Aula sobre Ditadura no Brasil: violência como política de governo
Metodologia ativa — Design Thinking
Por que usar essa metodologia?
O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.
Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.
As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.
Você sabia?
É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.
A ditadura militar no Brasil (1964-1985) foi um período marcado por repressão política, censura e violação dos direitos humanos. Durante esse tempo, o governo utilizou a violência como uma ferramenta para silenciar opositores e controlar a população. Esse tema é relevante para os estudantes, ao permitir compreender as raízes da violência em contextos sociais e políticos, além de refletir sobre suas consequências na sociedade atual. A metodologia Design Thinking será aplicada para os alunos desenvolverem um mapa de empatia, permitindo uma análise profunda das experiências e sentimentos das vítimas da violência durante a ditadura, promovendo uma conexão emocional com o tema.

Etapa 1 — Introdução ao Tema
O professor inicia a aula apresentando um breve histórico sobre a ditadura militar no Brasil, destacando os principais eventos e a utilização da violência como política de governo. É importante contextualizar a época, mencionando figuras como os torturadores e as vítimas, além de trazer à tona a importância de discutir esses temas nos dias atuais.
Etapa 2 — Formação de Grupos
Os alunos são divididos em grupos pequenos, onde devem discutir o que já sabem sobre a ditadura e suas consequências. O professor pode fornecer algumas perguntas guias para facilitar a discussão, como: 'Quais formas de violência vocês conhecem que ocorreram durante a ditadura?' e 'Quem foram as principais vítimas dessa violência?'.
Etapa 3 — Introdução ao Mapa de Empatia
O professor apresenta o conceito de mapa de empatia e explica cada um dos campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Os alunos devem entender que o objetivo é se colocar no lugar das vítimas da ditadura, buscando compreender suas experiências e emoções.
Etapa 4 — Coleta de Informações
Os grupos começam a pesquisar e discutir sobre as vítimas da ditadura, coletando informações que ajudem a preencher os campos do mapa de empatia. O professor pode sugerir que os alunos busquem relatos de sobreviventes, documentos históricos ou até mesmo obras de arte que retratem esse período.
Etapa 5 — Preenchimento do Mapa de Empatia
Com as informações coletadas, os alunos trabalham juntos para preencher o template do mapa de empatia. Cada grupo deve se concentrar em um aspecto específico da violência durante a ditadura, como a violência física, simbólica ou psicológica. O professor circula entre os grupos, oferecendo apoio e fazendo perguntas que estimulem a reflexão.
Etapa 6 — Apresentação dos Mapas
Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando suas escolhas e o que aprenderam sobre as vítimas da ditadura. O professor deve incentivar a troca de ideias entre os grupos e promover um debate sobre as semelhanças e diferenças nas experiências apresentadas.
Etapa 7 — Reflexão Final
Para encerrar a aula, o professor conduz uma reflexão final, perguntando aos alunos como a discussão sobre a ditadura e a violência se relaciona com a sociedade atual. Os alunos podem compartilhar suas opiniões sobre como combater a violência e promover os direitos humanos, conectando o aprendizado à realidade contemporânea.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a empatia dos alunos em relação às vítimas da ditadura.
Estimular a reflexão crítica sobre a violência em diferentes contextos.
Promover a discussão sobre direitos humanos e formas de combate à violência.
Fomentar a colaboração e o trabalho em grupo entre os alunos.
Incentivar a expressão criativa e a construção de conhecimento através do Design Thinking.
Critérios de avaliação
Participação ativa nas discussões em grupo.
Qualidade e profundidade das informações apresentadas no mapa de empatia.
Capacidade de relacionar a violência da ditadura com contextos atuais.
Criatividade na apresentação dos resultados.
Respeito e empatia nas interações com colegas durante a atividade.
Ações do professor
Introduzir o tema da aula com uma breve explicação sobre a ditadura e suas características.
Facilitar a formação de grupos e orientar os alunos na construção do mapa de empatia.
Propor perguntas provocativas para estimular a reflexão e discussão.
Acompanhar e apoiar os grupos durante a atividade, garantindo que todos participem.
Conduzir uma discussão final para que os alunos compartilhem suas reflexões e aprendizados.
Ações do aluno
Formar grupos e discutir sobre o que sabem sobre a ditadura e suas consequências.
Coletar informações e sentimentos sobre as vítimas da ditadura para o mapa de empatia.
Participar ativamente do preenchimento do mapa, contribuindo com ideias e reflexões.
Apresentar o mapa de empatia para a turma, explicando suas escolhas.
Refletir sobre o que aprenderam e como isso se relaciona com a realidade atual.