Aula sobre Ditadura no Brasil: violência como política de governo
Metodologia ativa — Estudo de Caso
Por que usar essa metodologia?
O estudo de caso aproxima o estudante do método científico, estimula a observação e experimentação. No estudo de caso o resultado final pode ser compartilhado com a comunidade escolar auxiliando na disseminação da informação em temas complexos e necessários.
Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como investigação, empatia, observação, resolução de problemas, elaboração de estratégias, e proatividade.
Você sabia?
O estudo de caso é utilizado na área da pesquisa acadêmica e visa analisar fenômenos através de estratégias científicas.
A ditadura militar no Brasil (1964-1985) foi um período marcado por repressão, censura e violência estatal. Durante esse tempo, diversas formas de violência foram utilizadas como ferramentas de controle social, incluindo a tortura, a prisão política e a censura da liberdade de expressão. Para os estudantes, é importante entender como esses eventos históricos ainda reverberam na sociedade atual, refletindo em questões como a violência policial, a discriminação e a luta por direitos humanos. A metodologia de Estudo de Caso permitirá que os alunos investiguem a realidade de diferentes grupos sociais que sofreram com a violência, promovendo uma análise crítica e reflexiva sobre o tema.

Etapa 1 — Formação de Grupos e Escolha do Tema
Os alunos serão divididos em grupos de 4 a 5 integrantes. Cada grupo deverá escolher um subtema relacionado à violência durante a ditadura no Brasil, como tortura, censura, resistência, entre outros. O professor deve orientar os alunos a escolherem temas que sejam significativos e que despertem interesse, promovendo uma discussão inicial sobre as opções disponíveis.
Etapa 2 — Definição do Problema
Após a escolha do tema, cada grupo deverá definir um problema específico que desejam investigar. Por exemplo, se o tema for 'tortura', o problema pode ser 'Como a tortura foi utilizada como ferramenta de controle durante a ditadura?'. O professor deve ajudar os alunos a formular perguntas que guiarão sua pesquisa.
Etapa 3 — Levantamento de Dados
Os alunos podem realizar entrevistas com pessoas que viveram durante a ditadura, como familiares ou membros da comunidade, além de pesquisar em fontes confiáveis, como livros e documentários. O professor pode sugerir algumas fontes e orientar os alunos sobre como conduzir as entrevistas de forma respeitosa e ética.
Etapa 4 — Análise do Contexto
Com os dados coletados, os grupos devem analisar o que causou o problema identificado. Por exemplo, discutir as razões sociais e políticas que levaram à utilização da tortura. O professor deve facilitar essa discussão, incentivando os alunos a refletirem sobre as causas e possíveis formas de evitar que situações semelhantes ocorram novamente.
Etapa 5 — Comparação de Dados
Os alunos devem comparar os dados obtidos nas entrevistas e pesquisas com dados oficiais, como relatórios da Comissão da Verdade. Essa etapa é crucial para entender a diferença entre a narrativa oficial e as experiências pessoais. O professor deve orientar os alunos a identificar semelhanças e diferenças, promovendo uma discussão crítica.
Etapa 6 — Propostas de Soluções
Os grupos devem discutir e elaborar propostas de como poderiam contribuir para a disseminação da informação sobre o tema estudado. Isso pode incluir a criação de campanhas de conscientização ou a distribuição dos infográficos. O professor deve incentivar a criatividade e a viabilidade das propostas.
Etapa 7 — Criação do Infográfico
Finalmente, os alunos devem criar um infográfico que sintetize suas descobertas e propostas. O professor pode fornecer um template básico e orientar os alunos sobre como apresentar as informações de forma clara e visualmente atraente. Os infográficos poderão ser impressos ou compartilhados digitalmente com a comunidade.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a capacidade crítica dos alunos em relação à história e suas repercussões na sociedade contemporânea.
Estimular a empatia e a compreensão das diversas formas de violência e suas consequências.
Promover a pesquisa e a coleta de dados como ferramentas para a construção do conhecimento.
Fomentar o trabalho em grupo e a colaboração entre os alunos.
Incentivar a criação de materiais informativos que possam ser utilizados na comunidade.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaboração nas discussões em grupo.
Qualidade e relevância dos dados coletados durante a pesquisa.
Clareza e criatividade na apresentação do infográfico.
Capacidade de análise crítica sobre as informações obtidas.
Proposta de soluções viáveis para a disseminação da informação.
Ações do professor
Facilitar a formação dos grupos e a escolha dos temas específicos relacionados à ditadura.
Orientar os alunos na definição do problema e na formulação de perguntas de pesquisa.
Acompanhar e auxiliar os grupos durante o levantamento de dados e entrevistas.
Promover debates e reflexões sobre as análises feitas pelos alunos.
Guiar os alunos na criação do infográfico, oferecendo feedback e sugestões.
Ações do aluno
Formar grupos e escolher um tema específico relacionado à violência durante a ditadura.
Definir um problema a ser pesquisado e elaborar perguntas de investigação.
Realizar entrevistas e pesquisas para coletar dados sobre o tema escolhido.
Analisar os dados obtidos e discutir suas implicações sociais e políticas.
Criar um infográfico que sintetize as informações e proponha soluções.