Aula sobre Estilização: manifestação das relações intertextuais
Metodologia ativa — Cultura Maker
Por que usar essa metodologia?
A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.
A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.
Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.
Você sabia?
A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.
A estilização é uma forma de manifestação das relações intertextuais, que se refere à maneira como um texto dialoga com outros textos, incorporando, adaptando ou transformando elementos para expressar novas ideias ou perspectivas. No cotidiano dos estudantes, isso pode ser observado em músicas que fazem referência a outras canções, em memes que reinterpretam imagens conhecidas, ou em filmes que homenageiam obras anteriores. Nesta aula, a abordagem será realizada por meio da metodologia ativa Cultura Maker, onde os alunos trabalharão em grupos para registrar suas reflexões e análises em um diário de bordo, explorando problemas, alternativas e soluções relacionadas à estilização e suas manifestações intertextuais.

Etapa 1 — Introdução ao tema e contextualização
O professor inicia a aula apresentando o conceito de estilização como uma manifestação das relações intertextuais, utilizando exemplos práticos do cotidiano dos alunos, como músicas que fazem referência a outras canções, memes que reinterpretam imagens conhecidas e filmes que homenageiam obras anteriores. Essa abordagem visa despertar o interesse e conectar o conteúdo à realidade dos estudantes.
Etapa 2 — Formação dos grupos e apresentação do diário de bordo
Os alunos são organizados em grupos e recebem o diário de bordo, que contém os campos de Problema, Geração de Alternativas e Solução. O professor explica detalhadamente como utilizar esse material para registrar as reflexões e análises durante a atividade, enfatizando a importância do trabalho colaborativo e do registro sistemático.
Etapa 3 — Análise de exemplos de estilização
Cada grupo recebe diferentes textos, imagens ou vídeos que exemplificam formas de estilização, como paráfrases, paródias e outras manifestações intertextuais. Os alunos devem identificar os elementos estilísticos presentes, discutir os problemas ou questões que esses exemplos levantam e registrar suas observações no diário de bordo.
Etapa 4 — Discussão e geração de alternativas
Os grupos compartilham suas análises iniciais e discutem possíveis interpretações e alternativas para compreender melhor as relações intertextuais observadas. Essa etapa é registrada no campo de Geração de Alternativas do diário de bordo, estimulando o pensamento crítico e a diversidade de perspectivas.
Etapa 5 — Proposição de soluções e conclusões
Com base nas discussões, os grupos elaboram soluções ou conclusões que explicam as funções e efeitos da estilização nos exemplos analisados. Essas proposições são anotadas no campo de Solução do diário de bordo, consolidando o aprendizado e a compreensão do tema.
Etapa 6 — Apresentação dos resultados
Cada grupo apresenta para a turma suas conclusões, explicando os processos de análise, as alternativas consideradas e as soluções propostas. O professor promove um ambiente de diálogo, incentivando perguntas e comentários dos demais alunos para enriquecer a compreensão coletiva.
Etapa 7 — Reflexão final e avaliação
O professor conduz uma reflexão final sobre a importância da estilização como manifestação das relações intertextuais e sua presença na cultura contemporânea. Em seguida, realiza a avaliação com base nos critérios estabelecidos, considerando a participação, os registros no diário de bordo e a qualidade das apresentações.
Intencionalidades pedagógicas
Desenvolver a habilidade de análise das relações de intertextualidade e interdiscursividade em diferentes textos.
Promover a compreensão das formas de estilização como paráfrases, paródias e outras manifestações dialógicas.
Estimular o trabalho colaborativo e o registro sistemático das reflexões por meio do diário de bordo.
Fomentar a capacidade crítica dos estudantes para identificar posicionamentos e perspectivas em textos estilizados.
Integrar conhecimentos de Linguagens e suas Tecnologias com práticas culturais contemporâneas.
Critérios de avaliação
Participação ativa e colaborativa nas discussões em grupo.
Capacidade de identificar e explicar relações intertextuais em diferentes exemplos.
Qualidade e profundidade das anotações no diário de bordo, incluindo problemas, alternativas e soluções.
Clareza na exposição das ideias e argumentações durante as etapas da atividade.
Demonstração de compreensão das formas de estilização e suas funções comunicativas.
Ações do professor
Apresentar o conceito de estilização e suas manifestações intertextuais com exemplos do cotidiano dos alunos.
Orientar os grupos na utilização do diário de bordo, explicando os campos de Problema, Geração de Alternativas e Solução.
Medir o andamento das discussões em grupo, promovendo intervenções para aprofundar a análise quando necessário.
Estimular a troca de ideias entre os grupos, promovendo um ambiente de diálogo e respeito.
Avaliar os registros no diário de bordo e as contribuições dos alunos durante a aula.
Ações do aluno
Participar ativamente das discussões em grupo, compartilhando ideias e exemplos.
Analisar textos e outros materiais para identificar relações intertextuais e formas de estilização.
Registrar no diário de bordo os problemas identificados, as alternativas discutidas e as soluções propostas.
Colaborar com os colegas para construir uma compreensão coletiva do tema.
Apresentar as conclusões do grupo para a turma, articulando os conceitos estudados.