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Aula sobre Experimentos aleatórios sucessivos

Metodologia ativa — Cultura Maker

Por que usar essa metodologia?

A Cultura Maker favorece a relação entre a teoria e a prática. Através dela conseguimos responder perguntas como: “Professor(a), onde vou usar isso? Por que devo aprender isso?”.

A Cultura Maker não é um passo a passo, ou seja, não é uma receita de bolo que os alunos apenas replicam. Só é considerado cultura maker se houver espaços para criação, autonomia e dinamismo.

Essa metodologia enriquece o processo criativo, a aprendizagem por pares e as habilidades socioemocionais. Propicia caminhos para as atividades interdisciplinares, permitindo que o aprendizado seja mais realista e significativo, perpassando entre as diferentes áreas, competências e habilidades.

Você sabia?

A cultura maker foi expandida após o movimento DIY sigla em inglês para “do it yourself”, que significa “faça você mesmo”. Essa cultura inspira as pessoas a construírem coisas incríveis.


Experimentos aleatórios sucessivos são situações em que realizamos uma sequência de experimentos, cada um com resultados incertos, e queremos entender as probabilidades de eventos que ocorrem ao longo dessa sequência. No cotidiano, isso pode ser observado em jogos de cartas, lançamentos de moedas ou dados, onde o resultado de cada jogada influencia o cálculo da probabilidade total. Nesta aula, utilizaremos a metodologia ativa Cultura Maker para que os alunos, em grupos, utilizam um diário de bordo registrando o problema, as alternativas geradas e a solução encontrada, promovendo uma aprendizagem colaborativa e prática sobre o tema.

Material de apoio 1 — Experimentos aleatórios sucessivos

  1. Etapa 1Introdução e Contextualização

    O professor inicia a aula apresentando o conceito de experimentos aleatórios sucessivos, utilizando exemplos simples e do cotidiano, como o lançamento de moedas ou dados em sequência. Explica a importância do tema para a compreensão de probabilidades compostas e como isso pode ser aplicado em situações reais. Em seguida, apresenta a proposta da atividade: a criação de um diário de bordo em grupos para explorar o tema de forma prática e colaborativa.


  2. Etapa 2Formação dos Grupos e Apresentação do Diário de Bordo

    O professor organiza os alunos em grupos pequenos e distribui o modelo do diário de bordo, explicando os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução. Esclarece que o objetivo é que cada grupo registre suas reflexões e soluções ao longo da atividade, estimulando a colaboração e o registro sistemático do processo de aprendizagem.


  3. Etapa 3Identificação do Problema

    Cada grupo discute e escolhe um problema relacionado a experimentos aleatórios sucessivos, podendo ser baseado em situações propostas pelo professor ou criadas pelos próprios alunos. Os grupos registram no diário de bordo a descrição clara do problema escolhido, garantindo que todos compreendam o desafio a ser enfrentado.


  4. Etapa 4Geração de Alternativas

    Os grupos debatem possíveis estratégias para resolver o problema identificado, considerando diferentes abordagens para o cálculo da probabilidade. Eles registram no diário de bordo as alternativas levantadas, discutindo as vantagens e desvantagens de cada uma, promovendo o pensamento crítico e a criatividade.


  5. Etapa 5Elaboração da Solução

    Com base nas alternativas discutidas, os grupos escolhem a estratégia que consideram mais adequada e desenvolvem a solução do problema. Registram detalhadamente no diário de bordo os cálculos, raciocínios e justificativas que levaram à resposta final, consolidando o aprendizado.


  6. Etapa 6Socialização das Soluções

    Cada grupo apresenta para a turma o problema escolhido, as alternativas consideradas e a solução encontrada, utilizando o diário de bordo como suporte. O professor estimula perguntas e debates entre os grupos, promovendo a troca de conhecimentos e o aprofundamento do tema.


  7. Etapa 7Reflexão e Avaliação

    O professor conduz uma reflexão final sobre o processo de aprendizagem, destacando os desafios enfrentados e as estratégias eficazes. Avalia os diários de bordo e a participação dos alunos, oferecendo feedback construtivo e incentivando a continuidade do uso dessa metodologia em outras situações de aprendizagem.


Intencionalidades pedagógicas

  • Desenvolver a habilidade de resolver e elaborar problemas envolvendo cálculo de probabilidade em experimentos aleatórios sucessivos.

  • Estimular o trabalho colaborativo por meio da criação de um diário de bordo em grupo.

  • Promover o pensamento crítico e a geração de alternativas para solução de problemas matemáticos.

  • Fomentar a aplicação prática dos conceitos de probabilidade em situações do cotidiano.

Critérios de avaliação

  • Participação ativa no trabalho em grupo e na construção do diário de bordo.

  • Capacidade de identificar e formular problemas relacionados a experimentos aleatórios sucessivos.

  • Qualidade das alternativas geradas para resolução dos problemas.

  • Clareza e coerência na apresentação da solução encontrada.

Ações do professor

  • Apresentar o conceito de experimentos aleatórios sucessivos com exemplos práticos do cotidiano.

  • Organizar os alunos em grupos e explicar a dinâmica do diário de bordo com os campos Problema, Geração de Alternativas e Solução.

  • Orientar os grupos durante a elaboração do diário, estimulando a reflexão e o debate.

  • Promover momentos de socialização para que os grupos compartilhem suas soluções e estratégias.

  • Avaliar o processo e os produtos dos grupos, fornecendo feedback construtivo.

Ações do aluno

  • Participar ativamente das discussões em grupo para identificar problemas relacionados ao tema.

  • Registrar no diário de bordo o problema, as alternativas e a solução encontrada.

  • Colaborar com os colegas na geração de alternativas para resolver os problemas.

  • Apresentar e explicar as soluções desenvolvidas para a turma.