Logo do Aprendizap

Aula sobre É fake news ou não?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Vivemos em uma era em que a informação está disponível em grande quantidade e velocidade, especialmente por meio das redes sociais e da internet. No entanto, nem todas as informações são verdadeiras; muitas são falsas ou distorcidas, conhecidas como fake news. No contexto das Ciências da Natureza, isso pode gerar confusão e desinformação sobre temas importantes, como saúde, meio ambiente e tecnologia. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos desenvolvam um template de mapa de empatia, ajudando-os a compreender o comportamento e as motivações das pessoas ao consumir e compartilhar informações, além de identificar estratégias para distinguir notícias verdadeiras de falsas. O mapa de empatia será uma ferramenta central para explorar o tema e seus subtópicos, promovendo a reflexão crítica e o desenvolvimento de habilidades para interpretar textos científicos e selecionar fontes confiáveis.

Material de apoio 1 — É fake news ou não?

  1. Etapa 1Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de fake news, destacando sua relevância no contexto das Ciências da Natureza. Utiliza exemplos simples e atuais, como notícias falsas sobre vacinas ou mudanças climáticas, para sensibilizar os alunos sobre os impactos da desinformação. Em seguida, apresenta a metodologia Design Thinking e explica que, ao longo da aula, os alunos irão preencher um template do mapa de empatia para compreender melhor o comportamento das pessoas diante das informações falsas e verdadeiras.


  2. Etapa 2Apresentação do mapa de empatia

    O professor apresenta o mapa de empatia, explicando cada um dos seus campos: 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Utiliza exemplos práticos relacionados ao consumo de notícias para ilustrar cada campo, facilitando a compreensão dos alunos. O professor esclarece que o mapa será usado para entender o público-alvo que consome e compartilha fake news, promovendo a empatia e a análise crítica.


  3. Etapa 3Formação dos grupos e definição do público-alvo

    Os alunos são organizados em grupos pequenos e recebem a tarefa de escolher um perfil de pessoa que consome informações sobre Ciências da Natureza, como um adolescente, um adulto preocupado com saúde, ou um cidadão comum. Cada grupo deve definir características desse público para iniciar a construção do mapa de empatia, considerando o que essa pessoa pensa, sente, escuta, fala, vê, suas dores e ganhos relacionados ao consumo de informações.


  4. Etapa 4Construção coletiva do mapa de empatia

    Cada grupo trabalha no preenchimento do mapa de empatia, discutindo e preenchendo os campos com base no perfil escolhido. O professor circula entre os grupos, estimulando a reflexão e ajudando a aprofundar as respostas. Os alunos devem pensar em como o público-alvo percebe as informações, quais influências recebe, quais são suas dúvidas e medos, e o que espera ganhar ao consumir notícias, especialmente sobre temas científicos.


  5. Etapa 5Análise de exemplos de fake news e notícias verdadeiras

    Com os templates do mapas de empatia prontos, o professor apresenta exemplos reais de notícias verdadeiras e fake news relacionadas às Ciências da Natureza. Os grupos analisam esses exemplos, utilizando o mapa para entender como o público-alvo pode ser impactado por essas informações. Discutem os elementos que indicam a veracidade ou falsidade das notícias, como a fonte, a apresentação dos dados, a coerência dos argumentos e as conclusões.


  6. Etapa 6Desenvolvimento de estratégias para identificar informações confiáveis

    Com base nas análises anteriores, os grupos elaboram estratégias para ajudar o público-alvo a identificar notícias confiáveis. Essas estratégias podem incluir verificar a fonte, comparar informações em diferentes meios, analisar gráficos e dados apresentados, e refletir sobre os interesses por trás das notícias. O professor orienta a discussão para que as estratégias sejam práticas e aplicáveis no cotidiano dos alunos.


  7. Etapa 7Apresentação e reflexão final

    Cada grupo apresenta seu mapa de empatia e as estratégias desenvolvidas para a turma. O professor conduz uma reflexão coletiva sobre a importância do pensamento crítico e da empatia na seleção de informações, reforçando as habilidades trabalhadas durante a aula. Finaliza destacando como essas competências são essenciais para o exercício da cidadania e para a compreensão dos temas das Ciências da Natureza.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de interpretar textos de divulgação científica, considerando diferentes formas de apresentação de dados.

  • Estimular o pensamento crítico para identificar e analisar fake news relacionadas às Ciências da Natureza.

  • Promover a empatia e a compreensão do comportamento humano diante da informação e desinformação.

  • Incentivar a colaboração e o trabalho em grupo por meio da construção coletiva do mapa de empatia.

  • Capacitar os alunos a construir estratégias para selecionar fontes confiáveis de informação.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia.

  • Capacidade de identificar características de fake news em exemplos apresentados.

  • Clareza e coerência na análise crítica dos textos científicos.

  • Engajamento nas discussões e na reflexão sobre o impacto das fake news.

  • Aplicação de estratégias para seleção de fontes confiáveis em atividades propostas.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância de identificar fake news nas Ciências da Natureza.

  • Explicar o conceito e os campos do mapa de empatia, fornecendo exemplos para facilitar a compreensão.

  • Organizar os alunos em grupos para a elaboração coletiva do mapa de empatia.

  • Medir e orientar as discussões, estimulando o pensamento crítico e a empatia.

  • Fornecer exemplos práticos de notícias verdadeiras e falsas para análise.

  • Auxiliar os alunos na reflexão sobre estratégias para identificar fontes confiáveis.

  • Avaliar a participação e o desenvolvimento das habilidades propostas durante a atividade.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões e da construção do mapa de empatia.

  • Analisar criticamente exemplos de notícias relacionadas às Ciências da Natureza.

  • Expressar suas ideias e percepções nos campos do mapa de empatia.

  • Colaborar com os colegas para construir uma compreensão coletiva do tema.

  • Refletir sobre as consequências das fake news na sociedade e na ciência.

  • Desenvolver estratégias para selecionar informações confiáveis.