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Aula sobre Equipamentos de Proteção Individual: como lidar com os riscos?

Metodologia ativa — Design Thinking

Por que usar essa metodologia?

O Design Thinking pode ser utilizado como metodologia ativa de diversas formas, desde a ideia inicial até a construção do produto ou projeto final. Para isso é imporante seguir os passos básicos do design que são: descoberta, interpretação, ideação, prototipação, testes e reflexão.

Para realizar todas as etapas é preciso dedicação e tempo, que nem sempre é possível no curto período de aula. Desta forma, você pode utilizar partes deste processo de forma isolada para focar em uma determinada temática, que no futuro pode se juntar ao projeto completo.

As primeiras etapas do design thinking são a descoberta e interpretação, que consiste em identificar um problema, definir o público alvo e compreender as suas reais necessidades. Neste contexto, o mapa de empatia busca aprofundar as pesquisas e trazer mais eficiência ao processo de construção do projeto.

Ao trabalhar esta metodologia ativa é possível desenvolver habilidades como empatia, criatividade, colaboração, observação, resolução de problemas, escuta ativa, investigação e protagonismo.

Você sabia?

É possível utilizar essa metodologia em parceria com outras, como a aprendizagem baseada em problemas e/ou projetos. Essa metodologia pode ser utilizada como parte do processo na construção de soluções e desenvolvimento de protótipos.


Os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) são essenciais para garantir a segurança e a integridade física das pessoas em diversas atividades, seja no ambiente de trabalho, em laboratórios escolares ou em tarefas domésticas que envolvam riscos. No cotidiano dos estudantes, o uso de EPIs pode ser observado em situações como o manuseio de produtos químicos na escola, trabalhos de construção civil, ou mesmo em atividades esportivas.

Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Design Thinking para que os alunos desenvolvam um mapa de empatia, explorando as percepções, sentimentos, comportamentos e necessidades relacionadas ao uso dos EPIs. Essa abordagem permitirá que os estudantes compreendam os riscos envolvidos e justifiquem a importância dos equipamentos e comportamentos de segurança, promovendo uma aprendizagem significativa e colaborativa.

Material de apoio 1 — Equipamentos de Proteção Individual: como lidar com os riscos?

  1. Etapa 11. Introdução ao tema e sensibilização

    O professor inicia a aula contextualizando os Equipamentos de Proteção Individual, apresentando exemplos práticos do cotidiano dos alunos, como o uso de capacetes, luvas, máscaras e óculos de proteção. Em seguida, explica a importância de avaliar os riscos em diferentes atividades para garantir a segurança pessoal e coletiva. O professor também introduz a metodologia Design Thinking, destacando que os alunos irão construir um mapa de empatia para compreender melhor o tema.


  2. Etapa 22. Apresentação do mapa de empatia e divisão em grupos

    O professor apresenta o material de apoio: o mapa de empatia com os campos 'O que ele pensa e sente?', 'O que ele escuta?', 'O que ele fala e faz?', 'O que ele vê?', 'Dores' e 'Ganhos'. Explica o significado de cada campo e como eles ajudam a entender as percepções e necessidades das pessoas em relação ao uso dos EPIs. Em seguida, divide a turma em pequenos grupos para que possam trabalhar colaborativamente.


  3. Etapa 33. Pesquisa e discussão em grupo

    Os alunos discutem entre si sobre as situações em que os EPIs são utilizados, os riscos envolvidos e as percepções das pessoas que os usam. Utilizando o mapa de empatia, eles refletem sobre o que uma pessoa que precisa usar EPIs pode pensar, sentir, ouvir e fazer, além de identificar as dores (medos, dificuldades) e ganhos (benefícios, segurança). O professor circula entre os grupos para orientar e estimular o pensamento crítico.


  4. Etapa 44. Construção do mapa de empatia

    Cada grupo organiza as informações discutidas preenchendo o mapa de empatia, estruturando as ideias de forma clara e coerente. Os alunos devem relacionar os conhecimentos científicos sobre riscos e proteção com as percepções humanas, buscando justificar a importância dos EPIs e dos comportamentos seguros. O professor oferece suporte para que os grupos aprofundem suas análises.


  5. Etapa 55. Apresentação dos mapas e debate coletivo

    Os grupos apresentam seus mapas de empatia para a turma, explicando as escolhas feitas em cada campo e as conclusões sobre os riscos e a importância dos EPIs. Após cada apresentação, o professor estimula perguntas e comentários dos colegas, promovendo um debate construtivo que amplia a compreensão do tema.


  6. Etapa 66. Sistematização do conhecimento

    O professor realiza uma síntese das principais ideias apresentadas, destacando como a avaliação dos riscos e o uso correto dos EPIs contribuem para a segurança individual, coletiva e socioambiental. Ele reforça a aplicação dos conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar comportamentos seguros e o uso dos equipamentos.


  7. Etapa 77. Reflexão final e encaminhamentos

    Para concluir, o professor propõe uma reflexão sobre como os alunos podem aplicar o que aprenderam em suas vidas diárias e em futuras situações de risco. Incentiva-os a compartilhar essas informações com familiares e amigos, promovendo uma cultura de prevenção. Também pode sugerir a criação de pequenos projetos ou campanhas de conscientização sobre o uso dos EPIs na escola ou comunidade.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a capacidade dos alunos de identificar e avaliar riscos em diferentes contextos cotidianos.

  • Promover a compreensão do papel dos Equipamentos de Proteção Individual na prevenção de acidentes e na manutenção da integridade física.

  • Estimular o pensamento crítico e empático por meio da construção do mapa de empatia, conectando conhecimentos científicos com experiências reais.

  • Incentivar a colaboração e a comunicação entre os alunos durante o processo de Design Thinking.

  • Aplicar conhecimentos das Ciências da Natureza para justificar o uso de EPIs e comportamentos seguros.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa na construção do mapa de empatia, demonstrando compreensão dos diferentes aspectos relacionados aos EPIs.

  • Capacidade de identificar e descrever os riscos associados a atividades cotidianas e a importância dos EPIs.

  • Clareza e coerência na justificativa do uso dos equipamentos e comportamentos de segurança, fundamentada em conhecimentos científicos.

  • Colaboração e respeito durante as discussões em grupo.

Ações do professor

  • Apresentar o tema e contextualizar a importância dos EPIs no cotidiano dos alunos, utilizando exemplos práticos.

  • Explicar a metodologia Design Thinking e orientar a construção do mapa de empatia, apresentando o material de apoio com os campos a serem preenchidos.

  • Dividir a turma em grupos e mediar a discussão para que os alunos expressem suas percepções e conhecimentos sobre os riscos e EPIs.

  • Estimular a reflexão crítica sobre as dores (problemas) e ganhos (benefícios) relacionados ao uso dos EPIs.

  • Acompanhar o desenvolvimento dos mapas de empatia, oferecendo suporte e esclarecendo dúvidas.

  • Promover a apresentação dos mapas pelos grupos, incentivando a troca de ideias e o debate construtivo.

  • Realizar uma síntese final destacando a importância da avaliação de riscos e do uso correto dos EPIs para a segurança individual e coletiva.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando experiências e percepções sobre os EPIs.

  • Construir coletivamente o mapa de empatia, preenchendo os campos com base em reflexões e informações discutidas.

  • Identificar e analisar os riscos presentes em atividades cotidianas relacionadas ao tema.

  • Refletir sobre as dores (dificuldades, medos) e ganhos (benefícios, segurança) associados ao uso dos EPIs.

  • Apresentar e explicar o mapa de empatia elaborado pelo grupo para a turma.

  • Ouvir atentamente as apresentações dos colegas, contribuindo com perguntas e comentários construtivos.