Aula sobre Ditadura no Brasil: violência como política de governo
Metodologia ativa — Aprendizagem Entre Pares
Por que usar essa metodologia?
Através desta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como autonomia, proatividade, argumentação, liderança, autoestima, comunicação, pensamento crítico, colaboração e responsabilidade.
Você sabia?
A aprendizagem entre pares foi desenvolvida por um professor de física, Eric Mazur, em 1990 na Universidade de Harvard. O professor notou a necessidade de mudar a forma tradicional das suas aulas, buscando maior engajamento dos alunos. Resolveu então, pesquisar e criar uma nova forma de ensinar e aprender em dupla.
A ditadura militar no Brasil (1964-1985) foi um período marcado por repressão, censura e violência política. Durante esse tempo, o governo utilizou a violência como uma ferramenta para silenciar opositores e controlar a sociedade. Exemplos de violência incluem torturas, assassinatos e desaparecimentos forçados de dissidentes. No cotidiano dos estudantes, essa temática pode ser relacionada a discussões sobre direitos humanos, liberdade de expressão e a importância da memória histórica. A metodologia Aprendizagem Entre Pares será utilizada para que os alunos, em grupos, desenvolvam um mapa conceitual sobre o tema, promovendo a colaboração e a troca de ideias.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando um breve histórico da ditadura militar no Brasil, destacando os principais eventos e a utilização da violência como política de governo. Exemplos de casos de tortura e repressão são discutidos, contextualizando a importância do tema para a compreensão da sociedade atual.
Etapa 2 — Formação dos Grupos
Os alunos são divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. O professor orienta que cada grupo deve criar um mapa conceitual que contenha uma ideia central sobre a ditadura e 8 sub-ideias, com 2 níveis de profundidade, abordando diferentes formas de violência e suas implicações. Entre os temas que podem surgir, estão a censura aos meios de comunicação e à produção artística, a repressão a movimentos sociais, as perseguições políticas, a manipulação da educação e da informação.
Etapa 3 — Pesquisa e Discussão
Os grupos têm um tempo para pesquisar e discutir as sub-ideias que irão incluir no mapa conceitual. O professor circula entre os grupos, fazendo perguntas e incentivando a troca de ideias, ajudando os alunos a aprofundar suas reflexões sobre o tema.
Etapa 4 — Elaboração do Mapa Conceitual
Com as informações coletadas, os alunos começam a preencher o mapa conceitual. O professor fornece orientações sobre como organizar as ideias e a importância de uma apresentação clara e coerente. Os alunos devem trabalhar juntos para garantir que todos contribuam.
Etapa 5 — Apresentação dos Mapas Conceituais
Cada grupo apresenta seu mapa conceitual para a turma. O professor incentiva a participação da turma, fazendo perguntas e promovendo uma discussão sobre as diferentes abordagens e informações apresentadas.
Etapa 6 — Reflexão e Discussão Coletiva
Após as apresentações, o professor conduz uma discussão coletiva sobre o que foi aprendido. Os alunos são incentivados a refletir sobre as formas de violência discutidas e como isso se relaciona com a sociedade atual, buscando conexões com temas contemporâneos.
Etapa 7 — Avaliação e Feedback
O professor fornece feedback sobre os mapas conceituais e a participação dos alunos. Ele também pode aplicar uma breve atividade de autoavaliação, onde os alunos refletem sobre sua contribuição e aprendizado durante a atividade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade crítica dos alunos ao analisar a violência como política de governo.
Estimular a pesquisa e a discussão sobre os impactos da ditadura na sociedade brasileira.
Promover a reflexão sobre a importância dos direitos humanos e da democracia.
Fomentar a habilidade de trabalhar em grupo e compartilhar conhecimentos.
Incentivar a criação de conexões entre o passado e o presente, relacionando a ditadura com questões contemporâneas.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa conceitual.
Capacidade de relacionar diferentes formas de violência e suas consequências.
Clareza na apresentação do mapa conceitual para a turma.
Reflexão crítica sobre os mecanismos de combate à violência discutidos.
Ações do professor
Facilitar a formação dos grupos e orientar a dinâmica da atividade.
Apresentar exemplos de violência durante a ditadura e suas repercussões.
Estimular perguntas e discussões durante a elaboração do mapa conceitual.
Acompanhar o progresso dos grupos, oferecendo suporte e feedback.
Conduzir a apresentação final dos mapas conceituais e promover uma discussão coletiva.
Ações do aluno
Formar grupos e discutir as ideias centrais sobre a ditadura e a violência.
Pesquisar e coletar informações relevantes para o mapa conceitual.
Elaborar o mapa conceitual em conjunto, definindo a ideia central e sub-ideias.
Apresentar o mapa conceitual para a turma, explicando suas escolhas.
Participar da discussão final, refletindo sobre o que aprenderam.