendimento das vivências das juventudes.
Fomentar o trabalho colaborativo e o pensamento crítico por meio da metodologia Design Thinking.
Critérios de avaliação
Participação ativa na construção do mapa de empatia.
Capacidade de identificar e analisar as vulnerabilidades relacionadas ao HIV/AIDS.
Clareza na distinção entre os conceitos de HIV e AIDS.
Engajamento na discussão e proposição de ações de prevenção e promoção da saúde.
Demonstração de empatia e respeito durante as atividades e debates.
Ações do professor
Apresentar o tema e contextualizar sua importância para a saúde pública e social.
Explicar a metodologia Design Thinking e o uso do mapa de empatia.
Orientar os alunos na construção coletiva do mapa de empatia, estimulando a reflexão sobre cada campo.
Medir e mediar as discussões, garantindo respeito e participação de todos.
Estimular os alunos a relacionarem o conteúdo científico com as vivências sociais e emocionais.
Acompanhar a elaboração das propostas de prevenção e promoção da saúde.
Realizar a síntese das ideias e reforçar os conceitos fundamentais ao final da aula.
Ações do aluno
Participar ativamente da construção do mapa de empatia, refletindo sobre os campos propostos.
Compartilhar ideias e experiências relacionadas ao tema, respeitando as opiniões dos colegas.
Analisar as vulnerabilidades físicas, psicoemocionais e sociais vinculadas ao HIV/AIDS.
Discutir e propor ações de prevenção e promoção da saúde e do bem-estar.
Colaborar com o grupo para organizar as informações de forma clara e coerente.
Ouvir atentamente as orientações do professor e dos colegas durante as atividades.
Expressar dúvidas e buscar esclarecimentos para aprofundar o entendimento do tema.